segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Um duelo maior que os Artilheiros

 Na tarde desse domingo, o Flamengo entrou pela última vez em campo em 2024. Já sem objetivos, se mostrava a oportunidade perfeita para dar a festa de despedida para aquele que tanto fez por nós. Do outro lado, o artilheiro do campeonato, tornando um jogo um duelo de centroavantes, o do ano e o da geração. Mais uma vez, os Deuses do Futebol prepararam um lindo contexto para um jogo que teria pouco a acrescentar. 

Desde o apito inicial, o jogo apresentou seus outros protagonistas. Nossa ala direita com volume e intensidade com Wesley, Gerson e Plata se tornou o principal foco de jogadas para entrar na área. Do outro lado, o ataque rápido da equipe baiana para transitar o campo e achar um passe milimétrico nas costas da nossa zaga. O artilheiro do campeonato ainda contou com a saída errada de Rossi para escorar para o go, vazio. O direito de festeja precisa ser conquistado dentro de campo e o Flamengo seguiu explorando o lado direito para conquistar o Gol de empate. O volume não encontra efetividade e nossa equipe vira o primeiro tempo derrotada.

Com o segundo tempo já rolando, nossa primeira finalização acontece apenas aos 9 minutos. A jogada envolveu nossos principais atores do lado direito, mas eles precisavam de ajuda e no minuto seguinte Filipe Luís mexe no time. A entrada de Michael e De la Cruz fazer Gerson se posicionar mais pelo meio. Com esse espaço aberto, outro protagonista do jogo começa a circular por lá, um outro jogador que conhece bastante aquele espaço, Gabriel Barbosa. Ele tenta armar a jogada, mas Wesley prefere deixar essa função para Pulgar e Nico. Gabriel então vira Gabigol, ataca a área, faz o seu Gol de despedida e corre igual uma criança, igual as criança que fazem gol e dizem ser Gabigol.

A Magnética responde e aos 16 minutos, Gerson aciona Ayrton Lucas que decide consagrar o dono da festa. Gabriel tem sua finalização bloqueada, mas o Flamengo mostrava que existe vida além do lado direito. Nossa equipe sim, mas os baianos estavam bem confortáveis em utilizar esse lado para demostrar suas batidas precisas e mais uma vez ficamos atrás do placar.

Precisando se recuperar, mais uma vez, nossa equipe se volta para o lado esquerdo. Gerson aciona Ayrton Lucas, que parece não ter superado a perda do seu principal companheiro por aquele lado. Nosso lateral então tenta a carregada, sem sucesso, ele retorna para Pulgar que lhe devolve em uma posição melhor. A finalização com o pé não dominante encontra o cantinho para selar o placar. Nosso professor ainda tira Gabriel para ele ser ovacionado uma última vez pela torcida.

A não-derrota e o gol de despedida trouxeram um sabor agridoce ao jogo, um sabor bem semelhante que fica para essa temporada irregular que o Flamengo teve.

Mas em 2025, vamos por mais!
SRN

Mesmo em Marcha Lenta, Três Gols e Três Pontos: Pela Camisa e Pela Torcida

Mais uma vez o Flamengo entrou em campo para cumprir calendário. Sem chances de títulos e garantido nas principais competições do ano que vem, o clima de férias é inevitável. Principalmente quando nosso adversário tem a chance de complicar a vida de um rival local. Mas sempre que os jogadores rubro-negros entram em campo, há duas presenças imutáveis, a torcida e a camisa. Esses fatores já são grandes o suficiente para deixar a alma em campo. Nesse contexto, a escalação altamente modificada poderia ir um pouco contra esse espírito, se não fosse o fato desses onze jogadores possuírem a capacidade para disputar o título brasileiro se fosse necessário.

Fugindo um pouco dessa polêmica, o que se viu dentro de campo foi um Flamengo burocrático, lento, mas ainda assim, disposto a atacar as fraquezas que o adversário demonstrava. Nesse ritmo Bruno Henrique e Ayrton Lucas colocaram o goleiro para trabalhar. O nível de concentração do adversário estava mais aguçado e toda bola que nossa equipe perdia, a temperatura do jogo aumentava.

Mais tarde na coletiva, Filipe Luís disse que o time estava "Mais lento que o normal e acelerando quando não precisava acelerar" no intuito de primeiro afundar o adversário na defesa, para depois atacá-lo, dando menos chances de contra-ataque. O time foi entendendo isso na metade do primeiro tempo ainda, mas só no final do primeiro tempo que rendeu frutos. Depois do lindo passe de Bruno Henrique, Ayrton Lucas cruzou no segundo poste e Varela abriu o placar. Afundou tanto o adversário que deu espaço para ambos os nossos laterais pisarem na área.

Já iniciando o segundo tempo, as alterações do adversário não surtiram o efeito desejado. O Flamengo, na frente do placar, estava confortável o suficiente para controlar o jogo e acelerar somente quando necessário. Depois da entrada de Michael e Luiz Araújo, essa aceleração ficou inevitável, principalmente pelo lado esquerdo com a participação do BH. Primeiro Bruno Henrique é recompensado com o pênalti depois que Luiz Araújo teve sua finalização bloqueada com o braço. Depois o próprio Luiz Araújo é recompensado com uma linda troca de passes rápidos.

Mesmo em marcha lenta, errando mais que o normal, o Flamengo consegue aplicar três gols no adversário. A fragilidade do oponente tem que ser levada em conta, do mesmo jeito que também deve-se levar em conta o fato deles estarem jogando a vida ontem.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Qualidade para Fazer, Maturidade para Manter

Duas equipes de elite, uma já sem chance de título e outra jogando por seu último respiro. O Flamengo podendo apenas ostentar o título da Copa do Brasil enfrentava um adversário que vinha de 16 jogos invictos. Um duelo a altura do clima fornecido na tarde de domingo no Rio de Janeiro. Com Pulgar suspenso, Filipe Luís opta por uma alteração dupla na volância. Nico De la Cruz e Evertton Araújo retornam aos onze iniciais, enquanto nosso coringa Gerson avança para a meia direita.

O domínio do campo e da bola se fizeram presente desde o primeiro minuto. Mesmo com pouca minutagem juntos e jogando mais afastados que vinha sendo demostrado ser o padrão de jogo dos volantes, Nico e Evertton não tiveram dificuldades para auxiliar a saída de bola rubro-negra, nem em dar suporte para a linha ofensiva na marcação. Sem muitas alternativas, nosso adversário apostou suas fichas remanescentes em um duelo especifico e até curioso. Nosso lateral-direito Wesley ficou encarregado de defender seu xará e principal válvula de escape dos visitantes.

Assim se criou a primeira grande chance do jogo, mas Rossi faz uma grande defesa. Não se de campo e bola se vence jogo, é preciso ter gol e para fazer gol é necessário arriscar. Filipe Luís poderia pedir para o Wesley subir menos, fazer um jogo mais cauteloso e expor menos a defesa, mas abrir mão do pulmão privilegiado de Wesley é reduzir muito o volume ofensivo rubro-negro e aos 24 minutos foi demostrada a preferencia do nosso professor. Wesley acha Gonzalo Plata que desvia de cabeça para Bruno Henrique atacar o espaço. A finalização é defendida, mas ficou nítido que o Flamengo não deixaria de atacar para se defender.

E na bola parada, quando os seus defensores ficam mais longe do próprio gol, que a nosso equipe foi recompensada. Primeiro com Léo Ortiz depois de uma cobrança magistral de Nico e depois com Léo Pereira posicionado para a cobrança e preenchendo a área depois do rebote. Esse segundo gol, inclusive, mostrando uma outra grande característica dessa equipe, a gana pelo Gol! Gerson finalizou atrasado, mas ao todo foram 5 finalizações em 17 segundos.

Mas quando o Michael tá feliz, esquece! Seu segundo gol veio do mais alto risco sendo recompensado. Wesley observou seu xará indo pressionar o Evertton Ribeiro que soltou a bola rápido para Gerson e assim nosso lateral direito viu a oportunidade de ouro para utilizar sua principal característica. O pique que começou na intermediária defensiva terminou só na pequena área adversária quando ele encontrou o passe para nosso Menino Maluquinho fuzilar para o Gol.

Terminar o o primeiro tempo com domínio da bola, do campo e do placar dava um clima de festa, festa essa que nem fazia tanto sentido pela qualidade do adversário que estava no Maracanã. Logo aos 10 minutos esse clima já mudou e aos 16 ficou mais perigoso, mas evidente também que seria necessário uma sequência de ajudas e aleatoriedades para ceder o empate. Alterações de jogadores até aconteceram, mas nossa equipe teve maturidade o suficiente para evitar maiores sustos.

Mesmo sem chances de título, no Maracanã, sempre será exigido que o Flamengo jogue com seriedade e para cima do adversário. Isso foi entregue nessa tarde de domingo.
E vamos por mais,
SRN