Mais uma vez o Flamengo entrou em campo para cumprir calendário. Sem chances de títulos e garantido nas principais competições do ano que vem, o clima de férias é inevitável. Principalmente quando nosso adversário tem a chance de complicar a vida de um rival local. Mas sempre que os jogadores rubro-negros entram em campo, há duas presenças imutáveis, a torcida e a camisa. Esses fatores já são grandes o suficiente para deixar a alma em campo. Nesse contexto, a escalação altamente modificada poderia ir um pouco contra esse espírito, se não fosse o fato desses onze jogadores possuírem a capacidade para disputar o título brasileiro se fosse necessário.
Fugindo um pouco dessa polêmica, o que se viu dentro de campo foi um Flamengo burocrático, lento, mas ainda assim, disposto a atacar as fraquezas que o adversário demonstrava. Nesse ritmo Bruno Henrique e Ayrton Lucas colocaram o goleiro para trabalhar. O nível de concentração do adversário estava mais aguçado e toda bola que nossa equipe perdia, a temperatura do jogo aumentava.
Mais tarde na coletiva, Filipe Luís disse que o time estava "Mais lento que o normal e acelerando quando não precisava acelerar" no intuito de primeiro afundar o adversário na defesa, para depois atacá-lo, dando menos chances de contra-ataque. O time foi entendendo isso na metade do primeiro tempo ainda, mas só no final do primeiro tempo que rendeu frutos. Depois do lindo passe de Bruno Henrique, Ayrton Lucas cruzou no segundo poste e Varela abriu o placar. Afundou tanto o adversário que deu espaço para ambos os nossos laterais pisarem na área.
Já iniciando o segundo tempo, as alterações do adversário não surtiram o efeito desejado. O Flamengo, na frente do placar, estava confortável o suficiente para controlar o jogo e acelerar somente quando necessário. Depois da entrada de Michael e Luiz Araújo, essa aceleração ficou inevitável, principalmente pelo lado esquerdo com a participação do BH. Primeiro Bruno Henrique é recompensado com o pênalti depois que Luiz Araújo teve sua finalização bloqueada com o braço. Depois o próprio Luiz Araújo é recompensado com uma linda troca de passes rápidos.
Mesmo em marcha lenta, errando mais que o normal, o Flamengo consegue aplicar três gols no adversário. A fragilidade do oponente tem que ser levada em conta, do mesmo jeito que também deve-se levar em conta o fato deles estarem jogando a vida ontem.
E vamos por mais.
SRN
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