Dentre as milhões de facetas que podemos definir o futebol, as características citadas, com certeza, estão entre as mais comuns em equipes campeãs. E de forma conjunta, para ser campeão, é necessário não dar brecha alguma, para os adversário e para as próprias falhas. Filipe Luiz sabe disso, sua equipe também.
Depois de uma semana de treinos, o Flamengo retornava ao gramado do Maracanã para decidir a Taça Guanabara. Uma taça que não possui o mesmo prestigio de outros tempo. "Pré-temporada" como afirmou nosso técnico, mas nesse sábado, só havia ela a ser vencida, só havia o Maricá a ser batido. Para realizar essa tarefa, não há duvidas que os jogadores escalados são competentes, mesmo com algumas peças indisponíveis, mesmo com mais uma substituição no primeiro tempo.
Mas é necessário disposição, sem esquecer aquilo que foi treinado e os dois primeiros gols do Flamengo elucidam muito bem essa combinação. Quando Arrascaeta se encarrega da cobrança de escanteio aos 16 minutos, Danilo faz o mesmo bloqueio que o favoreceu na partida anterior. Dessa vez a jogada foi desenhada para Plata que escolhe finalizar, escolhe porque pode, a jogada foi desenhada dando essa opção porque mais recuado tinha Gerson, que recolheu o eventual rebote para abrir o placar.
Aos 25 minutos, uma jogada menos complexa, mas que vale a mesma pontuação. A cobrança no primeiro poste sempre foi um dos escanteios mais perigosos do futebol, mas pelo tipo de batida, seu sucesso não é tão comum. A batida não encontrou a movimentação, mas a defesa do Maricá não conseguiu aliviar o perigo. Com a bola viva em uma zona tão perigosa, não tem ensaio ou tática a ser desenhada, apenas a voracidade e concentração para ser mais rápido que o adversário.
O dois a zero estava consolidado no placar. Como esperado, sem dificuldades, mas também como esperado, um Flamengo jogando com a seriedades que a camisa pede, independente da competição, independente do adversário. Um Flamengo que mostrou isso desde o jogo contra o Volta Redonda, mesmo sabendo que a taça Guanabara é o campeonato menos importante do ano, não nos resta nada diferente de competir e, eventualmente, se sagrar campeão.
O segundo tempo trouxe as novidades que não podemos prever, quem entrou, quem fez o gol, como o gol foi feito e essas coisas. O fácil de prever era a forma de jogar, que foi repetida nesses últimos oito jogos. Um Flamengo que continua jogando a Flamengo, mesmo na frente, mesmo se sagrando campeão. Um jeito que é ensinado desde a base, do jeito que Wallace Yan e Matheus Gonçalves sabem muito bem.
Desde que Filipe Luiz retornou dos Estados Unidos, o único gol sofrido foi em uma SuperCopa já definida por três gols de vantagem e conquistando vitórias com muitos argumentos diferentes e de qualidade.
E vamos por mais.
SRN