quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Supercopa para coroar o Rei

Em época de Campeonato Carioca e tour pelo nordeste, não seria estranho ter um clássico na terra do tacacá, mas o jogo desse domingo trazia um prato que vem marinando desde o ano passado. A Supercopa coloca frente a frente o campeão do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, esse ano, o primeiro Campeão do Brasil seria Flamengo ou Botafogo.

Antes mesmo da bola rolar, a chuva já demostrava que seria um personagem do domingo. O bom sistema de drenagem do estádio Mangueirão permitiu não só que o jogo se iniciasse, mas também que o cruzamento rasteiro de Wesley não encontrasse ninguém na área. A chuva continuou caindo e o Flamengo continuou em cima, o gramado foi piorando e Bruno Henrique foi crescendo. Já notando o correr devagar da bola e o salto atrasado de Barboza, o tapa longo não iria ser tão longo assim. Pior para o jovem zagueiro Halter que tentou cobrir seu companheiro mas leu mal a jogada. Pênalti sofrido, pênalti cobrado. Bruno Henrique colocava o Flamengo na frente do placar.

A chuva obriga o jogo a ser parado, mas depois do retorno, Nico De la Cruz cobra a falta e John defende. Uma ótima oportunidade para nosso rival começar uma construção por baixo, mas nossa marcação alta obriga nosso adversário a se desfazer da bola. Diferente da marcação alta deles. Quando pressionado, Rossi sabe seu alvo e antes mesmo de Plata ganhar a casquinha, Michael já atacava a profundidade. Já conseguindo estabelecer o ataque rápido, Bruno Henrique é acionado para decidir como finalizar a jogada. E o Rei dos Clássicos decide, ele finaliza de primeira, um chutaço, um golaço! 

Mesmo com o conforto do placar, Flamengo seguiu ocupando o campo de ataque e dando trabalho ao goleiro adversário. Foram raros os momentos que nossa marcação alta foi vencida, e mesmo assim, nossa equipe conseguia correr para trás bem e recuperar a compactação coletiva.

O primeiro tempo se encerrou, decretando um verdadeiro domínio rubro-negro e o segundo tempo começo do mesmo jeito. Logo aos três minutos Michael consegue uma interceptação e inicia um contra-ataque. O passe para o Plata entra, mas a finalização é defendida. A ideia era continuar dominante, mas o placar condiciona e o volume de grandes chances não é mais igual ao do primeiro tempo. Nem a entrada do Arrascaeta fez o Flamengo finalizar dentro do alvo.

Faltando 10 minutos para acabar o tempo regulamentar, já havia a sensação que nada tiraria esse titulo do Flamengo. Ainda assim, Filipe Luis aciona Juninho e Luiz Araújo para entrar no lugar de Michael e Bruno Henrique. Pernas frescas, para marcar, para driblar e para chutar. E assim foi com Luiz Araújo, um jogador que corre, que tenta, independente do placar e por isso foi dele a nosso primeira finalização no gol depois de 34 minutos. Novamente John pede para seu time iniciar a construção por baixo, mas o domínio longo de Halter da uma nova chance para Luiz Araújo. Dessa vez, já dentro da área, ele conduz a bola de uma forma que obriga o goleiro a sair caindo. O toque refinado encontra a rede e a comemoração dava certeza que título pertencia a Gávea. Nem mesmo o gol de Patrick de Paula mudou isso.

O apito final veio apenas para confirmar o que já era evidente. O Flamengo, senhor do jogo desde os primeiros minutos, conquistava mais um título com autoridade e controle.

E vamos por mais.
SRN

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