quarta-feira, 25 de junho de 2025

No Triz da Trave

 A magia mundial continuava e superava a competição. Ao mesmo tempo que o Flamengo já se encontrava classificado e em primeiro lugar do grupo, nosso adversário já se encontrava eliminado. Não havia mais nada a ser disputado em campo, somete a honra de se declarar vencedor desse duelo. Para conquistar esse direito, Filipe Luis gira um pouco as peças iniciais, mas não mudou a mentalidade coletiva.

Logo no apito inicial se notou um Flamengo controlador da posse de bola e que desejava ocupar o campo de ataque. Um encontro de estratégias bem parecido com o da primeira rodada. Nos seria exigido muita concentração e paciência, além da inventividade para furar a retranca Hollywoodiana. No primeiro ensaio, fomos apresentados ao protagonista da noite, a trave. O cruzamento de bola parada de Arrascaeta contou com o bloqueio de Luiz Araujo para Danilo ficar livre, mas a protagonista estava lá e impediu a abertura do placar. Aos 10 minutos, a resposta da trave oposta. Também pela bola parada, também contando com ensaios e também com o mesmo resultado. Uma bola na trave que não balança a rede. Arrascaeta também encontrou o mesmo destino dois minutos depois.

Até o minuto 29, o protagonista da partida se manteve apagado. Nesse intervalo Flamengo seguiu controlando o jogo e atacando com paciência para nao ceder contra-ataques. Depois da saída errada de Lloris, a bola ficou viva e o gol vazio. A primeira finalização de Pedro foi bloqueada, mas a segunda não encontrou nenhum defensor, mas encontrou a protagonista da noite e novamente a abertura do placar foi impedida. Impedido também foi o gol do Los Angeles aos 36 minutos do primeiro tempo e também na finalização perigosa aos 11 minutos do segundo tempo. Mas diferente do lance do gol, que foi uma jogada ensaiada, o lance do segundo tempo atacou a linha alta rubro-negra. Flamengo seguiu atacando. Cebolinha e Luiz Araújo tentaram de fora. Pedro quase fez um golaço, mas foi Arrascaeta que, novamente, exigiu a participação da trave, aos 24 minutos do segundo tempo.

O tempo foi passando, substituições acontecendo. Até que no minuto 38, nosso adversário testou nossa linha alto, só que dessa vez deu certo, os norte-americanos superaram a trave e Rossi. O gol foi decepcionante, mesmo que não mudasse nada no campeonato. Mas a responsabilidade de vestir rubro-negro é maior que pontos e campanhas podem dizer e Wallace Yan sabe bem dessa responsabilidade. 3 minutos depois de sofre o gol, nosso menino recebe de Jorginho e se ve cercado por três. A solução foi atacar. Arrancou e ficou de frente para o goleiro adversário. Dessa vez sem toque acidental, dessa vez por puro talento.

O empate também não mudou nada na tabela e manteve uma sequencia invicta de onze jogos. Agora o mata-mata e só vitória interessa para mantermos nosso sonho vivo.

Seremos,
SRN

sábado, 21 de junho de 2025

Botou os ingleses na Roda

 Uma analise imparcial não poderia deixar passar as principais dificuldades que o Flamengo passou com esse elenco e também com esse técnico, Filipe Luis. Muitas vezes nosso jogo de posse encontra dificuldades de avançar quando o adversário sobe o nível físico das divididas. Muitas vezes temos dificuldades em enfrentar boas defesas que protegem bem a área. E levar gols de contra-ataque é mais rotineiro que se gostaria. Ontem, contra o Chelsea, esses três aspectos foram testados e o resultado vocês já sabem.

Logo após o apito inicial, o Flamengo mostrou que ia querer a bola, mas aos oito segundo uma dividida faltosa do clube inglês mostrou que não ia faltar jogo físico por parte deles e em menos de meio minuto a segunda falta já havia sido marcada para dar certeza. O Flamengo insiste na posse e utiliza bem a qualidade de Rossi, testa gatilhos, observa coberturas. Quando a jogada não acontece, a pressão na bola é intensa e força o erro do nosso adversário e recuperamos a bola em uma ótima faixa de campo. Jorginho, Arrascaeta e Pulgar, de primeira, giram para Luiz Araújo. Por detalhes o passe para Gonzalo Plata não entra, mas o começo de jogo foi bem promissor.

Mas restavam outras fragilidades rubro-negras para serem testadas e aos 12 minutos de jogo, um lance capital. A bola parada ofensiva foi aberta para ter o segundo toque para depois ser finalizada ao gol, jogada ensaiada clássica, mas o toque de Léo Pereira fica fraco e o chutão da defesa foi fácil. Wesley, na ânsia de controlar a posse de bola, assumiu o risco e foi cobrado por seu erro. No esporte bretão, uma falha individual tem consequências coletivas, o placar estava aberto para o lado errado. O gol não abalou a equipe, o psicológico forte é uma característica positiva dessa equipe e seguimos controlando a posse de bola Mas agora com uma prioridade defensiva mais urgente, nosso adversário fechou bem a área e repetimos nossa dificuldade para dar trabalho ao goleiro adversário. Só aos 42 minutos de jogo voltamos a assustar os ingleses. Também pela bola longa, também pela cobrança aberta para o segundo toque para escorada final. O padrão estava ali, mas faltava o detalhe que um jogo decisivo pedia.

Com a entrada de Bruno Henrique, não faltou mais. No inicio do segundo tempo nossa equipe estava perdendo força na marcação alta, não estávamos conseguindo subir rápido o suficiente para não dar tempo do adversário achar os buracos. Nosso ídolo que entrava no jogo foi acionado por isso, mas foi recompensado por outro motivo. 

Aos 60 minutos, quando o escanteio de Luiz Araújo fica curto, o Flamengo ganha uma segunda chance. A bola gira da esquerda para direita, só para Gerson jogar lá para a esquerda novamente. Plata escora e Bruno Henrique marca. Os comandados de Filipe Luis empatam o jogo, mas nosso adversário sentiu o golpe. No primeiro escanteio depois gol, Pulgar com o pé calibrado acha Bruno Henrique que, dessa vez, serviu de garçom. Danilo, rubro-negro de Bicas-MG, vira para o Flamengo.

Com o psicológico abalado, Nicolas Jackson é expulso sete minutos depois do primeiro gol do Malvadão. Em um curto período de tempo, o Flamengo, que já controlava o jogo, passou a controlar o placar e a superioridade numérica sinalizava uma facilidade maior ainda. Aos 37 minutos, O redentor Wesley chega ao seu limite e aproveitando a entrada de Varela, Filipe Luis aciona outro jovem que não se abala facilmente. Wallace Yan entra na vaga do Coringa Gerson. Quando o Rossi bate o tiro de meta, nosso menino abriu na direita e logo no seu primeiro toque na bola, mostra seu talento e personalidade. Além de enganar seu marcador, ele acelera o ataque rubro-negro. Não satisfeito ele da um pique para novamente ser opção de Plata. A tabela sai, mas ele não consegue sair da frente e a finalização do equatoriano bate nele. Mas como se bola quisesse que o gol fosse de Wallace Yan, ela se apresenta a sua frente e nosso menino só aceita o presente.

Nosso adversário não desiste, se esforça para para diminuir aa diferença, mas o terceiro gol fecha a partida em favor do Flamengo. A vitória é um passo dado em direção a um sonho maior que essa partida mostrou que esse sonho está ao nosso alcance.

Seremos
SRN

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Flamengo e Mundial é uma combinação mágica

A data que passou já estava marcada em nosso calendário há muito tempo, mas outros compromissos nos fizeram colocar esse sonho um pouco de lado. Ontem nada mais importava, e nos permitimos vivê-lo. Ainda assim, os comandados de Filipe Luis entravam em campo com um simples objetivo, a vitória. Para isso, contamos com a estreia de Jorginho que foi acompanhado pela entrada de Pedro e Varela.

Pouco era sabido do adversário Tunisiano, os dois únicos brasileiros possuem passagens discretas pela nossa elite futebolística e contanto com certa dose de brasilidade, o time do Magreb escolheu não marcar alto e iniciava o combate um pouco antes da linha de meio-campo. O uniforme era desconhecido, mas na estratégia não. Seria necessário paciência e se utilizar de qualquer ferramenta disponível para aproveitar os poucos espaços que são cedidos perto do gol adversário.

Aos 14 minutos, a primeira ferramenta conhecida, a bola parada. A cobrança de Luiz Araújo encontrou Léo Ortiz, mas a cabeçada subiu demais. Mas foi com a bola rolando que, aos 16 minutos de jogo, o Flamengo abriu o placar. Quando Jorginho recebeu a bola de Ayrton Lucas, os espaços sorriram para o craque e Arrascaeta foi apenas um intermediário para acionar o Varela. A bola vai, novamente, de um flanco ao outro e Luiz Araujo serve o presente para aquele que aceitou ceder a bola mais cedo. Arrascaeta, em sua fase mais artilheira, fez o primeiro gol do Flamengo nesse Mundial.

O adversário resolveu fechar um pouco mais o nosso lado direito e o Flamengo, com a vantagem no placar, resolveu arriscar menos. O desfecho foi 30 minutos sendo jogados com controle, mas não dominância com o goleiro do Esperance sofrendo mais sustos que Rossi.

O intervalo trouxe mudanças. Espérance apostou em uma alteração dupla, tentando se abrir para o jogo. Mas quem realmente colocou a defesa adversária em alerta foi Pedro, voluntarioso, incansável, faltou apenas o gol para coroar sua dedicação. 

Aos 21 minutos, porém, o jogo ganhou um novo protagonista: Youcef Belaïli. O argelino começou a encontrar brechas, obrigando Rossi a trabalhar mais do que o desejado. Foi o suficiente para Filipe Luís agir. A resposta veio em forma de dupla substituição, ajustando o meio-campo e recuperando o controle que o Flamengo não podia perder.

A mudança jogou Luiz Araújo lá para sua posição de conforto, na direita e aos 25 minutos ele nos lembrou que é o segundo jogador com mais participação a gol desse time. A jogada contou com um esforço do Varela para não deixar a bola sair e um passe de primeira de Jorginho que deu espaço de sobra para nosso ponta caprichar na finalização.

A equipe tunisiana ainda tentou, no desespero, buscar um gol, mas Rossi seguiu sem ser acionado e o Flamengo conseguiu concluir a estreia de uma maneira extremamente segura e confortável. Melhoramos alguns números e sequencias que trazemos dessa temporada, mas nesse campeonato tão particular, apenas me permito sonhar.

Seremos...
SRN

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Fome de Gol: Luiz Araújo e Cia. Devoram o Fortaleza

Depois do alivio de quarta-feira, Flamengo retornava ao Maracanã. Chave virada. O adversário era o Fortaleza pela última rodada do Campeonato Brasileiro antes do Mundial. Bruno Henrique, Everton Cebolinha e Danilo foram escolhidos para se juntar aos onze iniciais. 

Logo aos 4 minutos de jogo, o caminho das pedras. Danilo consegue achar um bom passe para Bruno Henrique que solta a bola para Luiz Araújo. Nosso ponta direta corta para canhota e com sua insaciável fome de gol, finaliza, mas João Ricardo realizou a primeira das oitos defesas que fez ontem a noite. Aos 13 minutos, a jogada envolvente na esquerda entre Cebolinha e Alex Sandro deu a finalização para Bruno Henrique dessa vez, mas novamente o goleiro do Fortaleza interviu com sucesso.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, ainda com o placar zerado, o Flamengo seguia com a posse, seguia ocupando o campo de ataque. Mas com quase batendo meia hora de jogo sem gols, as chances criadas começam a se confundir com chances perdidas e a confiança se mistura com ansiedade. Não para Léo Ortiz. Nosso zagueiro armador ve a oportunidade de carregar a bola, e sem medo, avança. O passe é digno de um camisa 10, e não por coincidência, encontra o atual privilegiado em trajar a camisa 10 da gávea. Arrascaeta, em sua fase mais artilheira, não perdoa.

O primeiro tempo não terminaria sem uma bola na trave de Luiz Araújo, e também, de uma boa infiltração de Varela depois do passe de Evertton Araujo. O Flamengo queria mais. Tanto que logo no terceiro muito do segundo tempo, os comandados de Filipe Luis pressionam o adversário e recuperam a bola em uma zona prolífera. O cruzamento de Cebolinha sai aberto, divididas acontecem e Varela consegue retribuir o favor do final do primeiro tempo. Nosso cria, Everton Araujo consegue dominar e finalizar rápido.

Com o adversário nas cordas, o Flamengo não tirou o pé. A finalização de Bruno Henrique deu rebote, mas a de Luiz Araújo encontrou as redes. Pedro aos 14, Evertton aos 16 e novamente Pedro, aos 24 minutos, mostraram para o goleiro João Ricardo que a noite dele estava a um detalhe de piorar. Tanto que na jogada seguinte, Pulgar aciona Varela com uma bola longa. O Uruguaio se inspira no companheiro chileno e também decide por uma bola aérea. Michael no segundo poste foi o destino final e com uma brilhante finalização de primeira, nosso menino maluquinho faz mais um. Pedro também queria o dele e aproveita o domínio errado do zagueiro para roubar a bola. A dobra vai nele e nosso centroavante mostra que a fome de goleada é maior que a fome de bola e Luiz Araújo foi o escolhido para dar números finais a partida.

O melhor ataque do campeonato retoma a liderança. A melhor defesa do Brasil chega a oito jogos sem perder. A melhor equipe do Brasil agora ruma aos Estados Unidos, na melhor forma possível.
E vamos por mais.
SRN