Uma analise imparcial não poderia deixar passar as principais dificuldades que o Flamengo passou com esse elenco e também com esse técnico, Filipe Luis. Muitas vezes nosso jogo de posse encontra dificuldades de avançar quando o adversário sobe o nível físico das divididas. Muitas vezes temos dificuldades em enfrentar boas defesas que protegem bem a área. E levar gols de contra-ataque é mais rotineiro que se gostaria. Ontem, contra o Chelsea, esses três aspectos foram testados e o resultado vocês já sabem.
Logo após o apito inicial, o Flamengo mostrou que ia querer a bola, mas aos oito segundo uma dividida faltosa do clube inglês mostrou que não ia faltar jogo físico por parte deles e em menos de meio minuto a segunda falta já havia sido marcada para dar certeza. O Flamengo insiste na posse e utiliza bem a qualidade de Rossi, testa gatilhos, observa coberturas. Quando a jogada não acontece, a pressão na bola é intensa e força o erro do nosso adversário e recuperamos a bola em uma ótima faixa de campo. Jorginho, Arrascaeta e Pulgar, de primeira, giram para Luiz Araújo. Por detalhes o passe para Gonzalo Plata não entra, mas o começo de jogo foi bem promissor.
Mas restavam outras fragilidades rubro-negras para serem testadas e aos 12 minutos de jogo, um lance capital. A bola parada ofensiva foi aberta para ter o segundo toque para depois ser finalizada ao gol, jogada ensaiada clássica, mas o toque de Léo Pereira fica fraco e o chutão da defesa foi fácil. Wesley, na ânsia de controlar a posse de bola, assumiu o risco e foi cobrado por seu erro. No esporte bretão, uma falha individual tem consequências coletivas, o placar estava aberto para o lado errado. O gol não abalou a equipe, o psicológico forte é uma característica positiva dessa equipe e seguimos controlando a posse de bola Mas agora com uma prioridade defensiva mais urgente, nosso adversário fechou bem a área e repetimos nossa dificuldade para dar trabalho ao goleiro adversário. Só aos 42 minutos de jogo voltamos a assustar os ingleses. Também pela bola longa, também pela cobrança aberta para o segundo toque para escorada final. O padrão estava ali, mas faltava o detalhe que um jogo decisivo pedia.
Com a entrada de Bruno Henrique, não faltou mais. No inicio do segundo tempo nossa equipe estava perdendo força na marcação alta, não estávamos conseguindo subir rápido o suficiente para não dar tempo do adversário achar os buracos. Nosso ídolo que entrava no jogo foi acionado por isso, mas foi recompensado por outro motivo.
Aos 60 minutos, quando o escanteio de Luiz Araújo fica curto, o Flamengo ganha uma segunda chance. A bola gira da esquerda para direita, só para Gerson jogar lá para a esquerda novamente. Plata escora e Bruno Henrique marca. Os comandados de Filipe Luis empatam o jogo, mas nosso adversário sentiu o golpe. No primeiro escanteio depois gol, Pulgar com o pé calibrado acha Bruno Henrique que, dessa vez, serviu de garçom. Danilo, rubro-negro de Bicas-MG, vira para o Flamengo.
Com o psicológico abalado, Nicolas Jackson é expulso sete minutos depois do primeiro gol do Malvadão. Em um curto período de tempo, o Flamengo, que já controlava o jogo, passou a controlar o placar e a superioridade numérica sinalizava uma facilidade maior ainda. Aos 37 minutos, O redentor Wesley chega ao seu limite e aproveitando a entrada de Varela, Filipe Luis aciona outro jovem que não se abala facilmente. Wallace Yan entra na vaga do Coringa Gerson. Quando o Rossi bate o tiro de meta, nosso menino abriu na direita e logo no seu primeiro toque na bola, mostra seu talento e personalidade. Além de enganar seu marcador, ele acelera o ataque rubro-negro. Não satisfeito ele da um pique para novamente ser opção de Plata. A tabela sai, mas ele não consegue sair da frente e a finalização do equatoriano bate nele. Mas como se bola quisesse que o gol fosse de Wallace Yan, ela se apresenta a sua frente e nosso menino só aceita o presente.
Nosso adversário não desiste, se esforça para para diminuir aa diferença, mas o terceiro gol fecha a partida em favor do Flamengo. A vitória é um passo dado em direção a um sonho maior que essa partida mostrou que esse sonho está ao nosso alcance.
Seremos
SRN
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