segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Tabu foi feito para ser quebrado!

 Depois de uma longa Data-FIFA, nossa querida equipe voltava a se apresentar e o Juventude se utilizaria do Alfredo Jaconi para manter a seu longo tabu invicto. Precisando a vitória, Filipe Luis precisou adaptar a equipe também ao retorno dos jogadores selecionáveis. 

Logo no começo de jogo, se percebeu a estratégia de explorar os flancos da equipe caxiense e no primeiro escanteio da partida, um lance sem finalização, mas que precisou de uma intervenção na pequena área e uma segunda para limpar o perigo de perto do nosso gol. Nosso gol não voltou a sofrer perigos por bastante tempo então.

No outro lado do campo, o perigo foi aumentando com o decorrer da partida. Com o controle da posse de bola no campo de ataque, o Flamengo foi aprendendo a atacar o adversário. Aos 5 e aos 17 minutos, em dois lances de bola parada, Léo Pereira foi o alvo, mas a finalização da jogada não resultou em defesas do arqueiro local. Com a bola rolando, Flamengo buscava o lado esquerdo e Samuel Lino combinou bastante jogadas com Giorgio de Arrascaeta.

Aos 30 minutos, o controle do jogo estava tão nítido que Saul resolve pular uma casa e se meter entre as linhas. Nosso bloco defensivo não teve dificuldade de girar para Lino que, com a mesma facilidade, achou o volante espanhol. Quando Saul domina a bola, se viu três rubro-negros atacando o coração da área e apenas dois defensores do juventude na zona mais perigosa do campo. A cabeçada de Arrascaeta foi indefensável e premiou uma equipe que se organizou a ponte de possuir vantagens em diversos locais do campo. 

O primeiro tempo terminou sem alterações no placar, mas seguindo o mesmo ritmo e controle que existia com o placar zerado.

No segundo tempo os mandantes se veem obrigados a se lançar a frente e Gabriel Veron entra para dar sangue novo a equipe. Mas é pela bola parada que que o empate quase chega. O lance aos oito minutos de jogo seria anulado pelo claro impedimento, mas sem ouvir o apito, Rossi realiza duas intervenções de grande dificuldades, mostrando para a equipe que a defesa não falharia.

Passado o susto do inicio dos tempo, Flamengo retoma o controle da bola no campo de ataque. retomando o controle absoluto do jogo. Aos oito minutos, Danilo da a chance para Luiz Araújo marcar, mas Jandrei realiza uma grande defesa e consegue segurar a vantagem mínima no placar.

Se lançando cada vez mais a frente, o controle do jogo começa a ficar contestado e o volume ofensivo é travado. Substituições acontecem e, com a bola rolando, poucas coisas mudam. Mas o que uma defesa trava, a bola parada destrava. Poderia ser a falta de Arrascaeta que parou na trave, mas a consolidação do placar também precisaria de coletividade para se concretizar. A falta na lateral sempre pode ser lançada imediatamente da área, mas cobrada de forma curta, obriga a defesa a se readaptar. A movimentação no lado esquerdo abriu espaço para o cruzamento no extremo oposto e Emerson Royal apenas escorou para fazer seu primeiro gol com a camisa rubro-negra.

Depois de 28 anos sem vencer nesse estádio, o Flamengo faz dois a zero e se mantem na liderança do Campeonato Brasileiro com o melhor ataque e a melhor defesa da competição.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O gol que não veio: Domínio rubro-negro é frustrado pela pontaria e por Volpi

 O Flamengo, que vinha de uma sequência positiva com vitórias importantes, buscava consolidar sua invencibilidade e seu posto de melhor time do campeonato. Para enfrentar o Grêmio de Porto Alegre, descobrimos que Jorginho não era uma opção e Nico De la Cruz foi acionado aos onze iniciais. O restante da equipe foi a mesma que conquistou os três pontos contra o Vitória na semana passada.

Os comandados de Filipe Luis começaram o jogo como a mesma atitude de jogos anteriores. Com um alto nível de urgência para atacar a última linha. As primeiras oportunidades vieram pelo lado direito com Varela, mas Plata também conseguiu receber um bom passe, mas a conclusão não foi a ideal. A cada jogada que não resultava em gol, dava oportunidade da equipe gaúcha se reorganizar e frear o ataque rubro-negro e assim aconteceu. Mano Menezes reorganiza seu bloco de marcação e a mudança é boa o suficiente para afastar o Flamengo da área de Volpi, mas não o suficiente para assumir o controle do jogo.

O primeiro tempo não terminaria sem que os grandes nomes do jogo entrassem em cena. Saul lança na área, atacando o outro extremo da última linha. Arrascaeta consegue achar Pedro, mas Thiago Volpi consegue realizar seu primeiro grande ato. Na jogada seguinte o goleiro tricolor não conseguiu dividir com Pedro, mas Noriega tira em cima da linha.

O segundo tempo retorna somente com a imutável troca de lados. Flamengo permanecia controlando a bola no campo de ataque enquanto o Grêmio buscava defender a própria área. A segunda etapa também traz consigo o cansado de já haver mais de 45 minutos jogados, as chances de contra ataque para a equipe gaúcha aumentaram.

Até que, aos 7 minutos do segundo tempo, nossa defesa é exposta a um desses contra-ataques, porém Carlos Vinicius decide mal e Ayrton Lucas consegue antecipar o passe. Nosso lateral decide não recuar para Rossi e fazer o Flamengo voltar ao campo de ataque de forma organizada. Ele decide reacelerar a jogada para Samuel Lino e fazer o contra-ataque do contra-ataque. Nosso 10 e faixa assume o comando da jogada, faz uma linda tabela com Pedro e finaliza com um refino que somente ele possui. 

O Flamengo seguiu pressionando. Nico de falta e Pedro depois de uma boa interceptação conseguiram assustar Volpi, mas não a ponto de exigir defesa. Isso quem exigiu foi Léo Pereira, a maior defesa do jogo ainda exigiu ao goleiro gremista uma segunda ação para evitar o segundo gol do Flamengo.

As primeiras alterações foram acontecendo e os comandados de Filipe Luis foram perdendo o controle do jogo. Até que, faltando oito minutos para o tempo regulamentar acabar, uma bola longa consegue explorar as costas da nossa última linha. Ayrton Lucas não protege o braço e a jogada que poderia ser inofensiva se torna a maior chance de gol que um time pode ter. Volpi, o principal ator em cena até ali, teria em seus pés o destino do jogo. Em um duelo de goleiro, se deu melhor aquele que mais fez defesas. Rossi, que não havia sido exigido nenhuma vez até ali, nada pode fazer e o empate foi escrito no placar.

O resultado deixa um gosto amargo para o Flamengo, que dominou as estatísticas, mas não conseguiu transformar chances em gol. Para os comandados de Filipe Luis, resta agora reorganizar as energias e seguir em frente.