segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O gol que não veio: Domínio rubro-negro é frustrado pela pontaria e por Volpi

 O Flamengo, que vinha de uma sequência positiva com vitórias importantes, buscava consolidar sua invencibilidade e seu posto de melhor time do campeonato. Para enfrentar o Grêmio de Porto Alegre, descobrimos que Jorginho não era uma opção e Nico De la Cruz foi acionado aos onze iniciais. O restante da equipe foi a mesma que conquistou os três pontos contra o Vitória na semana passada.

Os comandados de Filipe Luis começaram o jogo como a mesma atitude de jogos anteriores. Com um alto nível de urgência para atacar a última linha. As primeiras oportunidades vieram pelo lado direito com Varela, mas Plata também conseguiu receber um bom passe, mas a conclusão não foi a ideal. A cada jogada que não resultava em gol, dava oportunidade da equipe gaúcha se reorganizar e frear o ataque rubro-negro e assim aconteceu. Mano Menezes reorganiza seu bloco de marcação e a mudança é boa o suficiente para afastar o Flamengo da área de Volpi, mas não o suficiente para assumir o controle do jogo.

O primeiro tempo não terminaria sem que os grandes nomes do jogo entrassem em cena. Saul lança na área, atacando o outro extremo da última linha. Arrascaeta consegue achar Pedro, mas Thiago Volpi consegue realizar seu primeiro grande ato. Na jogada seguinte o goleiro tricolor não conseguiu dividir com Pedro, mas Noriega tira em cima da linha.

O segundo tempo retorna somente com a imutável troca de lados. Flamengo permanecia controlando a bola no campo de ataque enquanto o Grêmio buscava defender a própria área. A segunda etapa também traz consigo o cansado de já haver mais de 45 minutos jogados, as chances de contra ataque para a equipe gaúcha aumentaram.

Até que, aos 7 minutos do segundo tempo, nossa defesa é exposta a um desses contra-ataques, porém Carlos Vinicius decide mal e Ayrton Lucas consegue antecipar o passe. Nosso lateral decide não recuar para Rossi e fazer o Flamengo voltar ao campo de ataque de forma organizada. Ele decide reacelerar a jogada para Samuel Lino e fazer o contra-ataque do contra-ataque. Nosso 10 e faixa assume o comando da jogada, faz uma linda tabela com Pedro e finaliza com um refino que somente ele possui. 

O Flamengo seguiu pressionando. Nico de falta e Pedro depois de uma boa interceptação conseguiram assustar Volpi, mas não a ponto de exigir defesa. Isso quem exigiu foi Léo Pereira, a maior defesa do jogo ainda exigiu ao goleiro gremista uma segunda ação para evitar o segundo gol do Flamengo.

As primeiras alterações foram acontecendo e os comandados de Filipe Luis foram perdendo o controle do jogo. Até que, faltando oito minutos para o tempo regulamentar acabar, uma bola longa consegue explorar as costas da nossa última linha. Ayrton Lucas não protege o braço e a jogada que poderia ser inofensiva se torna a maior chance de gol que um time pode ter. Volpi, o principal ator em cena até ali, teria em seus pés o destino do jogo. Em um duelo de goleiro, se deu melhor aquele que mais fez defesas. Rossi, que não havia sido exigido nenhuma vez até ali, nada pode fazer e o empate foi escrito no placar.

O resultado deixa um gosto amargo para o Flamengo, que dominou as estatísticas, mas não conseguiu transformar chances em gol. Para os comandados de Filipe Luis, resta agora reorganizar as energias e seguir em frente.

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