Depois de uma longa Data-FIFA, nossa querida equipe voltava a se apresentar e o Juventude se utilizaria do Alfredo Jaconi para manter a seu longo tabu invicto. Precisando a vitória, Filipe Luis precisou adaptar a equipe também ao retorno dos jogadores selecionáveis.
Logo no começo de jogo, se percebeu a estratégia de explorar os flancos da equipe caxiense e no primeiro escanteio da partida, um lance sem finalização, mas que precisou de uma intervenção na pequena área e uma segunda para limpar o perigo de perto do nosso gol. Nosso gol não voltou a sofrer perigos por bastante tempo então.
No outro lado do campo, o perigo foi aumentando com o decorrer da partida. Com o controle da posse de bola no campo de ataque, o Flamengo foi aprendendo a atacar o adversário. Aos 5 e aos 17 minutos, em dois lances de bola parada, Léo Pereira foi o alvo, mas a finalização da jogada não resultou em defesas do arqueiro local. Com a bola rolando, Flamengo buscava o lado esquerdo e Samuel Lino combinou bastante jogadas com Giorgio de Arrascaeta.
Aos 30 minutos, o controle do jogo estava tão nítido que Saul resolve pular uma casa e se meter entre as linhas. Nosso bloco defensivo não teve dificuldade de girar para Lino que, com a mesma facilidade, achou o volante espanhol. Quando Saul domina a bola, se viu três rubro-negros atacando o coração da área e apenas dois defensores do juventude na zona mais perigosa do campo. A cabeçada de Arrascaeta foi indefensável e premiou uma equipe que se organizou a ponte de possuir vantagens em diversos locais do campo.
O primeiro tempo terminou sem alterações no placar, mas seguindo o mesmo ritmo e controle que existia com o placar zerado.
No segundo tempo os mandantes se veem obrigados a se lançar a frente e Gabriel Veron entra para dar sangue novo a equipe. Mas é pela bola parada que que o empate quase chega. O lance aos oito minutos de jogo seria anulado pelo claro impedimento, mas sem ouvir o apito, Rossi realiza duas intervenções de grande dificuldades, mostrando para a equipe que a defesa não falharia.
Passado o susto do inicio dos tempo, Flamengo retoma o controle da bola no campo de ataque. retomando o controle absoluto do jogo. Aos oito minutos, Danilo da a chance para Luiz Araújo marcar, mas Jandrei realiza uma grande defesa e consegue segurar a vantagem mínima no placar.
Se lançando cada vez mais a frente, o controle do jogo começa a ficar contestado e o volume ofensivo é travado. Substituições acontecem e, com a bola rolando, poucas coisas mudam. Mas o que uma defesa trava, a bola parada destrava. Poderia ser a falta de Arrascaeta que parou na trave, mas a consolidação do placar também precisaria de coletividade para se concretizar. A falta na lateral sempre pode ser lançada imediatamente da área, mas cobrada de forma curta, obriga a defesa a se readaptar. A movimentação no lado esquerdo abriu espaço para o cruzamento no extremo oposto e Emerson Royal apenas escorou para fazer seu primeiro gol com a camisa rubro-negra.
Depois de 28 anos sem vencer nesse estádio, o Flamengo faz dois a zero e se mantem na liderança do Campeonato Brasileiro com o melhor ataque e a melhor defesa da competição.
E vamos por mais.
SRN