Na noite de domingo, o Flamengo retornava para enfrentar o Internacional. Dessa vez, para escrever o segundo capitulo dessa pequena trilogia que estamos escrevendo contra a equipe de Porto Alegre. Flamengo começou a rodada líder do Campeonato Brasileiro e precisava vencer para continuar assim. Já a equipe gaúcha, escalou os reservas, o que combinava com o meio de tabela que vivenciam.
Com a bola rolando, a diferença técnica só se mostrou presente devido a diferença de ritmo das equipes. A cabeçada de Léo Pereira, no segundo minuto de jogo, não entrou. Até viria gol de cruzamento, mas o Domingo foi dia dos atacantes. Aos 6 minutos, Samuel Lino ve a ultrapassagem do lateral esquerdo Ayrton Lucas, mas prefere o passe para Arrascaeta. Nosso camisa 10 inverte o lado da jogada, para nosso lateral direito Varela. Luiz Araújo afundou e Pedro preferiu o passe atrás. Guillermo entregou para o artilheiro que não perdoou. A jogada terminou com seis Flamenguistas dentro da área, sendo dois laterais.
Aos 9 Saul acerta o pé da trave, mas aos 11 que o segundo gol saiu. Em um contra-ataque mortal. Novamente Samuel Lino acionando Arrascaeta e novamente Arrascaeta virando o lado acelerando. A finalização do Pedro foi no único lugar que poderia entrar e igual uma tacada de sinuca, encontrou a caçapa. A diferença técnica foi convertida no placar e o ritmo do jogo esfriou, mas o primeiro tempo não se encerraria sem que Léo Pereira acertasse a trave em um giro acrobático.
Os perigos do segundo tempo foram abertos com uma finalização de longe, mas que exigiu uma boa defesa de Rossi. O Flamengo, que havia baixado o ritmo já no primeiro tempo, poderia sofrer as consequências. Aos 11 minutos, Filipe Luis decide retirar o artilheiro da noite e aciona Gonzalo Plata. A equipe responde e Guillermo Varela fez uma boa jogada pela direita que resultou em uma grande chance de Arrascaeta que foi bloqueada em último instante.
Aos 16, a recompensa pelo despertar. A marcação alta funciona e os mandantes precisam recorrer a bola longa. Ayrton Lucas ganha a dividida e acha Arrascaeta, o mago uruguaio acelera de primeira e da tempo o suficiente para Plata carregar, ajeitar o corpo e finalizar de perna direita. Mais uma tacada de sinuca, mais um gol de atacante, mais uma assistência de Arrascaeta.
A largura do placar deu um aspecto de finalizada a partida e ambos os técnicos gastam todas suas mudança em menos de 15 minutos depois do gol. A diferença foi que, por começar com os reservas, os usuais titulares entraram em jogo descansados e assim conseguiram encontrar o gol de honra, nos acréscimos, que por milímetros não foi anulado.
O gol não nos tirou os três pontos, não nos tirou a liderança e nem o posto de melhor defesa do campeonato. Nos resta agora virar a chave para outra competição, contra o mesmo adversário, no mesmo estádio e, esperamos também, com o mesmo final.
E vamos por mais,
SRN
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