Em Fortaleza, os comandados de Filipe Luis encontraram um Vozão disposto a complicar a vida rubro-negra. Os onze iniciais buscava a confiança que terminou o último jogo Emerson Royal e Samuel Lino estreavam como titulares. Mesmo com a posse de bola dominante desde os primeiros minutos, a equipe rubro-negra demorou a converter seu controle em chances claras e retornou ao Rio de Janeiro somente com um ponto na bagagem.
Plata, aos 10 minutos de jogo, começou os esforços de gol. A finalização clássica do Ponta invertido obrigou o alto goleiro Bruno Ferreira a realizar uma boa defesa. Mas nosso adversário fechou bem o coração da área e sempre enticou os contra-ataques quando teve chance.
Aos 35 minutos do primeiro tempo, Plata recebe aberto, aciona a ultrapassagem de Royal, mas o cruzamento rasante não encontra ninguém para a escorada final. Aos 38 minutos, também pela direita., foi a vez de Emerson fazer a amplitude para Plata atacar o espaço. Recebendo uma linda bola cavada de Léo Ortiz, Plata somente ajeitou de cabeça para Arrascaeta finalizar de canhota no canto esquerdo.
O segundo tempo, no entanto, trouxe um Ceará renovado e um Flamengo que não conseguia manter controle igual ao primeiro tempo. Aos 23 minutos, Lucas Mugni cobrou escanteio, Rossi falhou na saída, e Pedro Raúl aproveitou para empatar de cabeça. As substituições de Filipe Luís buscaram equilíbrio, com a entrada de Allan e Juninho, mas o time não encontrou a criatividade necessária para desmontar o bloqueio cearense. No fim, o 1x1 refletiu um jogo de contrastes: domínio rubro-negro sem eficácia, e um adversário pragmático que soube capitalizar seu momento.
Agora, o Flamengo volta ao Rio com um ponto conquistado, mas a sensação de que poderia ter feito mais. A equipe segue líder, melhor ataque e melhor defesa, mas também passa por uma fase que revela mais fragilidades e necessidade de ajustes do que se via em outros momentos da competição.
E vamos por mais.
SRN
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