O Flamengo chegou à Arena MRV com a missão clara: reverter o placar agregado após o empate em 1x1 no Maracanã. Os onze selecionados por Filipe Luis para começar o jogo poderiam não ser o dos sonhos, mas não havia duvida que eram capazes de buscar, ao menos, um gol.
Os comandados de Filipe Luís começaram pressionando, mas o Atlético-MG, seguro defensivamente, fechou os espaços com a mesma qualidade das duas partidas anteriores, da mesma forma que o Flamengo controlava a posse de bola e o campo de ataque. A principal diferença foi que o perde-pressiona rubro-negro estava mais encaixado e isso permitiu que os jogadores ofensivos arriscassem mais. Primeiro Pedro tenta de longe, mas só depois que nossos quatro atacantes resolvem trocar passes rápidos pelo meio que o risco se paga. Aos 21 minutos, a jogada que acendeu a esperança rubro-negra. Plata cobra o lateral e Varela aciona o pivô do Pedro que solta para Plata. O Equatoriano tabela copm Wallace Yan e encontrou Everton na área, o ponta deu um come seco no zagueiro e bateu de biquinho para abrir o placar.
O segundo tempo foi um teste de resistência. Os mandantes cresceram no jogo e partiram para o ataque. Scarpa acertou a trave duas vezes, e Rossi brilhou em defesas cruciais. Filipe Luis tentou renoar o fôlego da equipe, mas as substituições não foram o suficiente para o Flamengo retomar o controle da partida. Mesmo sem o controle, algumas chances foram criadas, mas muito mais devido ao excesso de animosidade que carregava a partida.
Nas cobranças, o drama se intensificou. Arrascaeta e Jorginho converteram com categoria. Rossi defendeu de Alonso, colocando o Flamengo na frente, mas Samuel Lino e Wallace Yan não conseguiram trazer a classificação e o placar de 4x3 nos pênaltis encerrou a curta campanha rubro-negra na Copa do Brasil.
A eliminação veio nos detalhes, contra um adversário que estava especialmente mordido contra a gente. Com menos uma chance de título na temporada, os olhos se voltam a prêmios maiores. Mais sedentos e mais atentos.
E vamos por mais.
SRN
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