segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Retornando a normalidade

Um pouco mais de um mês atrás esse grupo de jogadores fazia seu último jogo oficial pelo Flamengo. Desde então, férias, pré-temporada e afins. Mesmo ainda herdando algumas lesões de 2024, esse grupo apresenta algo muito próximo da força máxima que o Flamengo pode oferecer, resta então, o ritmo de jogo e o condicionamento físico para serem recuperados. Mas tudo isso precisa acontecer dentro de campo.

A bola rola e logo aos 4 minutos de jogo, Gerson vira uma bola como quem tem urgência para atacar a última linha. Alex Sandro joga de primeira para o miolo da área e no rebote Gerson finaliza de primeira. Todos os gestos técnicos teriam que ser perfeitos para sair um gol nessa jogada, mas esse lance mostra algo que não precisa ser ajustado nesse grupo de jogadores, o objetivo de atacar o gol em cada jogada que se faça.

Essa mesma mentalidade também foi vista no passe de Léo Ortiz para Bruno Henrique que acabou em uma finalização para fora. Pulgar também faz parte desse time e com esse mesmo passe encontra Michael fazendo a camisa 10. O passe para Plata fica um pouco forte, mas a concentração no jogo deixa nosso menino maluquinho com uma pequena vantagem para disputar a segunda bola. Um gol que poderia ser tático, poderia ser um gol de camisa 10, mas foi um gol de esforço, de concentração. De uma equipe que sabe que precisa dominar todos os aspectos disponíveis do jogo, para vencer em apenas um, naquele que consegue sobressair o adversário.

O gol trouxe uma segurança protocolar mas não mudou a mentalidade da equipe. Antes mesmo da virada de lado, a dividida ganha no meio campo da uma rara oportunidade de atacar o Volta Redonda desorganizado, Michael acelera mas a finalização de Bruno Henrique termina sendo bloqueada. Já no segundo tempo e com Arrascaeta em campo, não haveria de mudar a mentalidade. Plata assegura o rebote, mas só não finaliza rápido porque o adversário deu uma chance mais frontal e mais equilibrada para ele.

A segurança do placar poderia dar uma cara de jogo treino para o rubro-negro depois das alterações realizadas, mudanças bem simples, mudanças de um técnico que não deseja mudar muito do que vê e assim o time responde. Mantendo a mesma marcação alta, a mesma pressão pós-perda e a mesma urgência pra levar perigo ao gol adversário. O terceiro feito não foi alcançado, um detalhe que não mudou a sensação de dever cumprido que veio depois do apito final. Dever cumprido não só pelo placar, mas pela forma de jogar de um time que acabou de voltar de férias.

E vamos por mais.
SRN

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