sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Se maturidade faz falta, juvenil faz pênalti.

Ontem o Flamengo fez seus primeiros pontos no ano. O empate com gosto de derrota reflete não só o jogo morno em Campina Grande, mas também o pessimismo que esse time carregará nos próximos jogos. Os mesmos onze jogadores que iniciaram a temporada também iniciaram o jogo de ontem, mas a expectativa de mais entrosamento e nervosismo ficou apenas na mente dos mais otimistas.

Logo no começo de jogo, se percebeu um pequeno ajuste na saída de bola rubro-negra. Aproveitando a vocação ofensiva de ambos dos nossos laterais, Cleber dos Santos optou por segurar mais os volantes e explorar mais essas características dos alas. Muitas vezes o Ryan Lucas recuava atrás dos próprios zagueiros, mas o nervosismo de Fabinho, junto com a falta de opções de passes verticais resultaram em um começo de jogo desastroso para o Flamengo.

Com a parada técnica, uma pequena melhora. Com Daniel Sales ajudando a levar o time para o campo de ataque e José Welinton mais avançado, pouco a pouco o Flamengo foi entrando no jogo, mesmo que ainda não desse muito trabalho para o experiente goleiro Mota, a furada do Thiaguinho e a cabeçada do Lorran mostravam que com um pouco mais de capricho, ou sorte, poderíamos abrir o placar.

O segundo tempo veio e com o mesmo efeito da parada técnica. O time melhora em comparação ao último período de jogo, dessa vez, as finalizações obrigavam defesas do arqueiro rival e aos seis minutos as três intervenções já colocavam o Mota como maior personagem do jogo.

Até que com 20 minutos do segundo tempo, Ryan Lucas, aquele que estava jogando mais recuado que zagueiro, se apresenta no ataque, consegue um bom drible e tenta o passe. A bola foi desviada pelo defensor e sobra a feição de Thiaguinho que, dessa vez, não fura e acerta um lindo chute no alto e não havia nada que Mota poderia fazer.

Aos 30 minutos, Lorran consegue uma boa jogada e mais uma vez esbarra no goleiro adversário. O Tricolor Suburbano foi fazendo alterações enquanto Cleber dos Santos foi apostando no contra-ataque. Colocando Felipe Teresa no lugar de Carlinhos, o objetivo, além de um pulmão fresco, era dar mais velocidade aos contra-ataques. Shola também entra nesse mesmo intuito. As oportunidades de transição aconteceram, mas uma decisão errada ou um passe mais forte não permitiram que o Flamengo fizesse o segundo.

Enquanto do outro lado, o Madureira se arriscava mais e buscava o gol de empate mais no desespero. Muitas finalizações de fora mostravam o baixo repertório da equipe para furar defesas e uma bola parada salvou nossa defesa por milímetros. Até que já nos acréscimos, uma cobrança de lateral 
na área não teve a primeira bola contestada pela nossa defesa, a sobra até que fica mais favorável, mas José Welinton, que havia ajudando bastante a nossa construção ofensiva, lê mal a jogada e comete o pênalti.

Mais uma vez o Flamengo esbarra na falta de maturidade para ganhar um jogo, apesar que, dessa vez, conseguimos mostrar mais repertório ofensivo.
E vamos por mais.
SRN

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