segunda-feira, 31 de março de 2025

Um empate na estreia, uma nova notícia boa e uma velha notícia ruim.

Depois de uma longa Data FIFA, retornamos ao Maracanã para a nossa estreia no Campeonato Brasileiro de 2025. Gerson, Arrascaeta e Plata, nossos convocáveis, não começaram a partida e somente Plata foi ao banco de reservas. A cerimonia amigável de troca de faixas reflete bem o caráter das duas equipes, um jogo de futebol se vence jogando bola e esse encontro no maracanã mostrou porque ambas as equipes são favoritas ao título.

A equipe gaúcha, que já reconheceu a maior força rubro-negra, não marcou alto. Tirando o nosso "atrair para atacar" conseguimos controlar a posse de bola na altura do meio campo aonde a permissão colorada terminava. Essa escolha fechou muito bem o corredor central obrigando Ortiz e Pereira a lançarem bolas nas pontas para Wesley e Michael. Pela estratégia aérea, Juninho consegue a primeira chance clara do jogo, aos 24 minutos depois do cruzamento de Bruno Henrique. Mas foi o Internacional quem abriu o placar aos 34 minutos, em um contra-ataque a equipe do Sul transitou o campo melhor que a defesa rubro-negra e depois do cruzamento de Bernabéi, o Bruno Henrique colorado chapou livre no segundo poste.

Contra uma equipe bem fechada e com a desvantagem no placar. Filipe Luiz fez uma sutil ajuste para tornar a equipe mais ofensiva. Alex Sandro tinha mais liberdade para subir ao ataque, colocando mais um jogador dentro do bloco adversário e dando mais opções de passes rasteiros. Esse ajuste fez o Flamengo controlar ainda mais a partida, mas ainda apelava para cruzamentos para chegar no miolo da área adversária.

O segundo tempo começou com o Flamengo pressionando e os cruzamentos trazem a recompensa pelos cruzamentos rasantes de Pulgar no primeiro poste. Aos oito minutos a disputa no primeiro poste gera um rebote para Michael que finaliza de primeira e depois de mais um rebote Léo Pereira empurrou para o fundo das redes. O time rubro-negro continuou buscando a virada, e Juninho quase virou o jogo aos 11 minutos, mas seu chute acertou a trave, deixando o Maracanã em suspense.

As substituições marcaram o jogo, com Filipe Luís movimentando o elenco para buscar o gol da vitória. Matheus Gonçalves, Wallace Yan e Gonzalo Plata entraram para agregar velocidade e criatividade, enquanto o Internacional reforçou seu meio-campo com Thiago Maia e Ronaldo Souza para segurar o resultado.

O último apito do juiz consagrou o empate dos campeões estaduais. Mesmo o Flamengo mostrando alternativas para o "atrair e atacar" a transição defensiva não deixou a equipe colocar 3 pontos na busca pelo título.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 17 de março de 2025

Campeão Carioca e a Pré-temporada de Almanaque

O Flamengo chegou ao Maracanã com a missão de confirmar sua superioridade no Campeonato Carioca de 2025. Após vencer o primeiro jogo da final por 2x1, o rubro-negro precisava apenas administrar o resultado para garantir o título. O Fluminense, por sua vez, vinha com a obrigação de buscar a virada, mas encontrou um Flamengo sólido e controlador, que mostrou o porquê de ser o grande favorito do estadual.

Desde o início, o Flamengo demonstrou que não estava disposto a correr riscos desnecessários e através de uma pressão forte e uma saída de bola bastante versátil, controlou o ritmo do jogo. Ambas virtudes coletivas são pilares no jogo de Filipe Luis e não tardaria de que a boa aplicação desses conceitos trouxessem resultados positivos. 

Aos 26 minutos Plata conseguiu desarmar Fábio, mas a falta de confiança no pé esquerdo fez o equatoriano permitir a recuperação do experiente goleiro. Já aos 34 minutos nossa defesa encontra Nico De la Cruz livre, o uruguaio acelera para seu compatriota e Arrascaeta da a oportunidade para Luiz Araújo abrir o placar. A finalização vai para fora, o Flamengo sentiu a falta de Pedro e Bruno Henrique nesses dois lances.

No segundo tempo, o Flamengo manteve a postura controladora, mas o jogo ganhou mais emoção nos minutos finais. Aos 47 minutos, Juninho fez uma jogada rápida pela esquerda e cruzou para Plata, que aproveitou a qualidade do gramado para bater de primeira. O gol parecia colocar o título em definitivo nas mãos do Flamengo, mas o VAR interveio e anulou o lance. A torcida rubro-negra segurou a respiração, mas o time não se abalou. Nem com o rápido ataque tricolor que achou Keno. Rossi, bem posicionado, faz a defesa.

O Flamengo mostrou maturidade e controle, características que têm sido a marca desta equipe ao longo do campeonato. Com um time equilibrado e um técnico que sabe ler os momentos do jogo, o rubro-negro confirmou sua hegemonia no futebol carioca e levantou mais um troféu para sua galeria.

E vamos por mais.
SRN

quinta-feira, 13 de março de 2025

Uma Vantagem Milimétrica Conquistada por Milímetros.

Um time do patamar do Flamengo precisa cumprir algumas "obrigações", obrigações entre aspas porque é impossível garantir resultado no âmbito esportivo, existem equipes do outro lado. Mas uma dessas obrigações, a primeira obrigação do ano, é chegar na final do Carioca. Com essa meta alcançada, a seriedade do ano vira a chave e os comandados de Filipe Luiz vinham mostrando, dentro de campo, que estavam prontos para essa etapa. Com a lesão do Rei dos Clássicos, Luiz Araújo foi elevado aos onze iniciais que assim como o time do Flamengo, vinha se mostrando pronto para essa função. Essa mudança arrasta Plata para a função de atacante, algo mais rotineiro nesse começo de ano.

Já com a bola rolando, a equipe rubro-negra confirmou o que foi dito acima e começou o jogo dominando tanto a bola quanto o campo de ataque. Aos 5 minutos de jogo Pulgar realiza um domínio difícil e já o coloca em condição de acionar nosso atacante Plata. O equatoriano protege e abre para Wesley, nosso lateral-direito se encontra em uma situação que já ajudou muito o Flamengo, mas como sempre se exigirá mais sobre o talento, Wesley acerta um lindo chute. O quique da bola confunde Fábio, que por milímetros não consegue fazer a defesa.

Agora com o domínio do placar, nosso time toma o controle total do jogo, mas não por muito tempo. Mesmo sabendo que, no papel, nossa equipe é superior, nosso rival conquistou a vaga na final dentro de campo, mostrando qualidades ao longo do campeonato que começaram a entrar em jogo ontem. Quase ao mesmo tempo, Fluminense consegue encaixar a marcação e desencaixar a nossa e depois de ganhar duas divididas seguidas, John Arias pega a sobra da própria finalização bloqueada e, por milímetros, não empata o jogo. Mesmo enfrentando a maior dificuldade que o campeonato Carioca havia proporcionado até ali, Rossi não foi exigido como Pulgar exigiu Fábio aos 40 minutos de jogo.

O segundo tempo começa e além da virada de lado, o Flamengo volta a achar buracos na marcação alta tricolor e aos 7 minutos, Pulgar consegue acelerar Gerson pela direita. A finalização do nosso camisa 10 desvia e Fábio faz a grande defesa do jogo. Dessa vez, o jogo de milímetros favoreceu o nosso rival. Mas além de encaixar nosso saída de bola, encaixamos nossa marcação alta também e voltamos a ter o controle do jogo.

Substituições começam a acontecer e a entrada de Juninho no lugar de Plata não prejudica nossa marcação alta, mas coloca um jogador com mais cacoete de área em campo. Aos 29 minutos do segundo tempo nossa marcação alta funciona e a finalização bloqueada gera um rebote um pouco mais alto do que Juninho gostaria e a finalização não acerta o alvo. Mas como tentativa e erro é método cientifico, na jogada seguinte nosso rival novamente erra a saída de bola, dando chance para nosso ataque tentar o gol novamente. Dessa vez o rebote vem a feição, nosso rival é competente para bloquear finalizações, mas dessa vez o jogo de milímetros esteve em nosso favor e Juninho consegue ampliar o placar para o Flamengo.

Mais substituições acontecem e a saída dos Uruguaios selecionáveis para a entrada de dois meninos da base não conseguem responder aos titulares do último título tricolor. O abafa veio e dois cruzamento seguidos foram o suficiente para que a distancia do placar voltasse para um gol.

Ainda restam 90 minutos por jogar e depois de 90 minutos jogados o Flamengo conquistou além da vantagem mínima, conseguiu tirar o jogo físico do adversário. Duas ótimas notícias para Domingo.
E vamos pelo títulos,
SRN

terça-feira, 4 de março de 2025

Se for para trocar cartões, Flamengo tem chance reduzida

 Sábado de Carnaval é um dos dias mais esperados do ano, a semi-final do Carioca, nem tanto, mas ainda assim, é uma parada obrigatória em toda temporada rubro-negra. A folia que se passava no asfalto carioca não entrou no gramado sintético do estádio Nilton Santos. Com a bola rolando, o time cruzmaltino deixou sua tática de jogo explicita logo na primeira jogada. A falta em Wesley até poderia ser considerada uma falta de jogo, se os jogadores rivais não tivessem mais interessados em intimidar o prodígio ao invés de se concentrar no jogo.

Jogo físico faz parte do futebol, já foi usado contra o Flamengo nessa temporada, mas apesar de aproximar o nível do jogo, nenhum time conseguiu triunfar ainda. Os comandados de Filipe Luis já estão, em certo nível, preparados para um jogo pegado, mas o Vasco dobrou a aposta nessa forma de jogar e isso tirou o time do Flamengo do foco do jogo, afinal de contas, apanhar nunca é fácil, ainda mais quando a ideia é jogar futebol.

Aos 32 minutos o sexto cartão amarelo do jogo se apresentava, nosso rival tinha o dobro e se o VAR fosse um pouco mais rigoroso, vermelhos poderiam ter aparecido para ambos os lados. Até ali, nosso adversário sequer tentou sair por baixo e a maioria das bolas longas foram recuperadas pelo Flamengo. Controlando a posse de bola, o Flamengo não conseguiu criar muitas chances e nem controlar o jogo. 

Até que aos 41 minutos de jogo, Philippe Coutinho conseguiu ganhar uma segunda bola e achar Rayan aberto. A defesa de Rossi e concentração de Léo Ortiz conseguiram evitar o Gol do adversário, mas o recado estava dado. Era necessário que o Flamengo começasse a jogar futebol, no MMA o Vasco estava se dando melhor.

O intervalo é muito importante para fazer essa mudança de chave, além de 15 minutos sem ter que responder provocações, o dedo do treinador pode ajudar a colocar a equipe nos eixos. Para ajudar ainda mais, a equipe cruzmaltina baixou a agressividade das suas faltas, provavelmente por medo de terminar o jogo com 10 jogadores ou menos. Conseguindo se concentrar mais em buscar as soluções que o jogo pede, Plata inverte com Luiz Araújo.

Nosso adversário não conseguiu se adaptar, o Flamengo foi colocando suas dinâmicas no jogo e conseguindo girar a bola mais rápido que a marcação conseguia chegar. Aos 11 minutos do segundo tempo já havíamos conseguido colocar duas bolas na trave, o jogo já estava em nosso controle.

Aos 21 minutos do segundo tempo, o já cansado e amarelado Vegetti não consegue acompanhar Léo Pereira. No momento que nosso zagueiro consegue essa pequena vantagem, ele sabe que precisa atrair algum outro adversário que estava marcando um outro jogador. Plata aproveita as costas desse marcador que subiu no Léo pereira, recebe a bola e rapidamente passa para Bruno Henrique. O Rei dos Clássicos honra sua alcunha em um domínio que já dribla o zagueiro e finaliza de bate-pronto para encontrar o ângulo de Léo Jardim.

Na frente do placar, a equipe rubro-negra escolhe arriscar menos e grande parte do restante do jogo seguiu sem grandes chances para ambos os lados. O jogo só foi ganhar um pouco mais de ânimo depois que Matheus Gonçalves entrou no lugar de Arrascaeta, mesmo assim o placar não foi alterado. Antes do jogo se encerrar, nosso rival ainda teria uma última chance de superar Augustín Rossi, mas a intervenção do Argentino não deu chance do lance ir para o VAR traçar as linhas.

Ainda restam 90 minutos por jogar. A vantagem mínima conquistada não reflete a vantagem que o Flamengo demostrou nas duas vezes que enfrentou esse adversário, mas precisando se abrir, o Vasco pode demostrar falhas que, até agora, conseguiu esconder.
E vamos por mais.
SRN