terça-feira, 4 de março de 2025

Se for para trocar cartões, Flamengo tem chance reduzida

 Sábado de Carnaval é um dos dias mais esperados do ano, a semi-final do Carioca, nem tanto, mas ainda assim, é uma parada obrigatória em toda temporada rubro-negra. A folia que se passava no asfalto carioca não entrou no gramado sintético do estádio Nilton Santos. Com a bola rolando, o time cruzmaltino deixou sua tática de jogo explicita logo na primeira jogada. A falta em Wesley até poderia ser considerada uma falta de jogo, se os jogadores rivais não tivessem mais interessados em intimidar o prodígio ao invés de se concentrar no jogo.

Jogo físico faz parte do futebol, já foi usado contra o Flamengo nessa temporada, mas apesar de aproximar o nível do jogo, nenhum time conseguiu triunfar ainda. Os comandados de Filipe Luis já estão, em certo nível, preparados para um jogo pegado, mas o Vasco dobrou a aposta nessa forma de jogar e isso tirou o time do Flamengo do foco do jogo, afinal de contas, apanhar nunca é fácil, ainda mais quando a ideia é jogar futebol.

Aos 32 minutos o sexto cartão amarelo do jogo se apresentava, nosso rival tinha o dobro e se o VAR fosse um pouco mais rigoroso, vermelhos poderiam ter aparecido para ambos os lados. Até ali, nosso adversário sequer tentou sair por baixo e a maioria das bolas longas foram recuperadas pelo Flamengo. Controlando a posse de bola, o Flamengo não conseguiu criar muitas chances e nem controlar o jogo. 

Até que aos 41 minutos de jogo, Philippe Coutinho conseguiu ganhar uma segunda bola e achar Rayan aberto. A defesa de Rossi e concentração de Léo Ortiz conseguiram evitar o Gol do adversário, mas o recado estava dado. Era necessário que o Flamengo começasse a jogar futebol, no MMA o Vasco estava se dando melhor.

O intervalo é muito importante para fazer essa mudança de chave, além de 15 minutos sem ter que responder provocações, o dedo do treinador pode ajudar a colocar a equipe nos eixos. Para ajudar ainda mais, a equipe cruzmaltina baixou a agressividade das suas faltas, provavelmente por medo de terminar o jogo com 10 jogadores ou menos. Conseguindo se concentrar mais em buscar as soluções que o jogo pede, Plata inverte com Luiz Araújo.

Nosso adversário não conseguiu se adaptar, o Flamengo foi colocando suas dinâmicas no jogo e conseguindo girar a bola mais rápido que a marcação conseguia chegar. Aos 11 minutos do segundo tempo já havíamos conseguido colocar duas bolas na trave, o jogo já estava em nosso controle.

Aos 21 minutos do segundo tempo, o já cansado e amarelado Vegetti não consegue acompanhar Léo Pereira. No momento que nosso zagueiro consegue essa pequena vantagem, ele sabe que precisa atrair algum outro adversário que estava marcando um outro jogador. Plata aproveita as costas desse marcador que subiu no Léo pereira, recebe a bola e rapidamente passa para Bruno Henrique. O Rei dos Clássicos honra sua alcunha em um domínio que já dribla o zagueiro e finaliza de bate-pronto para encontrar o ângulo de Léo Jardim.

Na frente do placar, a equipe rubro-negra escolhe arriscar menos e grande parte do restante do jogo seguiu sem grandes chances para ambos os lados. O jogo só foi ganhar um pouco mais de ânimo depois que Matheus Gonçalves entrou no lugar de Arrascaeta, mesmo assim o placar não foi alterado. Antes do jogo se encerrar, nosso rival ainda teria uma última chance de superar Augustín Rossi, mas a intervenção do Argentino não deu chance do lance ir para o VAR traçar as linhas.

Ainda restam 90 minutos por jogar. A vantagem mínima conquistada não reflete a vantagem que o Flamengo demostrou nas duas vezes que enfrentou esse adversário, mas precisando se abrir, o Vasco pode demostrar falhas que, até agora, conseguiu esconder.
E vamos por mais.
SRN
 

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