Final de semana já estava quase acabando, mas para alguns, a principal parte dele estava prestes a começar. Oito e meia da noite, no Maracanã, O Flamengo tinha um encontro marcado com um grande nacional. Mais do que isso, encontrou uma oportunidade de retomar a liderança do campeonato. Allan retornava ao time titular se juntando com Viña, que iniciava seu primeiro jogo depois de aproximadamente um ano inapto. O trio de ataque foi a mesmo, mas somente com a bola rolando saberíamos aonde cada um jogaria.
Sem nem mesmo dar tempo de estudar o jogo, o Flamengo foi para cima. Jorginho para Bruno Henrique e Léo Pereira para Pedro mostraram que o Flamengo não teria cerimonia pra explorar a construção direta, a bola longa e essa duas jogadas geraram perigos consideráveis para o goleiro adversário antes mesmo de se completar cinco minutos de jogo. Mas foi aos 5 minutos de jogo que o primeiro goleiro foi superado. Explorando o contra-ataque, nosso adversário também se utilizou da bola longa, mas sem sucesso. A jogada tinha Varela e Viña na frente de Rony, mas a falta de ritmo de jogo do canhoto complicou o que estava fácil. Rony conseguiu ganhar a dividida com Rossi e finalizar para o gol sem goleiro. Não havia goleiro, mas havia Varela. O compatriota do canhoto não só mostrou a raça necessária para jogar no Flamengo, mas mostrou também a concentração e benevolência para se conquistar títulos, cobrindo as falhas de seus companheiros.
A sequencia de lances não conseguiram alterar o placar, mas alteraram a forma de ambas as equipes jogarem. O Atlético reforçou a proteção a linha defensiva, enquanto o Flamengo elevou a cautela em suas construções para não ceder mais contra-ataques. Essa combinação fez o Flamengo ter um primeiro tempo de bastante controle de posse de bola, mas enfrentando um time bem fechado, as oportunidades foram ficando escassas. Somente quando Jorginho, aos 25 minutos, voltou a utilizar a bola longa, o domínio de Plata obrigou o zagueiro a tomar uma decisão ruim, fazer a falta ou deixar caminhar livre. A escolha pela falta foi milimétricamente a favor do menos pior para a equipe mineira e o Flamengo teve seu pênalti anulado.
Para o segundo tempo, ambas as equipes voltaram com uma alteração, ambas envolvendo o meio-campo, mas ambas sendo insuficientes para mudar o panorama do jogo. Flamengo continuava exercendo um jogo de controle, enquanto nosso adversário priorizava se defender bem. Aos 15 minutos, Filipe Luis resolve renovar o fôlego dos jogadores de ataque e Arrascaeta e Plata dão a vez para Luiz Araújo e Wallace Yan, ambos jogadores com alta participação em gol.
Aos 29 minutos do segundo tempo, com o placar zerado, estávamos preste a entrar naquela momento em que a emoção e a vontade começam a superar a concentração e disciplina tática. Quando o tempo do relógio começa a ficar regressivo e cada minuto passado é um minuto desperdiçado na ânsia por abrir o placar. Mas o pé preciso de Luiz Araújo foi mais importante. Aonde Ortiz começa a joga impedido, buscando não ser notado, quando Pereira busca se desvencilhar para fazer uma corrida livre, ao mesmo tempo que Pedro briga por espaço com o seu defensor designado. A cobrança só precisa encontrar um jogador para ser convertida em gol, mas o segundo poste possuía três ótimos alvos. Léo Ortiz, como alvo central se encontrou livre e não perdoou.
O gol tardio sempre traz uma sensação de gol da vitória, mas com nosso adversário se abriu e buscou o empate. Teve alguns lances ligeiramente perigosos, mas não conseguiu o abafa final e o placar se manteve inalterado.
A melhor defesa e o melhor ataque do campeonato retornam ao topo da tabela. Agora, possuindo um jogo a menos, a liderança se torna ainda mais segura.
E vamos por mais,
SRN