Mais do que uma vitória, no frio de Bragança Paulista, o Flamengo precisava jogar bem. O time parceiro da bebida energética vestiu a carapuça e começou o campeonato com uma sequencia forte, que os deixava na terceira posição. Na pratica, era um confronto direto, era um confronto difícil e os oito desfalques deram particularidades especiais para esse encontro. Pedro e Evertton Araujo foram promovidos aos onze iniciais e encontraram rostos que figuram essa seleção com mais frequência.
O jogo começou quente e aos 4 minutos do jogo, o Red Bull Bragantino já havia feito duas finalizações. Mesmo que nenhuma tenha exigido intervenção de Rossi, era um sinal não muito positivo. Mas a surpresa da noite não foi o começo enérgico do time da casa, ou mesmo a escalação de Filipe Luiz, mas a inversão de posicionamento de Bruno Henrique e De Arrascaeta. Inversão de posicionamento e não de função. Jogar aberto exigiria mais esforço físico do nosso uruguaio, mas Bruno Henrique centralizado foi vital para o plano de jogo rubro-negro. Somando suas valências com as de Pedro, nossa dupla de ataque combinava força, velocidade, técnica, inteligência e uma infinidade de jogadas, tornando nossa bola longa muito efetiva e perigosa. Mesmo que a equipe de Bragança tentasse subir a marcação, Rossi e nossos zagueiros estavam prontos para explorar o cobertor curto adversário e essa combinação nos deu o controle da posse de bola.
Mas só controle da posse de bola não ganha jogo. Para fazer a defesa adversária sofrer, explorávamos as laterais do campo, mas um primeiro tempo pouco inspirado de Arrascaeta e Wesley não deixaram o Flamengo antecipar nossa alegria. Já na outra baliza, aos 41 minutos, Rossi cumpriu o principal oficio do arqueiro e colocou mais uma defesaça em seu currículo.
No início do segundo tempo, a pior noticia do jogo. Uma jogada muito bem desenhada e ensaiada causou uma confusão em nossa linha defensiva e Lucas Barbosa conseguiu ficar cara a cara com Rossi, mas dessa vez, nosso goleiro nada pode fazer. O placar estava aberto.
Com o reinicio, a inspiração. Não se pode dizer se a melhora rubro-negra aconteceu devido as mudança no vestiário ou pelo gol sofrido, mas o ímpeto para agredir o adversário era visivelmente maior que o primeiro tempo. Logo aos 5 minutos, Bruno Henrique ganha um bola longa e aciona seu parceiro Arrascaeta. Mesmo com outro astral, a inspiração ficou por milímetros e a finalização não encontrou o gol. Já aos 9, Arrascaeta consegue a escorada para Jorginho, mas a finalização tambem não se converte em gol.
Nosso craque Uruguaio poderia estar em uma das suas noites menos inspiradas, mas tentando repetitivamente, uma hora a jogada entra. Aos 20 minutos, uma falta distante, que exige a combinação perfeita de força e precisão encontra a corrida, também perfeita, de Léo Pereira pra empatar. O gol até poderia trazer alegria, mas o que vimos foi foco. Léo Ortiz buscou a bola dentro do gol enquanto toda a equipe flamenguista retornava o mais rápido possível para o reinicio de jogo.
A vitória que esperou 29 anos para chegar viria, mas contando com a ajuda daqueles que não iniciaram o jogo também. Antes mesmo do gol, Filipe Luis já havia acionado Wallace Yan e Viña. No segundo gol, seus talentos foram evidenciados. Aos 39 minutos do segundo tempo, Léo Pereira e Arrascaeta triangulam junto com o lateral esquerdo e Vinã consegue conduzir, dribla e vira o lado. Wallace Yan domina e ganha tempo para a ultrapassagem de Wesley. Por mais que a ideia fosse finalizar, o segundo toque foi longe, mas nosso menino consegue ser rápido e encontra a solução perfeita. Nosso outro menino Wesley, com o pulmão privilegiado, finaliza no cantinho, sem chances para o goleiro Cleiton.
O gol sacramentou o placar e a deu os louros para a grande atuação do Flamengo nessa noite de quarta-feira. Mesmo ainda não sendo lideres do campeonato, ainda dependemos só de nós.
E vamos por mais.
SRN.
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