quarta-feira, 3 de abril de 2024

Um sarrafo de 2600 metros de altura!


Empate na altitude nunca é mal resultado, então porque parece que foi?
Por que o Flamengo não conseguiu segurar o resultado ou matar o jogo com um jogador a mais?

Podem existir diversas respostas para essas perguntas, algumas certas, algumas erradas e eu não sei te responder qual é qual. O único certo que sei, é que vence quem faz mais gol.

Mas existem pontos que ajudam a entender o jogo.

Altitude foi o primeiro ponto notado, desde o sorteio se entendeu que existiam dois jogos difíceis no nosso grupo.
O segundo é a escalação, sem especificar caso a caso, Tite falou que teve nove problemas físicos para o jogo de ontem. A falta de criatividade passa pela falta do De La Cruz, nada pode substituir o talento. Igor Jesus é bola, mas sentiu o jogo ontem.
O terceiro deu seu primeiro alô aos quatro minutos de jogo. Viña, que é outro jogador espetacular, perdeu um gol que não pode perder, como se fosse uma previsão do jogo instável que iria fazer.

Jogo ruim de jogadores que fazem a primeira construção, sem eles, é mais difícil colocar o nosso ataque para jogo.

O quarto ponto talvez seja o mais decisivo e o mais pessoal, mas notei uma certa incompatibilidade entre a postura exigida e as decisões tomadas com bola. 
Ao mesmo tempo que se pedia calma, se arriscava passes de 30 metros.

Da expulsão até o gol dos caras, se o Flamengo quisesse ser pragmático tinha até levado os três pontos para casa. Aos 29, 31 e 33 minutos nossa equipe consegue construir por baixo e não consegue entrar no ultimo terço. As três vezes o "perde e pressiona" funciona e David Luiz ganha o duelo e recicla a posse de bola. 
Da pra falar que a gente estava a um passe de fazer o segundo, da pra falar que a gente tava tocando a bola em uma zona muito perigosa.

Eu aprendi que certo é fazer gol, errado é levar. Todo o resto é interpretativo e pessoal.
Cada um tem a sua resposta, cada um tem suas perguntas. 
Em comum fica o gosto de sangue na boca sabendo que deixamos dois pontos na montanha.

E até a próxima,
SRN

*Texto para a pagina Todo dia uma bola na trave do Andreas*

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