quarta-feira, 29 de maio de 2024

O momento da equipe

O mundo do futebol nos faz viver o momento como poucas coisas no mundo pode proporcionar. Uma equipe pode ir do céu ao inferno em semanas. Por que não podemos ir do inferno ao céu agora? Por que não ficar feliz com uma classificação apesar dos percursos? Por que não sorrir como Pedro sorriu?

Depois de brigar contra defesas ferrenhas e fazer diversos gols difíceis, Pedro apenas sorri quando lhe entregam um gol fácil. Ontem, como o Pedro, o Flamengo apenas sorriu a receber um jogo fácil. Nosso adversário já foi eliminado do continental, já foi eliminado da segunda fase do nacional e um quique diferente da bola tirou toda a dificuldade que sua escalação com três zagueiros tentou colocar.

Após o revés, nosso adversário até tento sair pro jogo, principalmente pelo lado esquerdo e não conseguiu um segundo de paz. Nico e Allan é pouca altura e muita correria, uma linha defensiva fazendo ótimas antecipações combinando com um batalhão de frente que não deixava o adversário pensar em nenhuma jogada, fazendo o Flamengo ocupar mais o campo de ataque, testando a defesa adversaria cada vez mais.

E a falha se apresenta novamente, mas sejamos justos, uma falha forçada dessa vez. Nossa equipe já vinha tentando criar mais jogadas pela direita, buscava alternativas. Qualquer decisão tomada pelo portador da bola influencia todos os outros 21 jogadores. Assim, Davi Luiz viu o espaço e arrancou, obrigando a linha defensiva dos caras a recuar. Quando Gerson recebe o passe de recuo, o três contra três já estava montado no segundo poste. Se forçar um pouquinho, da até pra dizer que foi azar para os nossos atacantes ter sido gol contra. O gol merecia um nome rubro-negro.

Dois a zero e apenas uma coisa muda, o flanco de ataque. Vira o alvo lá pra esquerda, tava na hora de tentar fazer um gol utilizando Everton e Ayrton Lucas. Azar do beijinho que sentiu e precisou ser substituído, mas Viña da conta do recado. Nosso camisa 17 deu um passe de camisa 10 e Pedro fez o gol de manual do centroavante, domínio com a esquerda e batida com a direita.

Nossa equipe retorna para o segundo tempo na mesma pegada do primeiro, com marcação alta, variações de corredor e conseguindo ocupar mais o campo de ataque. As jogadas saem, divididas são vencidas, rubro-negro correm e substituições renovam o folego. Nada disso é capaz de colocar mais um gol no placar.

Flamengo se classificou em segundo no grupo e por mais que fase de grupos e mata-mata sejam dois campeonatos diferentes, iremos carregar essa marca de segundo colocado até a semifinal. No entanto, chegamos ao quarto jogo sem sofrer gols, quatro vitorias seguidas com 10 gols marcados. Ainda não estamos no céu, mas sinto que estamos a um ou dois passos do paraíso rubro-negro.

E até lá,
SRN

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Rumo as Oitavas

 Saudade, né!?

A gente reclama muito que o calendário sufoca os atletas, mas quando tem uma semaninha sem jogo quarta e domingo fica até um vazio, né!?

Se uma eliminatória é um jogo de 180 minutos ou dois de 90, tanto faz, o importante era lembra que, ontem, o jogo começou com uma vantagem de um a zero para o Flamengo.
Não para jogar com o regulamento debaixo do braço, mas para entender melhor os riscos e quais atitudes tomar.
O Flamengo escolheu sofrer um certo risco no primeiro tempo.

Logo no começo da partida se notou que o ponta esquerda dos caras teria menos responsabilidade defensiva que no primeiro jogo, nosso adversário escolheu contra-atacar pelo lado esquerdo deles, nosso direito, logo, atacando o Varela. Já o Flamengo, por sua vez, escolheu atacar mais pelo lado direito e aí, entramos em uma questão de características de jogadores. Gerson é jogador de meio, não é um ponta clássico, estilo de jogo dele da espaço para ultrapassagens de laterais e o Varela via esse espaço e tinha liberdade para participar do momento ofensivo da equipe.

Com a bola rolando esse risco não se mostrou tão perigoso e nem muito vantajoso. Nosso adversário não foi capaz de exigir nenhuma defesa do nosso goleiro enquanto nosso lado direito foi capaz de produzir apenas um bom cruzamento que encontrou Ayrton Lucas.

Segundo tempo a cautela se fez presente no jogo do Flamengo. Varela não tinha mais tanta liberdade para subir e fez o papel de "ponta clássico". 
Com mais cautela o Flamengo cresceu no jogo, crescimento esse que foi respondido com uma alteração dupla pela equipe manauara. Nosso adversário cresceu na partida e o Tite também responde com uma alteração dupla. Varela, cauteloso, encontra sua dupla na direita ideal e Gerson tomou rumo ao meio-campo.

Tudo em seu devido lugar, até a bola encontrou as redes. Pedro fazendo gol até de joelho. O centroavante que tem a técnica para fazer o gol como quiser, também tem a concentração, o foco para fazer gol oportunista.

Existe um velho ditado que diz: "jogo de final não se joga, se ganha". Ontem o Flamengo foi bom o suficiente para se classificar sem sustos e se não tivesse jogado também, tudo bem, vencemos ambos os confrontos e estamos classificados para as oitavas de finais.

*Texto para a pagina Todo dia uma bola na trave do Andreas*

quarta-feira, 22 de maio de 2024

O jogo que precisávamos

A expectativa era grande, divido ao ultimo jogo do Brasileiro e também ultimo jogo pela Libertadores. Precisávamos de uma vitória, precisávamos fazer saldo e sabíamos que era possível.

O gol do Gerson na primeira bola deu o tom. Em uma bela jogada coletiva, um belo passe do Rossi, um bom duelo aéreo do Ayrton Lucas que possibilitou a equipe sair bem da pressão que os caras tentaram. Aí Cebolinha ciscou, tentou o duelo contra a defesa e depois de atrair três jogadores foi de cruzar com o pé canhoto. O Coringa teve tempo de dominar passar o ponto da carne e fazer o gol.

Logo após isso, um susto. Uma boa jogada trabalhada e uma bola na trave que serviu de lembrete. Não tem mais bobo no futebol, os caras são líder do grupo. O Flamengo tinha que ser mais que superior, tinha que ser dominante.

Eles continuaram marcando alto, a gente continuou achando espaço. Eles tentaram jogar de igual para igual, mas no nível do mar a bola corre como a gente quer.

Sem precisar de balão de oxigênio, Ayrton Lucas pisa mais na área e mesmo o cruzamento não sendo para ele, é bom estar lá para conferir. Se o zagueiro não corta, era gol do Arrasca. Se a bola fosse em qualquer outra direção, tinha Pedro e Cebolinha lá também. Não existia um "se", não existia nenhuma possibilidade do Flamengo não fazer gol naquele lance.

E se o Pedro quis tentar fazer a jogada sozinho, não tem problema, ele está no seu direito. O Flamengo corre, pressiona, rouba a bola e contagia. Contagia o nove bolado a jogar pelos companheiros também, dando um gol fácil por aquele que já se quebrou muito pelo time. Gol do Everton consagra um momento magico que ele vive.

Três a zero no primeiro tempo e a confiança que podemos fazer tudo que queremos dentro de campo.

Voltamos do intervalo na mesma pegada. Gerson atravessa o campo tentando criar uma jogada, não funciona, mas recuperamos a bola antes mesmo dele conseguir voltar para a direita. Que bom, né!? Pedro não desperdiça o presente dessa vez e fecha o placar.

As substituições acontecem e o ritmo cai um pouco, mas não a ponto de mudar o panorama da partida. O Flamengo ainda ocupava mais o campo de ataque, ainda criava mais chances. Poderia ter sido mais, mas ontem não fez falta.

O Flamengo se impôs tecnicamente, fisicamente e taticamente. O Flamengo se impôs da maneira que conseguiu, tentou vencer o jogo do inicio ao fim, criando qualquer jogada que o campo permitia e fomos recompensados.

Hoje é dia de aproveitar, semana que vem tem outra missão.
Até lá,
SRN

domingo, 12 de maio de 2024

O Flamengo que queremos


Sábado de sol, calor, maraca lotado. A fase não é boa, mas o clima era perfeito para uma retomada e o Flamengo não decepcionou.

Se jogar na ponta é mais fácil para quem é inexperiente, enquanto jogar no meio é melhor para quem tem mais vigor físico, o Tite fez o oposto. Colocou Gérson na ponta, que não é nenhuma novidade e deu o centro do campo para o Lorran.

Nas ultimas semana estávamos com problemas para entrar no ultimo terço e pisar na área, a sobrecarga do lado direito resolveu essa complicação com e até sem bola criamos . Com Nico enxergando o jogo de frente, Gerson alternando pela ponta e meio, Lorran pode ser o toque de refino necessário para quebrar a defesa, para sair fora da caixa.

Caixa essa que não coube entre as pernas do nosso antigo zagueiro. Um passe de gênio para uma ajeitada de gênio, Pedro foi Pedro e fez o gol que só ele faz no Brasil.

Destaque também para Ayrton Lucas, Allan e Varela que fechavam o batalhão destruidor de contra ataques, fazendo nosso time ocupar mais o campo de ataque e assim nossos atacantes não precisavam gastar energia correndo para trás tantas vezes.

Não foi um jogo perfeito, nunca e nunca será. Nossa bola parada defensiva ainda precisa de ajustes e só por isso, talvez Rossi tenha feito seu melhor jogo pelo Flamengo. Ainda assim, é necessário contextualizar. Nossa fase ruim ainda não foi superada, precisamos de sequencia, de classificações.

Em tempos de tristeza é necessário aproveitar os pequenos sorrisos, é necessário criar esperança para seguir em frente. Dito isso, impossível passar por esses sentimentos e não lembrar da tragédia que nossos compatriotas sulistas estão passando. Ajude como puder, com doações, com voluntarismo ou com orações. Essa crise irá passar e voltaremos mais fortes e mais unidos.

Saudações Rubro-Negras, até o próximo jogo.

sábado, 11 de maio de 2024

Quem não faz...

Outro dia um amigo meu disse "Para o Flamengo fazer gol, tudo precisa dar certo. Para levar o gol, só uma coisa precisa dar errado"
É claro que esse pessimismo se torna mais presente em má fases e nessa fase que estamos, essa frase é quase uma verdade absoluta.
As ultimas semanas tem sido assim, ontem foi assim.

A escalação do Cebolinha pode ter dado um pouco de esperança para alguns, mas ao vê-lo jogando pela direita deixou esses otimistas mais céticos. Nenhum dos nossos pontas se encontrou nesses primeiros minutos de jogo.
É claro que o gramado irregular ajudou a deixar o jogo mais brigado, mais físico, favorecendo o mandante, mas é Libertadores, é o esperado, então o Flamengo precisa encontrar soluções.

A troca de lados dos pontos aos 25 minutos devolveu o otimismo e mais algumas pessoas tiveram mais esperança e Everton parecia que nunca tinha saído do time, a ponta esquerda é dele. Começamos a ter mais a bola, a ocupar mais o campo adversário e a finalizar mais. Nada muito fora da curva, mas era uma melhora, era um começo.

Vira o tempo ainda zero a zero e a segunda metade começa na mesma pegada. O Flamengo ocupa o campo de ataque sem ser dominante. As movimentações não são perfeitas, os passes não saem perfeitos e as finalizações ficam a centímetros do gol. 

Não deu nem tempo de falar o ditado e estávamos levando um gol.
A moral vai lá embaixo, o time começa a desesperar e nem o que estava dando certo volta a funcionar.
Até tinha tempo para recuperar, mas quando a fase é ruim, a chapada vai na trave e sai, a pancada frontal bate em jogador impedido.
Assim o ataque do Flamengo chegou a 18 finalizações, mas o goleiro dos caras fazendo apenas três defesas.

Falta psicológico, falta sorte, falta capricho, falta um detalhe.
Cada semana falta um detalhe diferente.

Sábado tem mais,
SRN




terça-feira, 7 de maio de 2024

Poder de reação

O Flamengo não vinha bem. O time que não sofria gols vem sofrendo, o time que marcava todo jogo vem sentindo a falta de dois dos seus principais jogadores de ataque. Problemas eram detectados e soluções eram necessárias.

Dificuldades essas que foram encontradas no inicio do jogo. Enquanto o Flamengo tentava sentir a temperatura do jogo, o nosso adversário já havia encontrado um ponto de vantagem. Com dois volantes amarelados por erros individuais, nós perdemos o meio-campo e tomamos o gol.

Mas se os comandados do Tite querem dar a volta por cima, é necessário aprender que não existe tempo a perder. Cada segundo que passa que não é testada uma nova solução é um segundo perdido.

Luiz Araújo entra e a formação com dois pontas deixa o Flamengo mais confortável no jogo e assim nossa saída de bola por baixo começa a girar mais fácil com Gerson e Allan. Com mais posse de bola, Nico conseguiu receber a bola mais vezes e em posições mais favoráveis.

Craque entende craque, a bola pingada do uruguaio encontra BH, o nosso jogador que sabe muito bem o que é se recuperar de um momento ruim.

Tudo em um jogo de Futebol está conectado. Do apito inicial ao apito final, do zagueiro ao atacante. Uma substituição rápida permite maior posse de bola, maior posse de bola significa mais oportunidades de se atacar o adversário. Sábado a solução de um antigo problema foi resolvido com uma rápida substituição e com um pouco mais de sorte poderíamos ter saído de Bragança com três pontos contra um duríssimo adversário.

Amanhã teremos uma ótima oportunidade para continuar essa reação, em um outro campeonato, em um outro país.

E até lá,
SRN

quinta-feira, 2 de maio de 2024

90 minutos de jogo treino de entrada na área

Poucas vezes eu vi um clima tão otimista depois de perder um clássico e o motivo disso estava no banco de reservas. Gabriel Barbosa retornava ao time depois de um longo período afastado. Incrível como a arquibancada abraça os remanescentes de 2019, por mais que as atuações não estejam a altura, o carinho permanece, não passa. Como se a lembrança e o afeto fossem capaz de tirar o Flamengo do marasmo que passa a algumas semanas.

Não passou.

O resultado veio, mas a equipe continua demostrando dificuldades de entrar na área adversaria. Não que fosse o jogo mais fácil da temporada para superar essa falha, mas ontem foi a única coisa que os caras se tentaram dificultar. Isso resultou em 90 minutos de um "ataque contra defesa", 90 minutos em que o Léo Pereira e Fabricio Bruno podiam receber a bola na própria área e carregar até o campo de ataque sem combate nenhum.

O Gol mostrou o caminho de como o Flamengo poderia deixar sua torcida feliz, uma tabela rápida, uma ultrapassagem, um passe de sinuca, um cruzamento e presença de área. Tudo deu certo, pelo menos uma única vez, e a torcida pode sentir o êxtase máximo de uma partida de Futebol.

Uma pena que isso não voltou a se repetir. O que se repetiu foi o adversário com onze jogadores atrás da linha da bola e jogadores rubro-negros dando passes pro lado. Durante 90 minutos o Flamengo pode mostrar, testar ou até mesmo treinar o seu repertorio de entrada na área adversaria, durante 90 minutos se viu uma equipe sem ideias e sem jogada. Um Flamengo que não soube manipular o adversário para fazer o segundo gol. 

É claro que Arrasca faz falta, é claro que Cebolinha faz falta. Mas não deveriam, não nesse time do Flamengo, não nesse elenco.

Copa do Brasil é um campeonato de mata-mata, ainda existem 90 minutos por jogar e mais alguns jogos para se atingir o objetivo máximo. O mês de Maio é um mês difícil, sem folgas, com clássicos, com jogos decisivos.

E vamos para mais,
SRN

*Texto para a pagina Todo dia uma bola na trave do Andreas*