quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Flamengo Luta, Mas Despede-se da Briga pelo Título

Ainda com o sonho do Campeonato Brasileiro vivo, o Flamengo viajou ao Ceará para enfrentar um adversário direto nessa campanha. O adversário não tem vaga garantida na Libertadores, então o empenho deles também possuía um objetivo a mais.

A escalação não apontava nenhuma surpresa. Dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois pontas e dois atacantes, mas com a bola rolando, Michael jogou mais posicionado como um segundo atacante e Bruno Henrique que está mais acostumado a fazer essa função foi movido para a ponta, outra função que está mais que acostumado. Essa situação não fugia completamente do que Filipe Luís já apresentou no Flamengo. Michael jogando no corredor central aumenta muito o poder da marcação alta da equipe e rapidamente se viu isso dentro de campo.

A primeira defesa do jogo pode ter sido do Rossi, mas a primeira grande chance do jogo foi Rubro-Negra. Quando Gerson sai da bola, Pulgar não tira o olho de Bruno Henrique que é o primeiro Flamenguista a puxar a corrida, o espaço estava claro e o passe do chileno foi preciso mas a finalização encontra a trave e o zero não sai do placar. A segunda grande chance também passou pelos pés de Pulgar e BH, deixando assim Michael livre para carregar e atacar a última linha, Gabriel escorrega mas recebe o passe. A finalização não sai perfeita e mais uma vez o zero permanece no placar.

Nosso adversário não chegou a liderar o campeonato à toa. Percebendo quais espaços nossa equipe estava procurando, resolveu povoar mais o corredor central e dar menos espaço para Michael. Sem a expertise da função, nosso xodó tem seu volume reduzido, perde o ritmo da partida e começa a errar mais. Com as laterais menos cobertas, o Flamengo busca explorar esses espaços, mas não cria nenhuma chance tão perigosa quanto as duas primeiras.

No intervalo Nico De la Cruz entra no lugar de Gabriel Barbosa, aumentando o poder de criação no meio, mas tirando nosso poder de decisão dentro da área. Logo aos 4 minutos do segundo tempo Gerson aproveita seu posicionamento mais avançado e acha uma finalização no cantinho, mas no goleiro adversário fez uma ótima defesa. No rebote Wesley encontra Michael para finalizar de cabeça. Nossa equipe queria finalizar para o gol da maneira que fosse possível. Aos 17 minutos, outra jogada que demostrava isso muito bem. Pulgar, aberto na direita, acha Gerson no facão. O passe para trás encontra Gonzalo Plata que tem sua finalização dividida com o defensor, a bola sobra para Michael que obriga o goleiro a fazer mais uma defesa. Alex Sandro pega o rebote e finaliza, o defensor bloqueia e a bola volta no Wesley, dessa vez a finalização não pega em cheio e depois de tanto esforço, nosso adversário consegue eliminar o perigo.

Mas aos 21 minutos que o lance mais importante do jogo acontece. Pulgar, que já tinha amarelo, se frustra com o passe errado e na ânsia de recuperar a bola acaba cometendo a falta. O segundo amarelo vira vermelho e Filipe Luís coloca Charly Alcaraz e David Luiz nos lugares de Michael e Gonzalo Plata. Uma outra manobra que não é surpresa no trabalho do nosso ex-lateral esquerdo. Nosso adversário conseguiu ter seu volume aumentado, mas a grande defesa de Rossi só aconteceu depois que Alcaraz conseguisse duas finalizações perigosas. Mesmo com uma a menos o Flamengo não abriu mão de atacar e tentar abrir o placar, a inferioridade numérica pôs um freio nesse ímpeto, mas não a ponto de diminuir nossa capacidade de se defender.

O empate chega e o ponto adicionado à somatória parece pouco importar agora que temos vaga na Libertadores garantida. Já a não vitória coloca um ponto final no sonho rubro-negro pelo título, não que seja culpa de Filipe Luís, mas teremos que buscar esse título ano que vem.
E vamos por mais,
SRN

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Festa no Maraca: Sem água no chopp e sem mais vinho na taça

Mais um encontro contra o nosso vice-campeão, dessa vez pelo Campeonato Brasileiro. O clima de festa de um lado poderia ser contraproducente mediante o clima de revanche do adversário, mas a certeza era só uma, nada mudaria o resultado da final.

A lista de desfalques tirava mais ainda o peso no resultado. Além dos suspensos, além dos machucados, além dos convocados, mais cedo recebíamos a confirmação que Gabriel Barbosa não jogaria. Nosso único centroavante disponível foi afastado por um motivo extracampo. E com a, não mais, tão temida linha de três zagueiros o Flamengo foi escalado.

Com a bola rolando, foi confirmada essa escolha. Ayrton Lucas e Wesley fariam as alas e Bruno Henrique, Michael e Matheus Gonçalves acabaram preenchendo mais o meio. Na prática essa "improvisação" acabou se concretizando em um ótimo sistema de pressão. Michael como jogador mais avançado retirava preciosos segundo do portador da bola, com meio-campo preenchido e jogadores rápidos fazendo coberturas laterais, praticamente toda segunda bola foi ganha pelo nosso time.

A primeira finalização do jogo foi do adversário, o bloqueio de Fabrício Bruno acaba em escanteio e a jogada segue sem mais perigos. Os minutos correram somente para dar o ajuste fino que a ideia coletiva. Quando Bruno Henrique finaliza de longe, se anuncia um bombardeio. Ao todo, o jogador mais regular desses últimos três confrontos precisou realizar mais seis defesas nesse primeiro tempo, incluindo um pênalti, na reta final do primeiro tempo.

Já na reta inicial do segundo tempo, Matheus Gonçalves encontra a trave, deixando claro que a as chances perdidas não afetaram o psicológico da equipe, muito pelo contrário, nosso nível de concentração estava acima do nosso adversário. Mas o tempo foi passando e as chances não foram se concretizando. Aos 25 minutos do segundo tempo, duas alterações já haviam sido feitas do outro lado e a entrada de Lorran no Lugar de Matheus Gonçalves pouco mudou. E a reta final do jogo, nosso vice-campeão conseguiu criar o maior numero de perigo depois de quase três jogos jogados.

O jogo se encerra zero a zero, o suficiente para não acabar com o clima de festa e nem dar uma chance de revanche para o nosso adversário.
E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Rumo ao Título - Ato Pentacampeão!

Retornando a BH, os sorrisos de quarta-feira se repetiriam na noite de domingo. A vitória de semana passada não precisava se repetir, trazíamos dois gols de vantagem na bagagem. Trazíamos também algumas certezas vistas no primeiro jogo, que tínhamos condições de ter um jogo fácil e que possíveis erros seriam punidos.

Em comparação com o primeiro jogo, Pulgar retorna no lugar de Plata e avançando o Gerson. Michael permanece na equipe titular, assim como os outros que também jogaram a primeira partida.

Com o pontapé inicial, as primeiras nuances do jogo aparecem. A espessa névoa artificial carregava a ansiedade e querência da torcida mandante, que logo viu-se refletir na equipe belo-horizontina, que marcou alto e tentou buscar um gol a cada passe. Do lado rubro-negro, uma vontade menos de ficar com a bola. Aos três minutos de jogo Arrascaeta tem a oportunidade de acelerar e Gerson tem a mesma decisão. A primeira oportunidade clara de gol foi nossa e por centímetros, a vantagem não foi aumentada. O Flamengo buscava esfriar o jogo aumentando a vantagem e não passando para o lado.

Porém, finalizar jogadas sem sucesso significa dar a bola para o adversário, que com a bola nos pés os mandantes ensaiaram diversas jogadas explorando as costas de Gerson e, por consequência, das coberturas de Wesley. Explorando essa dinâmica, nosso adversário conseguiu criar suas chances mais perigosas. Até que em um momento, Gerson parou de subir no zagueiro canhoto, dando a vantagem longe do gol ao invés de correr o risco de deixar a corda estourar na defesa. Sem esse leque de jogadas para explorar, nosso adversário ficou desconfortável e começamos a ficar mais com a bola. Pela direita também construímos boas jogadas, o pivô do Gerson e as escapadas de Wesley geraram mais chances milimétricas sem êxito. Só sofreríamos mais susto nesse primeiro tempo devido ao um descuido de Rossi, descuido esse que serviu para reascender a esperança belo-horizontina, mas como só esperança não faz gol, o primeiro tempo se encerra zerado.

Para o segundo tempo, mais mudanças nesse tabuleiro de xadrez verde. Bruno Henrique entra em BH, visando explorar ainda mais os contra-ataques. Do outro lado as mudanças eram um pouco mais complexas. A entrada de um centroavante de ofício visava pesar mais a área, enquanto a opção de uma linha de quatro defensores exigiria mais uma adaptação ao nosso sistema defensivo. Agora junto com mudanças táticas, a esperança renovada conseguiu colher os frutos possíveis, mesmo sem exigir grandes intervenções de Rossi, a bola chegava na área rubro-negra. A mudança de Filipe Luís também foi sentida nas escapadas de BH, o jogo de trocação foi estabelecido. 

Mas esse jogo favorece os desesperados, favorece quem precisa de um só gol para incendiar o jogo. Então nosso professor realiza mais uma alteração, responde ao peso na área com Fabrício Bruno e renova o folego para o contra-ataque com Gonzalo Plata. Um novo padrão foi visto na partida, uma defesa sólida e incontáveis contra-ataques desperdiçados. O ditado "quem não faz, leva" começou a aparecer nas mentes flamenguistas.

Até que depois de um escanteio rápido, uma bola pingando na pequena área de Rossi e um chutão cai no pé de um natural de Belo Horizonte. Depois de ter perdido alguns duelos contra o goleiro, ele muda e decide servir Plata. O equatoriano domina a bola com o semblante de quem sonhou com a jogada, como se cada segundo já tivesse sido meticulosamente programado. A desaceleração para atrair o marcador, o drible contra a direção para não dar chance de recuperação, a direção da carregada esperando o goleiro sair e o toque de cobertura para fechar a conta. Um golaço do tamanho do futebol jogado pelo Flamengo nessas finais.

Ainda teriam minutos protocolares para serem jogados, mas o resultado já estava estabelecido. Tanto que os próprios torcedores resolveram encerrar o espetáculo mais cedo, sabendo que seu time havia sido superado. Um show de horrores, de falta de educação e de cidadania. Mas nada que interrompesse o espetáculo rubro-negro que ainda criou chances para aumentar a vantagem.

O título da Copa do Brasil não apenas reforça o tamanho e a história do Manto Sagrado, mas demonstra também, que esse grupo de jogadores esta disposto a superar qualquer adversidade, seja interna ou externa ao campo, para serem campeões. Mais um título na conta, mesmo em um ano repleto de lesões e irregularidades. Festejamos porque merecemos!

E vamos por mais!
SRN

Visita a BH, uma anunciação para o final de semana

Retornando ao Campeonato Brasileiro, um sentimento misto se faz presente. O profissionalismo e a responsabilidade rubro-negra de entrar para vencer qualquer jogo e a inevitável ansiedade pelo segundo jogo da final da Copa do Brasil. O nosso adversário, finalista da Sulamericana, também é de Belo Horizonte, mas não nos recebia com café e pão de queijo.

Além do sentimento, os onze iniciais também foram mistos. Matheus Gonçalves era o único Prata da Casa. Entre carreiras internacionais e passagem por seleções. Todos os outros titulares chegaram no Flamengo como reforços pontuais ou de peso, demonstrando assim, a qualidade do nosso elenco.

Com o apito inicial, a equipe mineira tentou impor o mando de jogo. Marcou alto e tentava criações por baixo. Também conseguiu exigir duas defesas do Rossi antes de completar dez minutos jogados. Abrindo bem os dois zagueiros, nossa saída de bola começou a ter mais sucesso e o vigor físico de Bruno Henrique e Gonzalo Plata forçaram nosso adversário a nos dar mais a bola. Mas atacante também precisa jogar para a frente. Matheus Gonçalves tabelou com Plata e fez nossa primeira finalização com direção. Logo em seguida, Bruno Henrique recebeu um ótimo passe de David Luiz, a bola escapou um pouco e a finalização encontrou a trave. O susto faz os mineiros se defenderem melhor e o jogo esfriou. Por mais que Bruno Henrique tente, o primeiro tempo termina com o placar zerado.

No intervalo, uma mudança de cada lado. Pulgar dá lugar para Evertton Araújo e enquanto nosso adversário coloca o time mais para frente. Antes mesmo da mudança adversária surtir efeito em nosso goleiro, Bruno Henrique tenta novamente, faz grande jogada e sofre a falta. A reunião de cobradores parecia estar focada em reclamar da barreira, mas a experiência de Davi Luiz é traiçoeira. Quando ninguém menos espera a cobrança vem e a desconexão da barreira também. Em um jogo em que as defesas estavam se sobressaindo, nada mais justo que o gol ser de um zagueiro.

Alterações vieram, nosso adversário fica ainda mais ofensivo. Pelo lado do Flamengo, apenas substituições para renovar o fôlego. Passamos a ocupar mais o campo de defesa e as tentativas de contra-ataque não estavam fluindo. Até que aos 25 minutos, uma virada errada de Ayrton Lucas gera a melhor chance do jogo, até ali. O mesmo jogador que errou no rebote ainda teria uma cabeça que foi em cima de Rossi. Os alívios de não ter sofrido o gol parecia pouco diante da recorrência de jogadas perigosas.

Filipe Luiz realiza suas últimas substituições. Entre fair play e arremessos de copos, nosso adversário cai na pilha da própria torcida e se desconcentra. O jogo esfria e nossos jogadores começam a ter mais a bola em situações favoráveis. Alcaraz é outro que tenta, mas detalhes acabam tirando o seu sucesso. Ainda haveria tempo para Allan ser expulso e dar a chance de um pequeno abafa para o nosso adversário.

O jogo se encerra e os três pontos são mais que bem-vindos diante do contexto apresentado. Agora o Flamengo se prepara para o jogo de domingo, o jogo mais importante da temporada.
E vamos para mais.
SRN



segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Rumo ao Penta - Ato 5

 Domingo, quatro da tarde. Era o momento mais importante da temporada rubro-negra. A festa na arquibancada buscava demonstrar apoio e fé no Mengo. Nosso adversário também é qualificado e também postula um título internacional. Mais do que fé, nossa equipe teria que ter atenção, qualificação e se a mística nos abraçar, sejamos felizes.
A escalação desfalcada não é mais surpresa, nem a maioria de jovens no banco de reservas. Os desfalques pontuais de Pulgar e Bruno Henrique seriam sentidos. A solução foi encontrada com a entrada de dois pontas e o recuo do Gerson. Ao mesmo tempo que o Coringa se afastaria da área adversária, poderíamos perder uma dinâmica importante com o Wesley, mas a saída de bola seria mais qualificada.
Com a bola rolando, a primeira jogada de perigo trouxe bem alguns dos aspectos que poderiam decidir a partida. A falta de concentração de Plata faz o passe ir nos pés do adversário e por consequência, Rossi precisou fazer sua primeira aparição no jogo. Depois do escanteio, o alívio. Não sofremos gol pela falta de atenção, nem pela escolha técnica.
Logo na nossa saída de bola, já se via que esse susto se tornaria exceção. O centroavante adversário procurava pressionar pouco, se contentava em fechar a linha de passe entre os dois zagueiros com a única intenção em atrasar a virada de jogo por baixo. Mas nossos zagueiros são qualificados e tem coragem para arriscar as jogadas para frente. Léo Ortiz soube aproveitar a vantagem muito bem, atraindo um marcador e expondo as suas costas. Gerson recebe o passe e sustenta o duelo no corpo, expondo a cobertura da cobertura. Quando o passe entra no meio, Arrascaeta ataca a última linha, puxando seu marcador e dando mais espaço para Wesley carregar, fazer o que faz de melhor. Arrascaeta favorece seus companheiros sem mesmo tocar na bola e os Deuses do Futebol o recompensam com o primeiro gol da final. Um golaço de uma equipe que sabe explorar as fragilidades do adversário, mais que isso, a explora utilizando suas principais qualidades.
Gonzalo Plata não vinha fazendo um jogo brilhante com a bola no pé, mas ganhou mais da metade das divididas que participou no jogo, correu e se entregou. No Flamengo, toda entrega é recompensada. Encurralado pelo adversário e a linha lateral, Léo Ortiz se viu obrigado em colocar a bola a bola em disputa lá na frente. O desvio de Plata encontra Gabriel, milimétricamente disponível para carregar e fazer o que faz de melhor, gol em final. Não interessa a fase, a competição ou o adversário. É o seu fardo, é predestinado.
Tão predestinado que ainda guardou mais um. Quando Michael rouba a bola, Alcaraz fica com duas opções de passes quase idênticas. Um destro na direita e um canhoto na esquerda. Em contra-ataque, dois passes vencedores, mas só um desses jogadores está entre os jogadores mais decisivos da história. Gabriel é tão místico, tão folclórico que foge de explicações, foge das lógicas. Mesmo sendo destaque de uma das maiores divisões de base do mundo, é contestado. Mesmo fazendo parte do primeiro ouro olímpico brasileiro, é tachado de derrotado. O que mais se quer dele?
Três a zero era uma mão na taça, mas ainda tinha tempo no relógio e tempo para a única negativa da partida. Tão igual ao jogo no Sul, a falha de Léo Ortiz não apaga o bom jogo que fez, mas deixa o sinal de alerta para todo o time. Fizemos um grande jogo e apesar do embate elucidar alguns caminhos para um bom jogo de volta, do outro lado ainda existe um adversário qualificado, que chegou em duas finais e que consegue achar um gol em uma única falha que acontecer na partida.
Ainda existe um jogo pelo Campeonato Brasileiro antes da segunda partida da final, mas um jogo de cada vez, como o professor falou.
E vamos para mais,
SRN

domingo, 3 de novembro de 2024

Empate Amargo: O que queremos e o que não queremos ver na final

Para jogar a rodada pendente, o Flamengo viaja ao sul. O adversário é tradicionalmente difícil, mas enfrenta-los sempre rendeu bons jogos. Ambos os times se encontram lutando por uma vaga no G4 e isso dava um caráter de confronto direto, de jogo eliminatório.

Além dos lesionados, Léo Pereira e Arrascaeta estavam suspensos. Com isso, Alcaraz e Fabrício Bruno foram escalados para substituí-los, enquanto Varela e Plata também começaram como titulares. Bruno Henrique foi nosso jogador mais avançado novamente.

O Juiz começa o jogo e sem nem mesmo um minuto completo, a primeira saída por dentro foi errada. A jogada terminou com um salvamento milimétrico de Varela e o susto foi o suficiente para acordar o time. A nossa equipe voltaria a forçar jogadas por dentro para controlar a saída de bola, diversas vezes de forma efetiva graças a um posicionamento bem particular dos nossos volantes. Ao começar a jogada, Pulgar e Evetton ficavam bem próximos, enquanto os laterais ficavam bem abertos, gerando uma janela de passe muito grande entre os zagueiros e os meias. Quando essa janela era fechada, nossos laterais tinham mais tempo para receber a bola e pensar a jogada com calma.

Construindo boas jogadas por baixo e imprimindo velocidade a partir do meio-campo, o Flamengo conseguiu criar boas chances. Nosso adversário também foi perigo quando teve a posse de bola, mas apesar da finalização na trave, Rossi não foi exigido com as mãos mais nenhuma vez, além do lance inicial. O primeiro tempo ia se encerrando aberto, com chances para ambos os lados, até que um jogador que conhecemos bem erra o tempo de bola e comete um pênalti bobo. Alcaraz converte seu segundo pênalti seguido e coloca o Flamengo na frente do placar.

O segundo tempo começa tão elétrico quanto o primeiro. Bruno Henrique finaliza em cima do goleiro depois de Evertton brigar pela bola e conseguir o passe. Mas aos 8 minutos, nossa equipe erra a saída por dentro mais uma vez, aos 11 minutos também. Em ambos os casos, nosso adversário transitou rápido e conseguiu a finalização. Os minutos se passaram e as primeiras substituições acontecem. Michael entra no lugar de Plata para responder a alteração dupla do adversário. Com mais fôlego, a pressão adversária funciona melhor e nossa equipe vai ficando sem alternativas. 

O mínimo de respiro só aconteceu quando Matheus Gonçalves entrou. Mais descansado e com ótima capacidade de se associar, ele conseguiu dar ao Flamengo alguma sequência de jogadas e assim a nossa equipe pode sair do abafa adversário. Até que aos 43 minutos, mais uma vez, tentando jogar por dentro, nosso adversário consegue para a jogada e inicia o contra-ataque. O erro cometido no início do jogo, e repetido no começo do segundo tempo, acabou resultando em gol apenas nos minutos finais da partida.

O gol no final dá um gosto amargo ao empate, mas a dificuldade do jogo e a qualidade do adversário precisam ser consideradas. Além do ponto, que também levemos ensinamentos, pois, no fim de semana, não haverá pontos em disputa, mas um título em jogo.