segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Visita a BH, uma anunciação para o final de semana

Retornando ao Campeonato Brasileiro, um sentimento misto se faz presente. O profissionalismo e a responsabilidade rubro-negra de entrar para vencer qualquer jogo e a inevitável ansiedade pelo segundo jogo da final da Copa do Brasil. O nosso adversário, finalista da Sulamericana, também é de Belo Horizonte, mas não nos recebia com café e pão de queijo.

Além do sentimento, os onze iniciais também foram mistos. Matheus Gonçalves era o único Prata da Casa. Entre carreiras internacionais e passagem por seleções. Todos os outros titulares chegaram no Flamengo como reforços pontuais ou de peso, demonstrando assim, a qualidade do nosso elenco.

Com o apito inicial, a equipe mineira tentou impor o mando de jogo. Marcou alto e tentava criações por baixo. Também conseguiu exigir duas defesas do Rossi antes de completar dez minutos jogados. Abrindo bem os dois zagueiros, nossa saída de bola começou a ter mais sucesso e o vigor físico de Bruno Henrique e Gonzalo Plata forçaram nosso adversário a nos dar mais a bola. Mas atacante também precisa jogar para a frente. Matheus Gonçalves tabelou com Plata e fez nossa primeira finalização com direção. Logo em seguida, Bruno Henrique recebeu um ótimo passe de David Luiz, a bola escapou um pouco e a finalização encontrou a trave. O susto faz os mineiros se defenderem melhor e o jogo esfriou. Por mais que Bruno Henrique tente, o primeiro tempo termina com o placar zerado.

No intervalo, uma mudança de cada lado. Pulgar dá lugar para Evertton Araújo e enquanto nosso adversário coloca o time mais para frente. Antes mesmo da mudança adversária surtir efeito em nosso goleiro, Bruno Henrique tenta novamente, faz grande jogada e sofre a falta. A reunião de cobradores parecia estar focada em reclamar da barreira, mas a experiência de Davi Luiz é traiçoeira. Quando ninguém menos espera a cobrança vem e a desconexão da barreira também. Em um jogo em que as defesas estavam se sobressaindo, nada mais justo que o gol ser de um zagueiro.

Alterações vieram, nosso adversário fica ainda mais ofensivo. Pelo lado do Flamengo, apenas substituições para renovar o fôlego. Passamos a ocupar mais o campo de defesa e as tentativas de contra-ataque não estavam fluindo. Até que aos 25 minutos, uma virada errada de Ayrton Lucas gera a melhor chance do jogo, até ali. O mesmo jogador que errou no rebote ainda teria uma cabeça que foi em cima de Rossi. Os alívios de não ter sofrido o gol parecia pouco diante da recorrência de jogadas perigosas.

Filipe Luiz realiza suas últimas substituições. Entre fair play e arremessos de copos, nosso adversário cai na pilha da própria torcida e se desconcentra. O jogo esfria e nossos jogadores começam a ter mais a bola em situações favoráveis. Alcaraz é outro que tenta, mas detalhes acabam tirando o seu sucesso. Ainda haveria tempo para Allan ser expulso e dar a chance de um pequeno abafa para o nosso adversário.

O jogo se encerra e os três pontos são mais que bem-vindos diante do contexto apresentado. Agora o Flamengo se prepara para o jogo de domingo, o jogo mais importante da temporada.
E vamos para mais.
SRN



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