Para jogar a rodada pendente, o Flamengo viaja ao sul. O adversário é tradicionalmente difícil, mas enfrenta-los sempre rendeu bons jogos. Ambos os times se encontram lutando por uma vaga no G4 e isso dava um caráter de confronto direto, de jogo eliminatório.
Além dos lesionados, Léo Pereira e Arrascaeta estavam suspensos. Com isso, Alcaraz e Fabrício Bruno foram escalados para substituí-los, enquanto Varela e Plata também começaram como titulares. Bruno Henrique foi nosso jogador mais avançado novamente.
O Juiz começa o jogo e sem nem mesmo um minuto completo, a primeira saída por dentro foi errada. A jogada terminou com um salvamento milimétrico de Varela e o susto foi o suficiente para acordar o time. A nossa equipe voltaria a forçar jogadas por dentro para controlar a saída de bola, diversas vezes de forma efetiva graças a um posicionamento bem particular dos nossos volantes. Ao começar a jogada, Pulgar e Evetton ficavam bem próximos, enquanto os laterais ficavam bem abertos, gerando uma janela de passe muito grande entre os zagueiros e os meias. Quando essa janela era fechada, nossos laterais tinham mais tempo para receber a bola e pensar a jogada com calma.
Construindo boas jogadas por baixo e imprimindo velocidade a partir do meio-campo, o Flamengo conseguiu criar boas chances. Nosso adversário também foi perigo quando teve a posse de bola, mas apesar da finalização na trave, Rossi não foi exigido com as mãos mais nenhuma vez, além do lance inicial. O primeiro tempo ia se encerrando aberto, com chances para ambos os lados, até que um jogador que conhecemos bem erra o tempo de bola e comete um pênalti bobo. Alcaraz converte seu segundo pênalti seguido e coloca o Flamengo na frente do placar.
O segundo tempo começa tão elétrico quanto o primeiro. Bruno Henrique finaliza em cima do goleiro depois de Evertton brigar pela bola e conseguir o passe. Mas aos 8 minutos, nossa equipe erra a saída por dentro mais uma vez, aos 11 minutos também. Em ambos os casos, nosso adversário transitou rápido e conseguiu a finalização. Os minutos se passaram e as primeiras substituições acontecem. Michael entra no lugar de Plata para responder a alteração dupla do adversário. Com mais fôlego, a pressão adversária funciona melhor e nossa equipe vai ficando sem alternativas.
O mínimo de respiro só aconteceu quando Matheus Gonçalves entrou. Mais descansado e com ótima capacidade de se associar, ele conseguiu dar ao Flamengo alguma sequência de jogadas e assim a nossa equipe pode sair do abafa adversário. Até que aos 43 minutos, mais uma vez, tentando jogar por dentro, nosso adversário consegue para a jogada e inicia o contra-ataque. O erro cometido no início do jogo, e repetido no começo do segundo tempo, acabou resultando em gol apenas nos minutos finais da partida.
O gol no final dá um gosto amargo ao empate, mas a dificuldade do jogo e a qualidade do adversário precisam ser consideradas. Além do ponto, que também levemos ensinamentos, pois, no fim de semana, não haverá pontos em disputa, mas um título em jogo.
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