O Flamengo não apenas venceu, mas dominou. Desde o primeiro minuto, a equipe rubro-negra mostrou que estava em outro patamar, impondo seu ritmo e controle de jogo contra o Campeão Paulista que pouco conseguiu responder. Com Pedro retornando aos onze inicias pela primeira vez desde Setembro de 2024, o artilheiro se juntou a Cebolinha e Arrascaeta e confirmaram o ditado: Em céu de Urubu, gavião não voa.
O primeiro gol veio como um prenúncio do que estava por vir, um Flamengo incisivo, que não dava trégua. Aos 5 minutos, a marcação forte fez nosso time recuperar a bola ainda no campo de ataque. Léo Ortiz coloca a bola no chão e no talento direciona a jogada. Depois de vencer divididas consecutivas, Arrascaeta abre para Cebolinha em amplitude, a jogada dos sonhos do ponta esquerda destro. Para ajudar, Ayrton Lucas faz a passagem por fora, dando uma quantidade exorbitante de opções para Everton e ele escolhe o Gol.
Pouco tempo depois Pedro, no segundo poste, encontra a trave. Se dependesse do Flamengo, o jogo seria esse. Mas existe um adversário do outro lado, que mesmo não estando na melhor fase, tem conquistas recentes e não poderia ser subestimado. Mesmo Yuri Alberto tocando na bola pela primeira vez só aos 15 minutos, ali já mostrava um Corinthians que buscava competir. Principalmente utilizando Raniele para encontrar espaços nas consta de Pedro e Arrascaeta. Filipe Luis enxergou isso e pediu para Pulgar se aproximar mais e a breve esperança paulista foi se esvaindo.
Aos 34 minutos, com o Flamengo já com controle do campo ofensivo, Arrascaeta ampliou a vantagem. Os comandados de Filipe Luis se organizam, trocam passes, manipulam a marcação e compensam movimentações. Culminando no pivô de prima de Pedro e na primorosa finalização de Arrasca que comprovam que até a mais bela jogada coletiva precisa de refino individual. E para fechar o primeiro tempo com chave de ouro, Pedro aproveitou um erro grotesco do nosso cria Hugo Souza na saída de bola e colocou o terceiro no placar.
O segundo tempo foi apenas a confirmação do domínio rubro-negro. Logo no segundo minuto Arrascaeta mostrou que qualquer brecha seria aproveitada e o Flamengo foi empilhando jogadas atrás de jogada. Aos 34 minutos, após marcação de pênalti em Arrascaeta, Pedro, assumiu a responsabilidade e fuzilou a bola no ângulo, não dando chance alguma para o maior pegador de pênaltis do Brasil. O quarto gol não apenas ampliou o placar, mas simbolizou a superioridade técnica e tática do Flamengo, que administrou o ritmo até o apito final sem dar espaço para reações.
O melhor ataque no campeonato volta a ser líder e a goleada trás a paz mais forte que qualquer pseudo-crise que os últimos dois empates poderiam trazer.
E vamos por mais.
SRN