Das competições de mata-mata, somente nos resta a Libertadores e ela sozinha já é o suficiente. A atmosfera é diferente e nem mesmo a bagunça de papel picado iria mudar isso. Flamengo foi a campo com Bruno Henrique no comando de ataque e Saul faria sua estreia na competição como titular. O Flamengo queria pressionar alto, o Flamengo queria ter bom toque na bola.
Com o apito inicial, se viu a equipe colorada subir a marcação. A necessidade de resultado somada com o apoio da torcida foram o suficiente para dar coragem, mas não foi o suficiente para ganhar o domínio emocional da partida, se quer o controle da posse de bola. O Flamengo paciente e inteligente foi se ajustando. Com Jorginho e Saul, os espaços no meio inevitavelmente foram aparecendo.
Até que, no minuto 26, nosso centroavante Bruno Henrique resolve sair da área e assumir a jogada construída por Léo Ortiz e Varela. A bola gira de lado e vai para Samuel Lino, a condução próxima ao pé e a finalização geram perigo e Rochet da rebote. Mais perigo ainda é ter sobrado para o gelado Plata que quebra a marcação com um toque de Futmesa para Arrascaeta fuzilar para o gol. O placar já estava favorável e acabava de se tornar melhor ainda.
Bruno Henrique também mostrou que poderia ajudar a equipe de uma outra maneira. Sua velocidade na faixa central do campo era ideal para puxar contra ataques, mas sua ansiedade o fez ficar milímetros a frente dos seus marcadores e, por duas vezes, teve seu gol anulado.
No segundo tempo, a entrada de Borré lançou o Internacional a frente a logo na primeira jogada, a defesa rubro-negra precisou rebater a bola para longe da área. Quatro minutos depois, o Flamengo responde e, pela bola parada, obriga Rochet a realizar três defesas na mesma jogada. Igualada as vontades, se saia melhor quem tinha mais bola no pé e isso ficou evidente nas jogadas que definiram a partida.
Com os mandantes se jogando a frente de forma desesperada, Filipe Luis lança Luiz Araújo e Pedro como resposta. Aos 36 minutos, o lance de maior perigo das duas partidas eliminatórias. Dessa vez, o cruzamento consegue chegar até Borré mas o ex-gallina colocou a bola na trave. Para fazer o gol, é necessário um cruzamento perfeito e um centroavante determinante e assim foi feito, pelo lado rubro-negro. Aos 42 minutos, depois do rebote do escanteio, a boa batida de Luiz Araújo e o bom posicionamento de Pedro selam o placar e a classificação.
Sem grandes sustos e com grandes atuações, o Flamengo encerra a série de três jogos contra o tradicional do Sul. Ainda que falte muito para o momento que desejamos, a equipe de Filipe Luis cresce no momento certo da temporada e se reinventa com novos e velhos nomes.
E vamos por mais.
SRN