quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Chuva de Plata e Catarse Rubro-Negra

Das competições de mata-mata, somente nos resta a Libertadores e ela sozinha já é o suficiente. A atmosfera é diferente e nem mesmo a bagunça de papel picado iria mudar isso. Flamengo foi a campo com Bruno Henrique no comando de ataque e Saul faria sua estreia na competição como titular. O Flamengo queria pressionar alto, o Flamengo queria ter bom toque na bola.

Com o apito inicial, se viu a equipe colorada subir a marcação. A necessidade de resultado somada com o apoio da torcida foram o suficiente para dar coragem, mas não foi o suficiente para ganhar o domínio emocional da partida, se quer o controle da posse de bola. O Flamengo paciente e inteligente foi se ajustando. Com Jorginho e Saul, os espaços no meio inevitavelmente foram aparecendo. 

Até que, no minuto 26, nosso centroavante Bruno Henrique resolve sair da área e assumir a jogada construída por Léo Ortiz e Varela. A bola gira de lado e vai para Samuel Lino, a condução próxima ao pé e a finalização geram perigo e Rochet da rebote. Mais perigo ainda é ter sobrado para o gelado Plata que quebra a marcação com um toque de Futmesa para Arrascaeta fuzilar para o gol. O placar já estava favorável e acabava de se tornar melhor ainda.

Bruno Henrique também mostrou que poderia ajudar a equipe de uma outra maneira. Sua velocidade na faixa central do campo era ideal para puxar contra ataques, mas sua ansiedade o fez ficar milímetros a frente dos seus marcadores e, por duas vezes, teve seu gol anulado.

No segundo tempo, a entrada de Borré lançou o Internacional a frente a logo na primeira jogada, a defesa rubro-negra precisou rebater a bola para longe da área. Quatro minutos depois, o Flamengo responde e, pela bola parada, obriga Rochet a realizar três defesas na mesma jogada. Igualada as vontades, se saia melhor quem tinha mais bola no pé e isso ficou evidente nas jogadas que definiram a partida.

Com os mandantes se jogando a frente de forma desesperada, Filipe Luis lança Luiz Araújo e Pedro como resposta. Aos 36 minutos, o lance de maior perigo das duas partidas eliminatórias. Dessa vez, o cruzamento consegue chegar até Borré mas o ex-gallina colocou a bola na trave. Para fazer o gol, é necessário um cruzamento perfeito e um centroavante determinante e assim foi feito, pelo lado rubro-negro. Aos 42 minutos, depois do rebote do escanteio, a boa batida de Luiz Araújo e o bom posicionamento de Pedro selam o placar e a classificação.

Sem grandes sustos e com grandes atuações, o Flamengo encerra a série de três jogos contra o tradicional do Sul. Ainda que falte muito para o momento que desejamos, a equipe de Filipe Luis cresce no momento certo da temporada e se reinventa com novos e velhos nomes.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

O Amasso Rubro-Negro em Profetização

Na noite de domingo, o Flamengo retornava para enfrentar o Internacional. Dessa vez, para escrever o segundo capitulo dessa pequena trilogia que estamos escrevendo contra a equipe de Porto Alegre. Flamengo começou a rodada líder do Campeonato Brasileiro e precisava vencer para continuar assim. Já a equipe gaúcha, escalou os reservas, o que combinava com o meio de tabela que vivenciam.

Com a bola rolando, a diferença técnica só se mostrou presente devido a diferença de ritmo das equipes. A cabeçada de Léo Pereira, no segundo minuto de jogo, não entrou. Até viria gol de cruzamento, mas o Domingo foi dia dos atacantes. Aos 6 minutos, Samuel Lino ve a ultrapassagem do lateral esquerdo Ayrton Lucas, mas prefere o passe para Arrascaeta. Nosso camisa 10 inverte o lado da jogada, para nosso lateral direito Varela. Luiz Araújo afundou e Pedro preferiu o passe atrás. Guillermo entregou para o artilheiro que não perdoou. A jogada terminou com seis Flamenguistas dentro da área, sendo dois laterais. 

Aos 9 Saul acerta o pé da trave, mas aos 11 que o segundo gol saiu. Em um contra-ataque mortal. Novamente Samuel Lino acionando Arrascaeta e novamente Arrascaeta virando o lado acelerando. A finalização do Pedro foi no único lugar que poderia entrar e igual uma tacada de sinuca, encontrou a caçapa. A diferença técnica foi convertida no placar e o ritmo do jogo esfriou, mas o primeiro tempo não se encerraria sem que Léo Pereira acertasse a trave em um giro acrobático.

Os perigos do segundo tempo foram abertos com uma finalização de longe, mas que exigiu uma boa defesa de Rossi. O Flamengo, que havia baixado o ritmo já no primeiro tempo, poderia sofrer as consequências. Aos 11 minutos, Filipe Luis decide retirar o artilheiro da noite e aciona Gonzalo Plata. A equipe responde e Guillermo Varela fez uma boa jogada pela direita que resultou em uma grande chance de Arrascaeta que foi bloqueada em último instante.

Aos 16, a recompensa pelo despertar. A marcação alta funciona e os mandantes precisam recorrer a bola longa. Ayrton Lucas ganha a dividida e acha Arrascaeta, o mago uruguaio acelera de primeira e da tempo o suficiente para Plata carregar, ajeitar o corpo e finalizar de perna direita. Mais uma tacada de sinuca, mais um gol de atacante, mais uma assistência de Arrascaeta.

A largura do placar deu um aspecto de finalizada a partida e ambos os técnicos gastam todas suas mudança em menos de 15 minutos depois do gol. A diferença foi que, por começar com os reservas, os usuais titulares entraram em jogo descansados e assim conseguiram encontrar o gol de honra, nos acréscimos, que por milímetros não foi anulado. 

O gol não nos tirou os três pontos, não nos tirou a liderança e nem o posto de melhor defesa do campeonato. Nos resta agora virar a chave para outra competição, contra o mesmo adversário, no mesmo estádio e, esperamos também, com o mesmo final.

E vamos por mais,
SRN

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

No Maracanã, Flamengo responde à pressão, bate o Mirassol e segue rumo ao bicampeonato

Necessitando dar uma resposta, os comandados de Filipe Luis retornaram ao Maracanã. O adversário da rodada foi o Mirassol, os estreantes do campeonato também estreavam no Templo Sagrado do Futebol e ostentavam uma sequencia de nove jogos sem derrotas. O confronto não era fácil, mas a escalação rubro-negra, se juntando com o fator casa, exigia uma vitória.

O Flamengo começou o jogo tentando ditar o ritmo, pressionando desde os primeiros minutos, mas a sensação do campeonato resolveu aprontar. Com uma saída de bola muito bem organizada e com jogadores super capazes de encontrar os espaços, nossa marcação alta começou o jogo com muitos problemas, mas a diferença técnica entres as equipes evitou que o Mirassol pisasse na nossa área, obrigando Rossi a defender chutes de longe. Quando nós tentamos sair jogando, os comandados de Rafael Guanaes tambem tentavam atrapalhar a primeira construção e ai encontramos nossos melhores momentos no jogo.

Aos 19 minutos veio o primeiro gol. Depois de uma boa construção por baixo, ganhamos o escanteio, mais um dos nossos pontos fortes. O gol não veio, mas ganhamos o rebote e Samuel Lino fez o simples, mas que muitos pontas tem dificuldades. O dentro cortou para a canhota e cruzou exatamente na cabeça de Léo Pereira que ainda não havia voltado para a zaga. Nosso zagueiro, com faro de centroavante, não perdoou e abriu o placar.

O gol não abalou a confiança dos visitante que continuaram com sua estratégia ousada, obrigando o Flamengo a manter a intensidade alta, mas o primeiro tempo se encerrou sem alterações no placar.

O segundo tempo se inicia sem alterações, mas as constantes falhas na nossa marcação alta sobrecarregou nosso centroavante e Luiz Araújo entrou para dar mais fôlego para a equipe. Uma lei do ex estava a caminho, mas antes disso, Arrascaeta precisava de uma participação em gol pela partida que fazia e aos 22 minutos, já fazendo dupla com o Equatoriano, a conexão veio. Quando o Uruguaio recebeu a bola, e já enxergava a jogada que queria fazer, Plata só precisou acompanhar e atacar o segundo ponte. O passe milimétrico, com o efeito certo para fugir dos zagueiro e encontrar nosso atacante.

Sem muito mais a perder, o Mirassol se lançou mais ao ataque e com um velho conhecido nosso, diminuiu o placar. O não-tão-prestigiado- Gabriel encontrou rebote e, com certo espaço, conseguiu ajeitar e tirar a bola do alcance da nossa defesa. Flamengo tentou responder em uma jogada que inverteu o eixo de apoio do segundo gol. Plata faz o pivô para Arrascaeta, mas a finalização encontra uma grande defesa de Walter. Na sequencia, a resposta do time paulista. O contra-ataque de escanteio é um dos mais perigosos do jogo, mas Rossi impediu o que seria o gol de empate.

Sem tempo para mais nada, a vitória do Flamengo abre três pontos na liderança do campeonato, aumentando a pressão sobre os perseguidores. O Flamengo segue líder, com um jogo a menos. Segue sendo o melhor ataque do campeonato, a melhor defesa e mesmo com ocasionais dificuldades, os comandados de Filipe Luis seguem fazendo um campeonato quase perfeito.

E vamos para mais,
SRN

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Golpe mais duro da temporada?

 O Flamengo chegou à Arena MRV com a missão clara: reverter o placar agregado após o empate em 1x1 no Maracanã. Os onze selecionados por Filipe Luis para começar o jogo poderiam não ser o dos sonhos, mas não havia duvida que eram capazes de buscar, ao menos, um gol.

Os comandados de Filipe Luís começaram pressionando, mas o Atlético-MG, seguro defensivamente, fechou os espaços com a mesma qualidade das duas partidas anteriores, da mesma forma que o Flamengo controlava a posse de bola e o campo de ataque. A principal diferença foi que o perde-pressiona rubro-negro estava mais encaixado e isso permitiu que os jogadores ofensivos arriscassem mais. Primeiro Pedro tenta de longe, mas só depois que nossos quatro atacantes resolvem trocar passes rápidos pelo meio que o risco se paga. Aos 21 minutos, a jogada que acendeu a esperança rubro-negra. Plata cobra o lateral e Varela aciona o pivô do Pedro que solta para Plata. O Equatoriano tabela copm Wallace Yan e encontrou Everton na área, o ponta deu um come seco no zagueiro e bateu de biquinho para abrir o placar.

O segundo tempo foi um teste de resistência. Os mandantes cresceram no jogo e partiram para o ataque. Scarpa acertou a trave duas vezes, e Rossi brilhou em defesas cruciais. Filipe Luis tentou renoar o fôlego da equipe, mas as substituições não foram o suficiente para o Flamengo retomar o controle da partida. Mesmo sem o controle, algumas chances foram criadas, mas muito mais devido ao excesso de animosidade que carregava a partida.

Nas cobranças, o drama se intensificou. Arrascaeta e Jorginho converteram com categoria. Rossi defendeu de Alonso, colocando o Flamengo na frente, mas Samuel Lino e Wallace Yan não conseguiram trazer a classificação e o placar de 4x3 nos pênaltis encerrou a curta campanha rubro-negra na Copa do Brasil.

A eliminação veio nos detalhes, contra um adversário que estava especialmente mordido contra a gente. Com menos uma chance de título na temporada, os olhos se voltam a prêmios maiores. Mais sedentos e mais atentos.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Flamengo e Ceará dividem os pontos em jogo morno

Em Fortaleza, os comandados de Filipe Luis encontraram um Vozão disposto a complicar a vida rubro-negra. Os onze iniciais buscava a confiança que terminou o último jogo Emerson Royal e Samuel Lino estreavam como titulares. Mesmo com a posse de bola dominante desde os primeiros minutos, a equipe rubro-negra demorou a converter seu controle em chances claras e retornou ao Rio de Janeiro somente com um ponto na bagagem. 

Plata, aos 10 minutos de jogo, começou os esforços de gol. A finalização clássica do Ponta invertido obrigou o alto goleiro Bruno Ferreira a realizar uma boa defesa. Mas nosso adversário fechou bem o coração da área e sempre enticou os contra-ataques quando teve chance.

Aos 35 minutos do primeiro tempo, Plata recebe aberto, aciona a ultrapassagem de Royal, mas o cruzamento rasante não encontra ninguém para a escorada final. Aos 38 minutos, também pela direita., foi a vez de Emerson fazer a amplitude para Plata atacar o espaço. Recebendo uma linda bola cavada de Léo Ortiz, Plata somente ajeitou de cabeça para Arrascaeta finalizar de canhota no canto esquerdo.

O segundo tempo, no entanto, trouxe um Ceará renovado e um Flamengo que não conseguia manter controle igual ao primeiro tempo. Aos 23 minutos, Lucas Mugni cobrou escanteio, Rossi falhou na saída, e Pedro Raúl aproveitou para empatar de cabeça. As substituições de Filipe Luís buscaram equilíbrio, com a entrada de Allan e Juninho, mas o time não encontrou a criatividade necessária para desmontar o bloqueio cearense. No fim, o 1x1 refletiu um jogo de contrastes: domínio rubro-negro sem eficácia, e um adversário pragmático que soube capitalizar seu momento.

Agora, o Flamengo volta ao Rio com um ponto conquistado, mas a sensação de que poderia ter feito mais. A equipe segue líder, melhor ataque e melhor defesa, mas também passa por uma fase que revela mais fragilidades e necessidade de ajustes do que se via em outros momentos da competição.

E vamos por mais.
SRN