Especialidades e padrões
Copa América vai entrando na reta final e esse inverno futebolístico, que começou dia 13 de Junho, começa a se encerrar. Com a eliminação do Chile, Pulgar retorna ao elenco, mas não aos onze iniciais. Léo Ortiz é exigido a jogar de volante mais uma vez e ainda podemos usar a metáfora da colcha de retalhos para cantar a nossa escalação. Para deixar menos titular ainda, Pedro vai ao banco para Carlinhos iniciar sua segunda partida no campeonato.
O desgaste finalmente atingiu o nosso matador, um desgaste que tem sido notado na maioria dos jogadores da nossa equipe. Em alguns jogos, desde o começo da Copa América, não conseguimos ter pulmão para competir os 90 minutos e em alguns jogos até tomamos um gol no final, sendo um deles irrecuperável. Mas o que podemos fazer se não conseguimos nos desvencilhar desse padrão? Podemos estabelecer um outro. É o terceiro jogo consecutivo que conseguimos abrir o placar antes dos 20 minutos. Se não tem fôlego no final, o fôlego inicial precisa ser efetivo, e nada mais efetivo nesse Flamengo que a bola parada.
Luiz Araújo começou o jogo centralizado, sua principal função era evitar que os zagueiros adversários achassem o passe para os volantes. Quando o Flamengo tinha a bola, ele era um segundo atacante. Aos 13 minutos, ele ainda buscava os espaços nessa nova função quando recebeu uma falta perto da área. Era hora de apelar para a especialidade. A bola viaja por toda a área até encontra Bruno Henrique no segundo poste. O velocista, que está mais que acostumado a vencer esse duelo, apenas escora para o gol.
Mas esse time não tem só essa especialidade. Um time organizado sempre sabe onde cada jogador está, sabe que cada ação precisa de uma compensação. O que poderia ser um simples passe zagueiro-lateral toma um rumo muito mais complexo, Fabricio Bruno opta pela construção por dentro e três passes depois a bola finalmente chega ao Wesley. Especialistas em construção movendo a bola rápido até achar um lateral especialista em profundidade atacando a área, faltava só o centroavante, o especialista em gol. A finalização do Wesley encontra a trave e Carlinhos entra no circuito para dobrar o placar.
No segundo tempo ainda teve tempo do nosso lateral esquerdo, especialista em carregar a bola, entrar para a festa. Ayrton Lucas passa por dois, resiste ao contato e finaliza no cantinho.
O susto que foi o pênalti foi rapidamente silenciado por uma expulsão. Bruno Henrique estava elevado pela metrópoles mineira. BH27 ainda iria receber um presente do nosso matador Pedro, que virou especialista em assistência, para deixar bem evidente. Em terra de galo, quem canta é Urubu.
Se é possível ter jogo difícil quando se espera um jogo fácil, ontem jogamos fácil contra um adversário que deveria ser difícil. É irrefutável, somos lideres porque jogamos como tal, temos o melhor ataque porque jamais perdemos o apetite.
E vamos para mais.
SRN
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