Doze dias se passaram desde que o Flamengo entrou em campo pela última vez. Naquela ocasião, os sentimentos eram de confiança e esperança. O reencontro com o campo trazia um rival carioca. Uma dupla com iniciais parecidas, mas distantes na tabela.
A escalação vinha cheia de desfalques por causa desse período. Arrascaeta e Plata tinham condições de alguma minutagem enquanto Gerson, Pulgar e Nico de la Cruz sequer foram ao banco. Léo Ortiz assume a volância, Alcaraz e Matheus Gonçalves completam o meio.
A bola rola e rapidamente se nota o perfil rubro-negro. A marcação alta e um desejo de controlar o jogo através da posse de bola. A primeira finalização foi do adversário, mas a primeira grande chance veio com Bruno Henrique. Mais chances foram criadas, principalmente pela marcação alta, no entanto depois da finalização de Alcaraz encontrar a trave, nosso rival abriu mão de sair por baixo e começou a apostar em bolas longas.
Entre divididas aéreas e rasteiras, entre 15 e 20 minutos, nosso rival consegue vencer várias vezes a disputa pela segunda bola e afasta o nosso time da área. O jogo esfria, mas não por muito tempo. Com algumas vitórias em bolas divididas, o Flamengo acelera para aproveitar o raro espaço nas costas da defesa e as laterais se provou como caminha mais efetivo para chegar a área. Com uma sequência de boas jogadas se viu um grande esforço do nosso adversário em bloquear nossas finalizações e evitar que o trabalho chegue no goleiro. O primeiro tempo ia se encerrando quando a grande chance do jogo aconteceu, junto com a grande defesa do Rossi. Uma defesa que mantinha viva a confiança e a esperança no resultado.
Esperança essa que foi afogada logo no início do segundo tempo. A falta de pressão no portador da bola, timing do bote errado e o desespero para correr para trás contra um time que buscava essa situação foi fatal, tão fatal que aconteceu novamente. Divididas consecutivas no meio-campo, um lapso de concentração e ataques rápidos contra a última linha logo depois de ganhar a bola.
Michael e Gonzalo Plata entram, mas somente com a adição de Arrascaeta e Alex Sandro é que o Flamengo volta a se organizar. Com 20 minutos restando de jogo, as poucas viradas de jogo encontravam coberturas rápidas e nossos cruzamentos não tinham um alvo ideal. O jogo se encerra do mesmo jeito que se apresentou depois do segundo gol, com tranquilidade para o nosso rival.
Agora estamos nove pontos atrás do líder, um ponto afrente da Pré-Libertadores e um confronto de extrema importância no horizonte.
E vamos para mais
SRN
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