Um fato novo, uma nova história, uma virada de chave. Os pretextos não interessavam mais, a semana começou com uma mudança de paradigma e a expectativa para o jogo de ontem era máxima. Esse era o contexto que o Flamengo se encontrava enquanto precisava manter um sonho possível. Quatro jogos separavam a nossa equipe do título da Copa do Brasil, mas só é possível jogar um jogo de cada vez e ontem era importante dar mais um passo.
A escalação apresentou algumas mudanças, em relação ao último jogo e ao último trabalho. Gabriel Barbosa voltava aos onze iniciais, enquanto Léo Ortiz retornava à zaga. Pode parecer surpresa para alguns, mas olhando os onze completos, não se viu nenhuma improvisação. Uma escalação descomplicada, mas sem perder a elegância.
A saída de bola foi dada pelos visitantes, mas a nossa equipe não gostou disso. A pressão foi iniciada no primeiro momento e com quarenta segundos Arrascaeta rouba a bola. A triangulação com Nico e Gerson resulta em um cruzamento rasteiro, antecipado pelo goleiro adversário, mas já se notava a atitude que a nossa equipe teria nesse jogo. Outros dois fatores importantes foram previstos nessa jogada, o duelo entre nosso batalhão ofensivo contra nosso ex-jogador e a ansiedade desse goleiro em enfrentar o seu clube formador.
A primeira defesa difícil aconteceu aos três minutos, a segunda aos 16 e a terceira aos 30. Essa última seria para trazer o maraca abaixo, mas também traz um aspecto importante de um ajuste tático de Filipe Luis. As duas primeiras finalizações vieram de bolas roubadas na frente, mas logo depois da primeira, nosso técnico já avisou, o jogo era por fora. A terceira finalização já mostrava que o time tinha assimilado a instrução, mas a mais importante foi a finalização seguinte.
A jogada se inicia em uma cobrança de lateral do adversário. Pulgar dá o combate, Gerson arredonda e De la Cruz dribla e consegue espaço para a carregada. A jogada se direciona para o outro lado, expondo a fragilidade da linha de três volantes do adversário. Quando Bruno Henrique recebe, ele tem um leque de possibilidades, mas opta pela ultrapassagem de Alex Sandro por fora. Ao levantar a cabeça, ele vê uma área preenchida, três jogadores rubro-negros, mas ele vê algo mais vantajoso ainda. Uma antecipação do goleiro adversário em fechar o cruzamento, o canto estava exposto e a batida veio.
A nossa equipe se mantém no campo de ataque, pressiona e busca a finalização, mas nesse período, sem exigir a participação do goleiro adversário. Ainda assim, o primeiro tempo não se encerraria antes do nosso adversário dar a primeira finalização no jogo, um indício que nosso adversário poderia buscar o Gol de empate. Não foi o que o técnico adversário preferia. Para o segundo tempo, três alterações de jogadores e uma alteração tática. Três volantes virou três zagueiros e agora Bruno Henrique tinha um lateral mais descansado, mais jovem e mais protegido para bater.
Com a bola rolando, ainda se via fragilidades no meio-campo e ainda se via um Flamengo pressionante. Nosso adversário desejava voltar vivo para o jogo de volta e povoou a área, mas a mudança tática passou a exigir comportamentos diferentes da nossa equipe e nem sempre dava certo.
O jogo ficou mais aberto, a bola encontrou ambas as traves, mas nossa capacidade criativa era superior e continuamos exigindo grandes defesas do nosso ex-goleiro.
Nosso adversário esgotou suas alterações e agora, além de um time diferente do primeiro tempo, também possuía um meio-campo mais descansado. Pouco a pouco, nosso adversário foi ficando mais confortável com a bola. As entradas de Michael e Matheus Gonçalves renovam o fôlego, mas acabam não surtindo efeito no meio-campo. Até que acontece um escanteio, um bate e rebate e Léo Pereira precisa bloquear uma finalização em cima da linha. Mais alterações acontecem e o jogo se encerra.
Em um campeonato em que o resultado importa muito mais, voltamos para casa com um Gol de vantagem. Se for para falar de desempenho, temos mais perspectivas para o próximo jogo.
E vamos para mais.
SRN
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