terça-feira, 22 de outubro de 2024

Rumo ao Penta - Ato 4

Estamos na final! Contra tudo e contra todos, chegamos na terceira final consecutiva da Copa do Brasil e estamos a dois jogos de confirmar o título. Do jogo de ida, trazemos um gol de vantagem, mas também a certeza de que tínhamos condição de fazer uma grande partida e de até aumentar a vantagem.

A escalação trouxe de volta os selecionáveis remanescentes da Data FIFA. Pulgar, Nico e Gerson se juntavam a De Arrascaeta no meio. Alex Sandro retornava à lateral esquerda, assim como foi no jogo de ida.

O começo do jogo foi protocolar. Os mandantes tentavam acelerar jogadas enquanto o nosso time procurava trocar passes fáceis, acelerando somente quando o adversário errasse algum posicionamento. Nesse ritmo, nosso adversário teve as duas primeiras bolas paradas do jogo, mas foi para o nosso lado que a primeira grande emoção veio. O gol de Alex Sandro foi anulado por milímetros, mas já avisava que o jogo seria mais apertado que essa unidade de medida.

Nossa pressão estava encaixada, nosso Prata da casa era obrigado a rifar bolas e ganhávamos as divididas subsequentes. O ímpeto inicial já havia cessado, o perigo se afastava. Até que, em uma bola curta, Bruno Henrique lê mal a jogada e acaba sendo expulso. A tranquilidade que ameaçou dar as caras deu certeza de que não viria jamais. Filipe Luís responde rápido, Gabriel cede espaço para Fabrício Bruno. O Flamengo coloca cinco jogadores na última linha, Arrascaeta era o mais avançado protegido pelo restante dos jogadores da Data FIFA.

Com o elenco quem o Flamengo tem, opções de ajustes não faltam. Opções válidas, agressivas ou defensivas, priorizando o meio ou a lateral. Mas somente Filipe Luiz tem o poder de tomar essa decisão e somente o campo pode julgar qual alteração é a certa ou a errada.

Nosso adversário já havia demostrado um interesse maior em construir pelas alas e essa mudança exigia mais de nossos volantes sobre nesses setores, mas em compensação, a área estaria bem preenchida. Voltando para o segundo tempo, as mudanças do nosso adversário povoaram também o corredor interno. Essa região preciosa do campo seria disputada até o final do jogo e estava na hora de ver se dez Flamenguistas teriam a capacidade de superar onze adversários.

O campo julgou e o campo decidiu. Diante do embate tático a qualidade técnica do Flamengo foi superior diante da vantagem numérica. Rossi precisou de grandes intervenções apenas duas vezes. Na primeira aos 15 minutos do segundo tempo, um atraso na cobertura exigiu uma grande defesa. A segunda aconteceu somente aos 42 minutos, quando um passe descuidado gerou um contra ataque e a finalização frontal foi seguramente encaixada. Nesse meio tempo, nosso pulmão também conhecido como Gerson, teve a chance de fazer o golaço da classificação, mas acabou tirando demais.

O apito final trouxe a classificação e o jogo trouxe a certeza que temos qualidade e coração o suficiente para superar qualquer adversidade. As finais da Copa do Brasil serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro. Até lá.
E vamos para mais,
SRN

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