quinta-feira, 29 de maio de 2025

Com Sufoco e Alívio, Um Ciclo Fechado

Precisando vencer para se classificar, o Flamengo enfrentou o Deportivo Táchira na última rodada da fase de grupos da libertadores. Uma simples vitória classificaria, mas existia a chance de um bônus, se o placar fosse elástico o suficiente, poderíamos classificar em primeiro, dependendo o resultado do outro jogo também. Para essa missão, Filipe Luis colocou Arrascaeta e Pedro, nossos jogadores mais determinantes, como dupla de frente.

O jogo começou e logo foi vista a distancia entre as estratégia adotadas. Além a influencia do contexto que ambas as equipes se encontravam. Se poder perder mais nada, porque já havia perdido tudo, a equipe Venezuelana passou trinta minutos de jogo com 11 jogadores atrás da linha da bola e com a tranquilidade que somente bicões para o lado eram o suficiente para cumprir sua missão. Já a equipe rubro-negra, precisava encontrar caminhos estreitos até o gol de Jesús Camargo. Se aproveitando da hiperatividade de Michael, o Flamengo buscou bastante o lado esquerdo e aos 4 minutos, Allan realizou sua primeira finalização. Aos 17, um raro espaço no corredor central permitiu que Léo Ortiz utilizasse Arrascaeta e Pedro, aa decisão final caiu nos pés de Luiz Araújo, mas o pé de Jesús Camargo também estava lá. Os venezuelanos aprenderam com as jogadas e as outras chances do Flamengo só seriam chutes de longe ou cruzamentos, ambas insuficientes para abrir o placar no primeiro tempo.

No segundo tempo, Bruno Henrique entrou no lugar de Michael. Logo na sua primeira jogada, BH cruza e encontra Gerson na pequena área, mas o goleiro venezuelano defende e se consolida como um grande personagem da partida, ate ali. Aos sete minutos, Gerson rouba uma bola e acelera em contrataque. Luiz Araújo faz grande jogada, mas quando a bola cai no pé de Arrascaeta, a finalização sai fraca e a ansiedade vai chegando perto do incontrolável. Mas aos 20 minutos o grito que estava entalado se explode. Luiz Araújo combina a jogada com Léo Pereira. O Cruzamento sai perfeito, mais perfeito ainda é a finalização de primeira do nosso zagueiro. Com a vantagem no placar, Filipe Luis saca Pedro e Arrascaeta para colocar Wallace Yan e Evertton Araujo. O time ganhava mais mobilidade e mais combate, mas também ganhava mais inexperiência. 

Os minutos foram passando e o Flamengo não conseguiu encontrar o segundo gol. mesmo com a bola rondando o campo de ataque, a qualidade e o volume das finalizações diminuíram. Nos últimos 10 minutos de jogo, o contexto emocional gritou. A ousadia de quem não tinha nada a perder encontrou o nervosismo de quem podia perder tudo em um mísero vacilo. Deportivo Táchira se lançou a frente e sem ver Alex Sandro, Rossi não sai completo e cede o escanteio. A bola foi para o perigo e novamente, uma dividida entre dois rubro-negro da uma pequena vantagem para o adversário. O silencio tomou conta do mundo quando Lucas Cano teve a bola em seu pé, mas o alivio teve um nome, Augustin Rossi. Novamente herói, o argentino vai se consolidando como um dos maiores nomes desse elenco.

O apito final trouxe a classificação em segundo lugar, situação que só será analisada em agosto. Até lá, Fortaleza no domingo e mundial logo na esquina. Flamengo chega a três vitorias seguidas pela primeira vez desde o carioca. Todo time tem seus defeitos e qualidades, e entre erros e acertos, Flamengo tem o melhor momento na temporada.

E vamos por mais.
SRN

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