Com a entrada de Bruno Henrique, Danilo e Ayrton Lucas, Flamengo se apresenta na Argentina com a oportunidade de se vingar da derrota no dia 09 de abril. Naquele primeiro encontro, a equipe argentina fez mais que expor fragilidades na equipe de Filipe Luis, mas conseguiu ser decisiva e concretizar o resultado. Na quarta-feira do dia 07 de maio, o Flamengo buscava mais que o resultado diferente, mas um desempenho superior.
A bola rola, a subjetividade e as expectativas criadas para o jogo diminuem, revelando o campo como o professor supremo a quem toda a concentração pertence e as muitas divididas confirmam a expectativa decisiva do confronto. Em uma dessas divididas, Pedro consegue dar a sobra para Bruno Henrique que, desequilibrado, chuta para fora. A equipe de Córdoba, pouco tempo depois, responde com uma finalização de longe e exigindo a primeira defesa do argentino Rossi.
Aos 9 minutos de jogo, depois do pivô do Gerson acionar Arrascaeta em movimento. O Mago uruguaio domina driblando e ganha tempo. Carrega para o pé esquerdo e , de canhota e no jeitinho, abre o placar. Com o placar favorável já no começo do jogo, a criação de expectativa em uma vitória fácil. Mal sabia que a noite na Argentina seria longa e frustrante. Já com a equipe mandante se posicionando melhor na partida, o chutão de Léo Pereira da a chance de Pedro dividir a bola no alto, mas sem sucesso, a sobra fica para Gerson em uma condição melhor. Melhor ainda estava Arrascaeta. Com campo aberto para conduzir, ele encontra uma jogada mais fácil que seu gol, mas a finalização sai fraca e o goleiro adversário defende sem rebote.
Nosso adversário aceitou o perdão de Arrascaeta e começou a ocupar mais o campo de ataque. Mesmo sem conseguir construir jogadas trabalhadas, a equipe de Córdoba buscava alternativas. Mudou os pontas de lado, tentou viradas de jogo. Mas aos 33 minutos, depois de uma bola parada em dois tempos, sua melhor chance no jogo até ali. Mais uma vez, sem bola trabalhada, mas depois de um presente que Pulgar ofereceu. Felizmente Rossi não concordou e fez uma defesaça. O pesadelo foi se tornando cada vez mais real.
A volta para a etapa final trazia no ar uma tensão velada. Sentindo a necessidade de melhorar a marcação alta, Filipe Luis lança Juninho no lugar de Pedro. Nos primeiros minutos do segundo tempo foi a vez de Juninho receber o presente, mas o centroavante desperdiça a chance. Chance que não voltaria a se repetir. Aos poucos, a equipe rubro-negra foi sendo corroída pela falta de intensidade. O time argentino, mesmo limitado tecnicamente, cresceu na base da insistência. Ganhavam divididas e se aproximavam da área.
Até que aos 17 minutos, os pessimistas ganharam razão. Depois de dois cruzamentos, o empate vem. Um castigo anunciado, mas evitável. E o drama ainda tinha mais um ato. Aos 28 minutos, chega a vez de Danilo entregar o presente. O ponta Angulo cisca o presenteador e finaliza. A bola bate no braço de Léo Pereira, o arbitro marca pênalti. A tragédia se desenha, mas o VAR intervém. O alívio é breve, quase irônico, porque o Flamengo já não tem força, nem criatividade para buscar a vitória.
Antes do jogo começar, era sabido que o empate não era um bom resultado. A bola rolou, o jogo foi jogado e no final, o empate não fica de todo ruim perante ao fraco desempenho apresentado, coletivamente, pelo Flamengo.
E vamos para mais.
SRN
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