segunda-feira, 17 de junho de 2024

Faltou perna, sobrou raça

Flamengo vinha de 6 vitorias seguidas. Uma sequencia otimista demais para uma escalação cheia de desfalques. Apesar de quase nenhuma ser surpresa, as improvisações exigem cautela. Zagueiro jogando de lateral, zagueiro jogando de volante e zagueiros jogando de zagueiro é desdobramento demais. Já nosso adversário veio para essa partida invencível na própria casa, algo que tem se tornado bastante comum nos últimos anos.

Com a bola rolando, mais uma vez o Flamengo apresenta sua principal característica, competir. Brigando por divididas, organizando as próprias coberturas e utilizando do talento quando fosse possível. A estratégia de anular o adversário para aproveitar o que sobrar do jogo durou por grande parte do jogo. Mesmo não conseguindo impor o controle habitual que a torcida está acostumada, nosso time conseguia desarmar mais o adversário e com a eventual posse de bola, conseguíamos levar mais perigo que o Rossi sofria.

Um jogo que estava calmamente caminhando para um zero a zero, um jogo muito mais calmo que a historia do confronto exigia. Para sair na frente do placar, o Flamengo precisava de mais sangue, de mais tempero. De alguém, que mesmo do banco, teve seu nome xingado pela torcida local. O Flamengo cresce com a entrada de Gabriel Barbosa. O caos que gira no entorno desse jogador contagia a nossa equipe.

Contagia a ponto de um zagueiro que estava jogando de zagueiro ir para o ataque. David Luiz, mais uma vez demostra repertorio para achar o pivô do Pedro e atacar o espaço. Por milímetro o agente do caos não é recompensado com o gol.

Mas o caos tem seu preço, as improvisações também e após uma substituição tripla, o caos toma forma de furação. Nosso adversário encontra o seu melhor momento da partida e se o caos é bom para quem está atacando, é péssimo para quem está defendendo. um a zero para os caras em um pênalti marcado aos 43 minutos e batido aos 47.

Sem muito tempo para organização, sem muito tempo para erro. O abafa acontece e em um cruzamento milimétrico, Pedro exige a defesa da partida. Por que, contra a gente, todo goleiro vira melhor do mundo?

Mas o caos não privilegia defesas, o caos não poderia dar as costas para quem o pôs em jogo. Luiz Araújo faz outro cruzamento perfeito, dessa vez encontra um menino. Em um jogo que decidia liderança de campeonato, aonde zagueiros tem talento para fazer diversas funções, o caos abençoa aquele que tinha apenas a vontade e a raça que vos é ensinada na base Rubro-Negra. Evertton vestiu essa camisa e honra o manto, não pelo gol, mas por ter si colocado a disposição e por não ter desistido.

Ao final da rodada, não somos mais líder, mas se seguirmos o exemplo do nosso menino não tenho dúvidas que conquistaremos grandes feitos esse ano.

E vamos por mais,
SRN.

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