segunda-feira, 24 de junho de 2024

Um quarto do Brasileirão já foi.

Na nona rodada o Flamengo teve um confronto direto pela liderança, na décima também. Com o nosso recente empate adicionado em nossa sequencia invicta, a concha de retalhos que é a escalação do Flamengo fica um pouco mais original. Ayrton Lucas retorna ao time, mas Ortiz continua na volância.
Com a bola rolando os cinco primeiros minutos até empolgaram, mas o que se viu depois disso foi um meio campo muito entrosado do nosso adversário. Para cada ajuste que nosso bloco defensivo fazia, eles tinham uma resposta e ficava essa sensação de correr e correr e não chegar a lugar algum. Quando tinha a bola o Flamengo até sabia manipular o adversário, mas pra fazer gol, tem que correr risco. Pagar esse risco significaria dar novamente a bola ao adversário e ficar correndo atrás.
Com esse cenário, ambos os times resolveram pecar no mesmo quesito, entrar na área adversaria. Enquanto o time do nosso ex-técnico não tinha o refino, nem a rapidez necessária para furar a ultima linha, nosso pelotão de frente estava pecando na tomada de decisão. Nenhum goleiro estava sendo destaque do jogo.
O Flamengo é o melhor ataque do campeonato, não a melhor defesa. Esse Flamengo aceita riscos.
Lorran enfrentou seus defensores e conseguiu achar um passe para o Pedro. Nosso nove tem o refino necessário para, a um toque, deixar a bola a feição para Gerson, que também a um toque, fazer o primeiro gol da noite. Em uma de poucas chances, uma foi contabilizada.
Mesmo sentindo o Gol, nosso adversário não cedeu o controle da partida e a equipe baiana mostrou o porquê de brigar pelo titulo. Em três toques a bola vai do zagueiro ao atacante, cortando o bloco defensivo como nunca tinha sido feito na temporada.
O empate foi levado para o vestiário e no segundo tempo, só virou o lado, ainda não conseguíamos assumir o controle da partida. Mudança efetiva só aconteceu com a entrada de Gabi e Allan, que retornava de lesão. Tite coloca dois atacantes para pressionar a ultima linha do adversário enquanto reforma o combate no meio campo. O panorama, finalmente, muda também e enfim, o Flamengo tem o controle do jogo. Mesmo sem conseguir testar o goleiro adversário, pouco a pouco a mudança foi sendo assimilada e quatro substituições renovam a energia da equipe nordestina. Mais uma vez nossa equipe parecia não demostrar perna para correr até o final do jogo. 
Mas esse time não é um qualquer e esse gol está longe de ser surpresa. Os mais analistas dirão que foi ensaiado, os mais emocionados dirão que foi destino. Eu direi que é os dois, ou que é tudo junto e misturado. Eu sei que foi Gol!
De 2019 até 2022, de campeão da Libertadores para outro campeão de Libertadores, mas não juntos. O passado colocou os nomes de Gerson e David Luiz na historia, porém mais histórico ainda é ter um grupo que já ganhou muito, e ainda briga por cada jogo como se fosse uma final.

E vamos para mais,
SRN

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