Hoje tem muito futebol para falar, mas muito pouco a ser dito. Muito pouco a ser dito porque, realmente, faltam palavras para definir o jogo de ontem com adjetivos que não sejam descritos no nosso código penal. Então apelando para os clichês, é baile, é chocolate, é goleada, é um momento digno de ser aproveitado, de zoar colega, de mandar áudio no grupo da família. Tudo no âmbito esportivo, é claro, porque quando o assunto é esporte, não há ninguém melhor que nós.
O jogo de ontem pode ser resumido em dois momentos. O susto inicial, um chute de rara felicidade e de muita confiança. A abertura do placar enganou nossos adversários, lhe deu a confiança de achar que poderiam nos marcar alto, que poderiam sair jogando com facilidade. Aí entra o segundo momento do jogo, o choque de realidade. Nosso freguês não está pronto para jogar contra a gente, ainda existe um abismo de competitividade entre as duas equipes.
Seis gols de seis jogadores diferentes em seis jogadas diferentes não acontece por acaso. Ontem foi uma goleada da coletividade, dia de esbanjar repertorio. Um jogo para espantar o momento ruim, um jogo para consolidar a primeira metade do ano. Uma temporada de virada de chave, uma temporada histórica.
Gostaria de destacar as movimentações do Varela. Muitas vezes se apresentando no meio do bloco e por vezes até do lado esquerdo. Ainda não me parece algo que esteja completamente assimilado pelo jogador e pela equipe, mas essa versatilidade pode se apresentar com muita utilidade em jogos difíceis. Um lado direito com muita movimentação com Gerson e Varella e um lado esquerdo com muita efetividade, liderados pelo Everton.
Everton que se consolida como nosso principal jogador para colocar a bola na zona de perigo. Pedro é nosso Umbabarauma, tem que ficar dentro da área, mas a bola precisa chegar e, esse ano, ninguém melhor que Cebolinha para fazer essa função. Não atoa, nossos piores jogos aconteceram na ausência dele.
E não se deixem levar pelo discurso do emocional, o goleiro dos caras já estava sendo o melhor da partida antes mesmo de conseguirmos empatar o jogo. O jogo de ontem foi vencido jogando bola, sem desculpinha, sem fofoca.
Ano passado eles abandoaram com quatro, esse ano foi seis. Se o freguês continuar abandonando a caravela, ano que vem vai ser pior.
E vamos para mais.
SRN

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