domingo, 11 de agosto de 2024

Contra tudo e contra todos!

O jogo de 180 voltou da pausa. Resultados se mantêm no agregado, mas uma semana inteira aconteceu entre o apito final do jogo de ida para o apito inicial de ontem. Muitas coisas podem mudar, escalação, estratégia, mas talvez o mais importante seja o mando de campo e a importância do aspecto psicológico nesse tipo de jogo.

Não sei se seria melhor comparar com a escalação do último ou do penúltimo, mas a ausência de Nico de la Cruz era a única ontem. Uma ausência muito sentida, sua velocidade combinada com seu fôlego privilegiado são muito úteis quando se precisa recuperar a bola. Com ela no pé, faz carregadas e cadencia o jogo com a mesma maestria que tem para pressionar.

Com uma semana para pensar alternativas à nossa pressão encaixada e boa disputa de bolas longas, nosso adversário fez mudanças significativas, tanto na zaga quanto no ataque. Além de mais jogadores na saída de bola, um alvo mais forte para disputar a bola longa. As mudanças fizeram a diferença e por 15 minutos nosso adversário conseguiu explorar as costas dos nossos primeiros defensores para ganhar campo e tentar entrar na nossa área. Para isso, usaram de uma estratégia que apelava muito para o contexto psicológico do jogo. Nosso adversário não tinha o mínimo pudor em fazer chuveirinho na primeira chance que conseguisse. O objetivo era forçar uma falha da nossa defesa pelo volume, não pela qualidade. E foi o que aconteceu aos sete minutos, um rebote de bola parada, uma linha defensiva saindo sem organização e nossa maior fragilidade havia sido exposta cedo. Não poderia haver mais erros.

Alguns minutos se passam até Tite esboçar a primeira reação, Gerson troca de lado com Luiz Araújo. Pouco a pouco o time consegue trocar passes de forma mais tranquila, pouco a pouco vamos diminuindo a frequência que nossa defesa era testada. Mas jamais o time deixou de sofrer, toda oportunidade que nosso adversário tinha de testar nossa defesa, eles o faziam com bastante urgência. Sempre arriscando cruzamentos e sempre tentando minar o psicológico do nosso time. Nessa reta final de primeiro tempo, finalizamos três vezes e em duas vezes exigimos a participação do goleiro adversário.

O primeiro tempo acabou sem qualquer outra alteração no placar e Tite realizou outra mudança. Luiz Araújo saiu para a entrada de David Luiz e o time que tinha acabado de encontrar caminhos ofensivos, virou um batalhão de defesa antiaérea. Com a bola rolando, a alteração deu ainda mais campo para os eliminados da noite e ficou o sentimento que o único objetivo da nossa equipe era não sofrer o segundo gol.

A mudança ajuda a retirar o volume do adversário, mas cada cruzamento ficava mais perigoso que o anterior. O nervosismo aumentava, as divididas ficavam mais fortes e o limite de até aonde pode se utilizar dos braços passou a ficar turvo. Por milímetros o gol de empate não saiu, tanto para cá, quanto para lá. No final foi mais do que ataque contra a defesa, foi um time que só tinha uma jogada contra outro que só queria se defender. Mudou sistema, mudou nomes, mudou a quantidade de zagueiros mas o jogo ainda não terminaria sem antes nossa defesa falhar no último escanteio, ainda assim, sem causar o estrago final.

Flamengo se classifica apesar de ter se limitado bastante no jogo da volta, um time que preferiu jogar com o regulamento debaixo do braço que garantir uma passagem tranquila. Flamengo se classifica pelo grande primeiro jogo que fez.
E vamos para mais.
SRN

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