segunda-feira, 19 de agosto de 2024

O Golpe mais duro do Trabalho parte 2

Competição em alto nível não dá brecha, seja na questão física, na disponibilidade do elenco ou em erros específicos. E está tudo conectado. O jogador que está bem fisicamente domina melhor a bola. O jogador que está confiante faz as jogadas serem mais assertivas. Não existe nenhuma resposta correta para o acontecimento deste domingo, mas existem pontos que ajudam a encaminhar outros pontos.
Havia muito mistério sobre a escalação rubro-negra. Qual o nível de titularidade que nossos onze iniciais possuiriam? Apesar dos indisponíveis, existia um bom conjunto de jogadores que poderiam iniciar o jogo e competir como o Flamengo merece. Certas escolhas eram óbvias, como Carlinhos na frente, mas a escalação de Léo Ortiz como volante nem tanto. Não chega a ser  uma surpresa também, o zagueiro até fez bons jogos quando foi exigido nessa função, mas acreditávamos que essa necessidade tinha acabado.
Com a bola rolando, nem deu para ver como seria o plano tático. O Gol que abriu o placar lembra um velho pesadelo da nossa equipe, mais uma vez uma bola alçada à área causa estrago. O jogo reiniciava, mas o pesadelo não parecia ter fim e mais uma vez perdemos um jogador chave para lesão. Restava apenas ter esperança em jogadores específicos.
O golpe foi sentido, mas Léo Ortiz estava encontrando cada vez mais espaços para progredir com a bola. Rossi faz a bola longa, depois da dividida, Victor Hugo fica com a bola, mas lá na direita, Wesley já fazia a amplitude, liberando o Gerson para o meio. Quando Léo Ortiz consegue carregar e achar o passe vertical, Gerson aparece como a opção óbvia e assim, força o zagueiro adversário a saltar nele. Com as costas expostas, aparece o passe arriscado, aquele que rasga todo o bloco defensivo do adversário para deixar o atacante em condição de olhar a saída do goleiro e cravar. Um passe de craque para um Gol de ídolo.
O intervalo anunciava uma mudança, a entrada do garoto Evertton no lugar do Gerson, mas existia uma outra mudança que só foi vista depois que a bola voltou a rolar. Léo Ortiz passou a jogar mais recuado e sendo menos exigido nas construções da jogada. Se no primeiro tempo conseguíamos utiliza-lo para controlar melhor a posse de bola, no começo do segundo tempo essa alternativa não existiu.
Nosso adversário crescia a cada passe e sem demoras, voltaram a ficar à frente do placar. A substituição dupla, que normalmente, é um folego extra ou um ajuste mais forte, pareceu uma enfermeira tentando realizar uma reanimação cardiorrespiratória. Sequer existiu ânimo extra após Rossi defender o pênalti. Flamengo se encontrou incapaz de produzir alguma resposta para os problemas do jogo e nosso adversário perdia chance atrás de chance.
Eles também cansaram, mas com o controle do jogo e na frente do placar, as mudanças não precisavam entregar tanto. Apenas o fôlego foi o suficiente para deixar explícita a diferença física, tática e técnica que foi demonstrada ao longo do jogo. 
Fechamos uma série de cinco jogos com bastante percalço, uma classificação conquistada apesar da derrota e nossa única vitória precisa ser confirmada com outra classificação.
E vamos para mais.
SRN

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