Seguimos para o terceiro e último confronto contra a mesma equipe em duas semanas. Coincidências de calendário como esta trazem uma energia diferente ao duelo. São os mesmos rostos se enfrentando consecutivamente, psicologicamente e tecnicamente, se exige algo mais específico. Aquele nó tático da quarta-feira foi solucionado com três zagueiros, ontem Tite optou por voltar a uma linha de quatro defensores. Wesley, Everton e De la Cruz retornaram aos onze iniciais.
Com a bola rolando vimos que o nó desapareceu de forma coletiva, Tite ajustou as coberturas e mesmo quando a bola entrava nas costas dos nossos pontas, nossa defesa estava pronta para responder. Um ajuste que não conseguiu ser feito foi como defender o nosso lado esquerdo. Ayrton Lucas continuou fazendo ótimas carregadas para sair da pressão adversaria enquanto Cebolinha continuava tendo vantagem no seu duelo particular contra o lateral adversário.
Aos doze minutos o Flamengo é obrigado a realizar um ajuste, Everton sofre uma lesão, um azar enorme para o nosso melhor atacante de lado de campo. Luiz Araújo entra em seu lugar, um jogador que está mais que acostumado com esse confronto, mas não possui o refino do titular. Ainda assim, a bola gira e a nosso time consegue colocar o goleiro adversário para trabalhar. Sem gols, o primeiro tempo é encerrado
No começo do segundo tempo, nosso adversário conseguiu manipular mais uma vez esse buraco ponta-lateral da nossa equipe. Aos sete minutos, mais uma vez o ajuste foi feito invertendo o Gerson e Luiz Araújo. Curiosamente, no meio do primeiro tempo na quarta feira, esse ajuste foi o tapa-buraco. Com a marcação novamente encaixada, pouco a pouco o Flamengo vai ganhando a posse de bola e nosso time vai ganhando mais o campo.
No minuto 23, Nico se esforça, mas não evita a cobrança de lateral para o adversário. Sem demoras, o esforço recompensa e recuperamos a bola. Luiz Araújo carrega a bola para a ponta para abrir o adversário e depois de duas divididas seguidas Arrascaeta consegue direcionar a jogada para balançar o bloco defensivo adversário mais uma vez. Gerson entrando com o pé bom, joga a bola dentro da área e o esforço recompensa mais uma vez. O Mago Giorgian acompanha a jogada e a bola procura quem a trata bem. Abrimos o placar depois de muito esforço tático, físico, coletivo e individual.
Depois das substituições, o Flamengo perdeu a capacidade de reter a bola. Na frente do placar, nossa equipe não quis arriscar saídas por baixo mas não tinha um pivô para ser alvo das bolas longas. Não atoa, a primeira vez que pisamos no ultimo terço do adversário, Gerson foi para o meio disputar a bola aérea.
Quase um prenuncio do que estava por vir. Nos dois últimos confrontos, a defesa flamenguista foi bastante testada nesse tipo de jogada. Se bola aérea já é uma das nossas principais fragilidades, ser testado por uma das melhores equipes nesse quesito é desastroso. Exposta pelo jogo, nossa defesa cede e falha mais uma vez nesse tipo de jogada. O empate só seria consagrado depois de dois jogadores se arriscarem por jogadas que fazem parte do jogo e levarem a pior. Viña sofre uma lesão em uma dividida fortíssima e o zagueiro adversário é expulso pelo segundo amarelo.
Um ponto foi somado nesse trabalho de formiguinha que é o Campeonato Brasileiro. Uma série de enfrentamentos terminados. Um embate tradicional, que só poderá ser repetido em uma eventual semifinal de Libertadores, mas até lá, ainda há muita água para rolar.
E vamos para mais,
SRN
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