Libertadores, mata-mata, vira a chave. O adversário é um velho conhecido da primeira fase. Há algum tempo, histórias se repetem e ontem era a oportunidade de reafirmar que éramos o melhor time daquele grupo. Nossos onze iniciais não apresentavam surpresas. Antes mesmo da bola rolar, a opção por Luiz Araújo na ponta esquerda era a mais razoável. Com a bola rolando, não se teve dúvidas.
A marcação alta começou junto com o apito inicial e com sete segundos de jogo já recuperamos a primeira bola. Após dois minutos de bastante briga, tivemos nosso primeiro escanteio e nossa primeira finalização. Mas também, a primeira grande defesa do goleiro adversário. Bola deles, era pressão alta. Bola nossa, era jogada pela direita. Sempre com senso de urgência elevado. Elevado até demais, em alguns momentos, se acelerava a jogada dando a impressão que se queria fazer logo o segundo gol, mas o placar ainda estava zerado. Com nervosismo ou não, o Flamengo ainda obrigava o goleiro adversário a trabalhar.
Tentativas geram erros, mas também geram acertos. Depois de tentar sair por baixo contra a nossa pressão diversas vezes, o nosso adversário consegue alguns avanços e consegue manter a bola longe do próprio gol. Mas eles tentavam esfriar o jogo, enquanto o nosso time tentava fazer o Gol. Em uma dessas tentativas, Fabricio Bruno ganha a dividida pelo alto e Pulgar arredonda para Léo Pereira. Nico estava com tanto espaço que o desespero para marcá-lo virou um cartão amarelo, mas já era tarde demais. Três toques de primeira e a bola está no peito do Pedro que serve Luiz Araújo para abrir o placar.
O placar muda, mas o jogo não. O jogo recomeça as 30:35, nove segundos depois, a bola é recuperada e com 30:52 De La Cruz finalizava. A água Flamenguista seguia batendo e a pedra boliviana tentava esfriar o jogo pela posse de bola. Até que em uma bola recuperada, nosso centroavante fica com o campo aberto para correr. Nossa grande derrota da noite acontecia, Pedro consegue o drible, mas depois da trombada, a posterior da coxa cede e ele sofre a lesão. Gabi entra em seu lugar, mas a água seguia batendo mas a pedra não cedia o segundo gol.
O segundo tempo se iniciava e, mais uma vez, o jogo não mudava. Ao mesmo tempo que o Flamengo já tinha provado que poderia fazer o segundo gol se caprichasse um pouco, nosso adversário também estava confiante na sua capacidade de bloquear nossas finalizações. Com 15 minutos do segundo tempo, o primeiro incômodo com o jogo e, por consequência, a primeira mudança. Uma mudança simples, que também já havia sido repetida em outros jogos, a inversão dos pontas.
Aos 20 minutos do segundo tempo, Carlinhos entra na vaga de Pulgar. Já tinha passado a hora do capricho, estava na hora de bater diferente, estava na hora do chuveirinho. Há quem diga que cruzamento é vergonha, há quem diga que vergonha é não tentar mudar. Aos 25 minutos Carlinhos justifica sua entrada. Sua cabeçada obriga o goleiro adversário a fazer a grande defesa do jogo. Mas o panorama do jogo não mudava, a água seguia batendo, mas a pedra seguia não cedendo.
O tempo passava, a pressão aumentava e o pessimismo aparecia. O segundo gol parecia cada vez mais distante. Nosso adversário já não conseguia esfriar o jogo pela posse. Os jogadores que não puderam sair pelo cansaço começaram a cair em campo. A água batia cada vez mais forte, até que a pedra furou. O gás extra pelo lado direito nos deu um escanteio e o incansável Luiz Araújo ficou encarregado pela cobrança. A batida rasante encontrou Léo Pereira, e mesmo com o desvio, o Gol foi inevitável. O 2 a 0 estava decretado, mesmo na falta de perna, pela bola parada, personagem especial nesse ano.
Levaremos um placar seguro para a montanha, mas lesões chegam e pernas se vão. Enquanto isso, nenhuma perna nova chega. Entramos no momento crítico da temporada sem nenhum reforço e com os sustos de hoje, recorreremos aos Garotos do Ninho para resolver essa situação.
E vamos para mais,
SRN
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