O jogo era outro, o campeonato era outro, mas a dor ainda era a mesma. Uma frustração de uma temporada não desaparece em um dia e esse era o primeiro jogo do Flamengo depois da eliminação da Libertadores da América. Nesse contexto, o nosso time retornava ao Campeonato Brasileiro, um título que já parece tão distante, que a vaga para a próxima Libertadores começa a ser ameaçada. A escalação era mista, mas com qualidade suficiente para dar a resposta que o Flamengo precisava.
Com a bola rolando, parecia que o jogo de quinta ainda não havia acabado. Um nervosismo e uma vontade de acelerar na hora errada gerou um erro na saída de bola, logo depois de completar um minuto de partida. A finalização foi de longe e foi para a fora, mas a primeira mensagem do jogo não era boa. Em resposta, nossa bola parada ofensiva. David Luiz tenta duas vezes, depois de receber o cruzamento de Matheus Gonçalves, mas na terceira tentativa, ele joga para o meio da área. Léo Ortiz direciona para o Gol, já com o goleiro batido, o zagueiro adversário intercepta a bola no último momento.
O panorama geral do jogo era posto, teríamos o controle da posse de bola e jogaríamos contra um adversário fechado. Em contraponto, nossos erros de passe seriam punidos com contra-ataques. Sendo mais específico, existia um duelo específico que nosso adversário buscava explorar. A falta de maturidade, emocional e técnica, de Wesley permitia que ao ponta adversário encurtasse a marcação para uma dividida de corpo. Apesar de algumas perdas, nenhuma resultou em um gol sofrido e seu volume ofensivo foi apenas traduzido em finalizações de longe.
O primeiro tempo se encerrou com ar de nostalgia, mas não aquela boa. Mais uma vez a nossa equipe precisava fazer um Gol e mais uma vez falhávamos em exigir grandes intervenções do goleiro adversário. O segundo tempo retorna igual, sem mudanças de jogadores e sem mudanças na maneira que o jogo era jogado. Até que com 15 minutos, jogadores com maiores minutagens de titular entram em campo. Já na primeira oportunidade, participam de um lance minimamente promissor. Wesley ultrapassa por fora, o cruzamento vem sem sucesso. Arrascaeta briga, Alex Sandro recupera e gira para Bruno Henrique finalizar.
O lance foi promissor, mas não voltou a se repetir. O Flamengo volta a circular a bola em seu campo ofensivo sem conseguir entrar na área adversária. Mais alterações aconteceram, Léo Pereira e Nico de la Cruz também são acionados para o jogo, mas, novamente, o primor técnico esperado desses jogadores não se concretiza em grandes chances.
Minutos iam se passando e nosso time seguia ocupando o campo de ataque. O cruzamento de Alex Sandro para Gabriel Barbosa explora um aspecto do jogo que nunca foi especialidade do centroavante. Quando se ocupa o campo de ataque e as combinações de passes não entram, a ansiedade manda jogar a bola na área e ver se a sorte nos sorri. O cruzamento de Léo Ortiz encontra Arrascaeta no segundo poste, ele alcança com o bico da chuteira para não perder a posse de bola. Depois de uma tabela com Alex Sandro, Gerson é acionado em um passe de retorno e rapidamente solta para de la Cruz. O Uruguaio manda a bola novamente para a direita, dessa vez para Wesley que dribla para o pé preterido cruzar a bola para área. A bola encontra, novamente, o capitão e segue em direção ao barbante.
Os três pontos foram postos na conta, mas as tentativas da equipe esbarraram na falta de criatividade no ataque. Ainda existem objetivos a serem alcançados e, pelo que foi demonstrado ontem, só a vontade não será suficiente.
E vamos para mais,
SRN