segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Maturidade para fazer, maturidade para manter.

Agora classificado e a quatro jogos de um título, o Flamengo retorna ao Campeonato Brasileiro, onde necessitamos de um número maior de vitórias para sermos campeões. Nossos onze titulares apresentavam duas estreias, Alex Sandro e Gonzalo Plata vestiam rubro-negro pela faixa canhota. Léo Ortiz parece ter tomado conta da volância e Bruno Henrique liderava o ataque novamente.

O jogo começa brigado, enquanto os pulmões estavam limpos e a confiança em alta, nosso adversário ganhou divididas e alguns escanteios, até que os estreantes resolveram aparecer. Plata preenche a área e Alex Sandro faz a jogada, a finalização vai para fora, mas começa o jogo ofensivo da nossa equipe. Luiz Araújo também finaliza uma jogada, mas o azar das lesões ainda assombra nosso vestiário e De Arrascaeta entra em seu lugar.

Até os 31 minutos de jogo, o Flamengo pressionava, conseguia a bola, trocava passes e criava chances. Na melhor ocasião, o goleiro adversário impediu que Pulgar fizesse o gol que poderia lhe devolver a confiança. Ainda assim, nenhuma chance foi tão particular quanto a que criamos quando roubamos a bola no campo de ataque. Com um histórico de fazer gols difíceis, Arrascaeta ficou em choque quando se viu sozinho com o goleiro e o passe atrás não favoreceu a finalização. Um lance clássico para pessimista fazer a festa e soltar aquele famoso "Esse jogo vai ser zero a zero".

O jogo, não, mas o primeiro tempo foi. Na volta para o segundo tempo o Flamengo se mostrava um pouco mais incisivo, mas com as mesmas características do primeiro tempo. Quando era pressionado, saia por baixo em velocidade, mas também afundava o bloco defensivo adversário quando podia. Aos 16 minutos somos pressionados, mas Arrascaeta consegue se livrar da marcação e acha um bom passe em profundidade, a finalização de Bruno Henrique belisca o pé da trave. Aos 23, nosso adversário se fecha, mas Gerson e Giorgio trocam passes para Alex Sandro ter tempo e espaço para jogar na área. Wesley e Carlinhos estavam presentes, mas Léo Ortiz acerta a trave. O gol estava ficando maduro.

Até que aos 26 minutos, Plata tenta uma arrancada, mas é fechado, o passe de recuo da tempo para Ortiz fazer o que sabe. Wesley rompe em velocidade e o passe coloca o cinco flamenguistas atacando quatro defensores. A dinâmica dentro-fora acontece, Arrascaeta recebe na zona mais perigosa, atrai a marcação e dá espaço para Gerson se equilibrar e só tirar do alcance do goleiro adversário. Um gol que já estava sendo ensaiado há muito tempo.

Mas que teve de maturidade para fazer o gol, faltou para controlar o jogo. Nossa equipe continuou atacando com o mesmo ímpeto de antes, correndo os mesmos riscos. Poderia ter feito o segundo, poderia ter tomado o empate. Levamos o empate com gosto de derrota.

Em uma rodada nada agradável, somamos um ponto nessa maratona e ainda estamos com um jogo a menos, mas precisamos mesmo é de uma boa sequência para retornar a briga pelo Campeonato Brasileiro.
E vamos para mais,
SRN
 

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