A pior parte de sonhar é acordar. É sentir a frustração de que nossos desejos não são realidades. É esticar a mão para tocar em uma estrela e não encostar em nada. Ontem o sonho interrompido veio aos poucos, desde semana passada, como se jogassem um balde de água fria nos sonhadores que se recusavam a acordar.
Comparando à quinta passada, uma alteração foi feita nos onze iniciais. Léo Ortiz assume a vaga no meio-campo, como rogado por muitos. Preces essas que não chegaram ao campo, a opção do Léo Ortiz não foi o suficiente para quebrar a forte defesa uruguaia e, mais uma vez, o torcedor rubro-negro viu o seu meio-campo pouco criativo.
Com a bola rolando, houve um ímpeto de esperança. Uma jogada pela esquerda, um cruzamento para a área e Gonzalo Plata preenchendo a área para equilibrar o time. A finalização foi defendida, mas para um time que precisa fazer um gol, o começo era próspero. Preocupado em se defender, nosso adversário não nos pressionou alto, as dificuldades eram impostas da intermediaria defensiva para frente. Ainda assim, nossos zagueiros tinham certa liberdade para circular a bola por fora, nosso adversário facilitava esses passes, em contraponto, protegia a frente dos zagueiros.
O tempo foi passando, a bola foi girando e o começo animador foi comprimido pelos ajustes uruguaios. Nossa equipe ainda tinha o controle da posse de bola, mas não tínhamos o controle do jogo, fazíamos o que o nosso adversário queria. Terminaríamos o primeiro tempo com mais duas finalizações, nenhuma delas capaz de exigir uma intervenção do goleiro adversário. O sonho não havia sido encerrado, mas já estava ficando com cara de pesadelo.
O segundo tempo se iniciou sem alterações de jogadores. Tite escolheu dar mais 15 minutos para o seu plano de jogo inicial. Apesar de serem os mesmos onze inicias, uma coisa havia mudado, agora restavam menos 45 minutos para buscar o gol que empataria a somatória. Cada minuto que que passava, o nervosismo aumentava e o soar do alarme ficava mais próximo.
Depois de 15 minutos jogados sem fazer o goleiro adversário trabalha, as primeiras mudanças acontecem. Gabriel Barbosa e Wesley entram em campo. As alterações colocam o Flamengo em uma forma mais padronizada, mas também equilibrada, não respondendo ao nível de urgência que o jogo pedia. Urgência que foi muito mal assimilada depois das alterações. Nossa equipe confundiu velocidade com pressa e pela primeira vez no jogo, nosso adversário conseguiu ocupar o campo de ataque.
Minutos preciosos são perdidos e mais substituições acontecem. Ayrton Lucas entra para renovar fôlego, mas a entrada de Matheus Gonçalves e David Luiz que recoloca o Flamengo na direção do objetivo. David Luiz entra gesticulando e dando comandos e Matheus Gonçalves se movimenta, busca jogadas. Do pé dele vem a jogada que exigiu a segunda defesa do jogo. A finalização que deveria ter vindo mais cedo, se quisesse provar que as orações para São Judas Tadeu estavam chegando.
O jogo acabou e o nosso maior sonho se encerrou junto com o apito final. Ainda temos alguns dias de feira para terminar o ano. Será necessário muito trabalho para realizar algum sonho que existe, mas desde que o maior problema da temporada se apresentou, Tite parece não encontrar soluções dentro do elenco para fazer o Flamengo voltar a ser o melhor ataque do Brasil, fora os outros problemas que já foram levantados antes.
E vamos para mais,
SRN
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