Desde que foi feito o sorteio dos confrontos na Copa do Brasil, tínhamos em mente, mais ou menos, como poderia ser o caminho até a sonhada final. Uma certeza era o adversário e junto com ele a lembrança de um jogo que não foi tão fácil, apesar do triunfo. No dia 20 de junho, estávamos no Maracanã e naquele mesmo jogo, não conseguimos ter o domínio da posse de bola. Ontem foi em Salvador, mais um motivo para eles quererem esse domínio.
Assim como dia 20, Léo Ortiz jogaria de volante, mas apenas Luiz Araújo se manteria no quarteto ofensivo. Nico e Gerson teriam mais funções ofensivas se juntando com Bruno Henrique novamente jogando no comando de ataque. Um quarteto de muita pressão sem bola, todos os quatro conseguem encurtar bem a distância para o seu marcador e gostam de enfrentar esses duelos.
Com a bola rolando, Tite muda um pouco nosso sistema de pressão. Ao invés de subir um volante entre os pontas para fazer um bloco de 5 pressionantes, ele recua o segundo atacante Nico para trás do Bruno Henrique deixando apenas 4 jogadores para pressionar a saída. Tirar a responsabilidade dos nossos volantes em pressionar facilitava a saída deles, em compensação, tínhamos sempre mais jogadores defendendo a defesa. O Flamengo acabou cedendo a posse, mas não cedeu perigo no primeiro tempo, a única defesa de Matheus Cunha foi em um chute de longe que saiu fraco. Aos 28 minutos, Tite inverte Luiz Araújo e Gerson. A mudança não ganha o controle do jogo, mas coloca Luiz Araújo para vigiar o lateral direito mais de perto.
O segundo tempo começa, o lado de campo vira, mas a alteração tática permanece. Com Gerson no lado direito, Varela ganha mais poder de associação e ultrapassagem. Quando tem a bola no pé, nosso time começa a explorar mais aquele lado. Após troca de passes rápidos entre Nico e Gerson, nosso coringa acha o Varela aberto. O cruzamento sai rasteiro, talvez apostando na velocidade de BH para antecipar, mas esse não é o cruzamento de que o Bruno Henrique gosta. De la Cruz fica encarregado da cobrança de escanteio e, aí sim, vem a batida que o BH gosta. Uma fatiada, sem peso, perfeita para quem tem tempo de bola e impulsão que só ele tem.
Abrimos o placar, mas ainda havia um segundo tempo inteiro pela frente. Com apoio da sua torcida, nosso adversário passou a tentar mais o jogo por dentro, mesmo sabendo que tínhamos dois volantes priorizando esse setor. Depois de uma rebatida parcial, dois ex-flamenguistas exigiram a grande defesa do jogo. Matheus Cunha cresce para cima do outro garoto do ninho para fechar o gol. Nosso goleiro ainda apareceria mais uma vez para fazer sua última defesa no jogo, mas o jogo não acabaria em alguns sustos.
As mudanças começaram a acontecer, Michael e Evetton tentam renovar o fôlego da equipe. A essa altura da temporada, com as lesões que temos, pouco se pode exigir desse banco além de pulmão. Como esperado, o jogo não muda e a renovação de fôlego do adversário se torna mais efetiva pelo controle do jogo. Os cruzamentos começam a ser mais frequentes, nossa principal fragilidade começa a ser testada, mas nenhuma encontrou o gol. O último susto se deu pela lesão no nosso xodó. Michael sofre depois de uma dividida e agora fica o sentimento de que precisamos de reforço para o nosso reforço.
O árbitro encerra o jogo, mais um jogo eliminatório sem sofrer gol. Foram dois nos últimos cinco jogos, mas nenhum desses gols sofridos mudou a classificação. Ainda há 90 minutos por jogar, em nossa casa.
E vamos para mais,
SRN
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