sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Rumo ao Penta - Ato 2

Retornemos da Data FIFA após onze dias. O final de jogo melancólico deixou um gosto amargo depois de uma sequencia não tão saborosa. O cenário para o retorno trazia um ótimo potencial. Uma eliminatória, um jogo em casa, um placar que já nos favorecia, mas também um adversário que já nos apresentou algumas dificuldades.

Para finalizar a sequência que começou no dia 20 de Junho, o jogo de Outubro pouco importa agora. A escalação de Evertton Araújo vem para solucionar um problema que existe hoje, um problema que exige mais do que um jovem pode oferecer e por isso, Léo Ortiz é sua dupla. Uma escolha de volantes bem peculiar para o momento. Mas, para fazer um bom jogo, é preciso conhecer bem a receita da função, do mesmo jeito que é bom saber o passo a passo antes de fazer um pudim.

Quando se coloca o pudim em banho-maria, o objetivo é evitar que o pudim aqueça demais. Se queimar, o amargo vai aparecer no lugar do doce. Como nosso adversário tentou fazer aos cinco minutos de jogo. Conhecemos bem o xará do nosso jovem titular, com um espaço que já havia sido visto em outros confrontos, ele tentou subir a temperatura do jogo.

Não era algo que o Flamengo queria, nossa equipe tinha que manter o controle da partida. Depois do susto, Gerson obriga nosso adversário a fazer a primeira defesa do jogo. Em uma jogada não tão trabalhada, em uma finalização não tão boa, mas de um jeito ou de outro, o Flamengo começava a impor a sua estratégia. Seja na cabeçada de Léo Pereira, ou na assistência interceptada de Luiz Araújo, ou na melhor chance do primeiro tempo. Bruno Henrique finaliza na pequena área depois do bate e rebate. O placar zerado nos classificava, mas se fosse para sair um gol, ia ser rubro-negro.

O Juiz apita e muda os lados, o que não mudou, foi o ritmo do jogo. Aos seis minutos, Bruno Henrique segue sozinho, contra 4 adversários, descola uma finalização precisa e ganha o escanteio. A partida seguia em banho-maria, com a temperatura controlada.

Nesse ritmo nossa equipe consegue contornar a pressão adversária e Léo Ortiz consegue levantar a cabeça para fazer o passe vertical. O destino era Arrascaeta, a bola é interceptada, dando uma dose de aleatoriedade a jogada. Quando a bola retorna aos seus pés, ele toma a decisão de quem prefere jogar para frente do que para trás. Bruno Henrique tem a velocidade para ganhar do zagueiro e faz a jogada para Arrascaeta apenas escorar para o Gol. Ainda não era hora de tirar o pudim do forno, mas, naquela altura, já havia a sensação que não tinha mais o que errar.

Com a segurança do dois a zero e com o controle da partida, nosso adversário já não tinha ferramentas para buscar o jogo. Nem as quatro substituições até os 25 minutos mudaram o ritmo do cozimento. Para a nossa equipe, restou apenas fazer substituições protocolares e esperar o apito final.

Com a classificação, ficamos um passo mais do tão sonhado Penta. Mais uma eliminatória sem sofrer gol, mais um jogo em que a maturidade do elenco faz a diferença.
E vamos para mais,
SRN

Nenhum comentário:

Postar um comentário