segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Tabu foi feito para ser quebrado!

 Depois de uma longa Data-FIFA, nossa querida equipe voltava a se apresentar e o Juventude se utilizaria do Alfredo Jaconi para manter a seu longo tabu invicto. Precisando a vitória, Filipe Luis precisou adaptar a equipe também ao retorno dos jogadores selecionáveis. 

Logo no começo de jogo, se percebeu a estratégia de explorar os flancos da equipe caxiense e no primeiro escanteio da partida, um lance sem finalização, mas que precisou de uma intervenção na pequena área e uma segunda para limpar o perigo de perto do nosso gol. Nosso gol não voltou a sofrer perigos por bastante tempo então.

No outro lado do campo, o perigo foi aumentando com o decorrer da partida. Com o controle da posse de bola no campo de ataque, o Flamengo foi aprendendo a atacar o adversário. Aos 5 e aos 17 minutos, em dois lances de bola parada, Léo Pereira foi o alvo, mas a finalização da jogada não resultou em defesas do arqueiro local. Com a bola rolando, Flamengo buscava o lado esquerdo e Samuel Lino combinou bastante jogadas com Giorgio de Arrascaeta.

Aos 30 minutos, o controle do jogo estava tão nítido que Saul resolve pular uma casa e se meter entre as linhas. Nosso bloco defensivo não teve dificuldade de girar para Lino que, com a mesma facilidade, achou o volante espanhol. Quando Saul domina a bola, se viu três rubro-negros atacando o coração da área e apenas dois defensores do juventude na zona mais perigosa do campo. A cabeçada de Arrascaeta foi indefensável e premiou uma equipe que se organizou a ponte de possuir vantagens em diversos locais do campo. 

O primeiro tempo terminou sem alterações no placar, mas seguindo o mesmo ritmo e controle que existia com o placar zerado.

No segundo tempo os mandantes se veem obrigados a se lançar a frente e Gabriel Veron entra para dar sangue novo a equipe. Mas é pela bola parada que que o empate quase chega. O lance aos oito minutos de jogo seria anulado pelo claro impedimento, mas sem ouvir o apito, Rossi realiza duas intervenções de grande dificuldades, mostrando para a equipe que a defesa não falharia.

Passado o susto do inicio dos tempo, Flamengo retoma o controle da bola no campo de ataque. retomando o controle absoluto do jogo. Aos oito minutos, Danilo da a chance para Luiz Araújo marcar, mas Jandrei realiza uma grande defesa e consegue segurar a vantagem mínima no placar.

Se lançando cada vez mais a frente, o controle do jogo começa a ficar contestado e o volume ofensivo é travado. Substituições acontecem e, com a bola rolando, poucas coisas mudam. Mas o que uma defesa trava, a bola parada destrava. Poderia ser a falta de Arrascaeta que parou na trave, mas a consolidação do placar também precisaria de coletividade para se concretizar. A falta na lateral sempre pode ser lançada imediatamente da área, mas cobrada de forma curta, obriga a defesa a se readaptar. A movimentação no lado esquerdo abriu espaço para o cruzamento no extremo oposto e Emerson Royal apenas escorou para fazer seu primeiro gol com a camisa rubro-negra.

Depois de 28 anos sem vencer nesse estádio, o Flamengo faz dois a zero e se mantem na liderança do Campeonato Brasileiro com o melhor ataque e a melhor defesa da competição.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O gol que não veio: Domínio rubro-negro é frustrado pela pontaria e por Volpi

 O Flamengo, que vinha de uma sequência positiva com vitórias importantes, buscava consolidar sua invencibilidade e seu posto de melhor time do campeonato. Para enfrentar o Grêmio de Porto Alegre, descobrimos que Jorginho não era uma opção e Nico De la Cruz foi acionado aos onze iniciais. O restante da equipe foi a mesma que conquistou os três pontos contra o Vitória na semana passada.

Os comandados de Filipe Luis começaram o jogo como a mesma atitude de jogos anteriores. Com um alto nível de urgência para atacar a última linha. As primeiras oportunidades vieram pelo lado direito com Varela, mas Plata também conseguiu receber um bom passe, mas a conclusão não foi a ideal. A cada jogada que não resultava em gol, dava oportunidade da equipe gaúcha se reorganizar e frear o ataque rubro-negro e assim aconteceu. Mano Menezes reorganiza seu bloco de marcação e a mudança é boa o suficiente para afastar o Flamengo da área de Volpi, mas não o suficiente para assumir o controle do jogo.

O primeiro tempo não terminaria sem que os grandes nomes do jogo entrassem em cena. Saul lança na área, atacando o outro extremo da última linha. Arrascaeta consegue achar Pedro, mas Thiago Volpi consegue realizar seu primeiro grande ato. Na jogada seguinte o goleiro tricolor não conseguiu dividir com Pedro, mas Noriega tira em cima da linha.

O segundo tempo retorna somente com a imutável troca de lados. Flamengo permanecia controlando a bola no campo de ataque enquanto o Grêmio buscava defender a própria área. A segunda etapa também traz consigo o cansado de já haver mais de 45 minutos jogados, as chances de contra ataque para a equipe gaúcha aumentaram.

Até que, aos 7 minutos do segundo tempo, nossa defesa é exposta a um desses contra-ataques, porém Carlos Vinicius decide mal e Ayrton Lucas consegue antecipar o passe. Nosso lateral decide não recuar para Rossi e fazer o Flamengo voltar ao campo de ataque de forma organizada. Ele decide reacelerar a jogada para Samuel Lino e fazer o contra-ataque do contra-ataque. Nosso 10 e faixa assume o comando da jogada, faz uma linda tabela com Pedro e finaliza com um refino que somente ele possui. 

O Flamengo seguiu pressionando. Nico de falta e Pedro depois de uma boa interceptação conseguiram assustar Volpi, mas não a ponto de exigir defesa. Isso quem exigiu foi Léo Pereira, a maior defesa do jogo ainda exigiu ao goleiro gremista uma segunda ação para evitar o segundo gol do Flamengo.

As primeiras alterações foram acontecendo e os comandados de Filipe Luis foram perdendo o controle do jogo. Até que, faltando oito minutos para o tempo regulamentar acabar, uma bola longa consegue explorar as costas da nossa última linha. Ayrton Lucas não protege o braço e a jogada que poderia ser inofensiva se torna a maior chance de gol que um time pode ter. Volpi, o principal ator em cena até ali, teria em seus pés o destino do jogo. Em um duelo de goleiro, se deu melhor aquele que mais fez defesas. Rossi, que não havia sido exigido nenhuma vez até ali, nada pode fazer e o empate foi escrito no placar.

O resultado deixa um gosto amargo para o Flamengo, que dominou as estatísticas, mas não conseguiu transformar chances em gol. Para os comandados de Filipe Luis, resta agora reorganizar as energias e seguir em frente.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Chuva de Plata e Catarse Rubro-Negra

Das competições de mata-mata, somente nos resta a Libertadores e ela sozinha já é o suficiente. A atmosfera é diferente e nem mesmo a bagunça de papel picado iria mudar isso. Flamengo foi a campo com Bruno Henrique no comando de ataque e Saul faria sua estreia na competição como titular. O Flamengo queria pressionar alto, o Flamengo queria ter bom toque na bola.

Com o apito inicial, se viu a equipe colorada subir a marcação. A necessidade de resultado somada com o apoio da torcida foram o suficiente para dar coragem, mas não foi o suficiente para ganhar o domínio emocional da partida, se quer o controle da posse de bola. O Flamengo paciente e inteligente foi se ajustando. Com Jorginho e Saul, os espaços no meio inevitavelmente foram aparecendo. 

Até que, no minuto 26, nosso centroavante Bruno Henrique resolve sair da área e assumir a jogada construída por Léo Ortiz e Varela. A bola gira de lado e vai para Samuel Lino, a condução próxima ao pé e a finalização geram perigo e Rochet da rebote. Mais perigo ainda é ter sobrado para o gelado Plata que quebra a marcação com um toque de Futmesa para Arrascaeta fuzilar para o gol. O placar já estava favorável e acabava de se tornar melhor ainda.

Bruno Henrique também mostrou que poderia ajudar a equipe de uma outra maneira. Sua velocidade na faixa central do campo era ideal para puxar contra ataques, mas sua ansiedade o fez ficar milímetros a frente dos seus marcadores e, por duas vezes, teve seu gol anulado.

No segundo tempo, a entrada de Borré lançou o Internacional a frente a logo na primeira jogada, a defesa rubro-negra precisou rebater a bola para longe da área. Quatro minutos depois, o Flamengo responde e, pela bola parada, obriga Rochet a realizar três defesas na mesma jogada. Igualada as vontades, se saia melhor quem tinha mais bola no pé e isso ficou evidente nas jogadas que definiram a partida.

Com os mandantes se jogando a frente de forma desesperada, Filipe Luis lança Luiz Araújo e Pedro como resposta. Aos 36 minutos, o lance de maior perigo das duas partidas eliminatórias. Dessa vez, o cruzamento consegue chegar até Borré mas o ex-gallina colocou a bola na trave. Para fazer o gol, é necessário um cruzamento perfeito e um centroavante determinante e assim foi feito, pelo lado rubro-negro. Aos 42 minutos, depois do rebote do escanteio, a boa batida de Luiz Araújo e o bom posicionamento de Pedro selam o placar e a classificação.

Sem grandes sustos e com grandes atuações, o Flamengo encerra a série de três jogos contra o tradicional do Sul. Ainda que falte muito para o momento que desejamos, a equipe de Filipe Luis cresce no momento certo da temporada e se reinventa com novos e velhos nomes.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

O Amasso Rubro-Negro em Profetização

Na noite de domingo, o Flamengo retornava para enfrentar o Internacional. Dessa vez, para escrever o segundo capitulo dessa pequena trilogia que estamos escrevendo contra a equipe de Porto Alegre. Flamengo começou a rodada líder do Campeonato Brasileiro e precisava vencer para continuar assim. Já a equipe gaúcha, escalou os reservas, o que combinava com o meio de tabela que vivenciam.

Com a bola rolando, a diferença técnica só se mostrou presente devido a diferença de ritmo das equipes. A cabeçada de Léo Pereira, no segundo minuto de jogo, não entrou. Até viria gol de cruzamento, mas o Domingo foi dia dos atacantes. Aos 6 minutos, Samuel Lino ve a ultrapassagem do lateral esquerdo Ayrton Lucas, mas prefere o passe para Arrascaeta. Nosso camisa 10 inverte o lado da jogada, para nosso lateral direito Varela. Luiz Araújo afundou e Pedro preferiu o passe atrás. Guillermo entregou para o artilheiro que não perdoou. A jogada terminou com seis Flamenguistas dentro da área, sendo dois laterais. 

Aos 9 Saul acerta o pé da trave, mas aos 11 que o segundo gol saiu. Em um contra-ataque mortal. Novamente Samuel Lino acionando Arrascaeta e novamente Arrascaeta virando o lado acelerando. A finalização do Pedro foi no único lugar que poderia entrar e igual uma tacada de sinuca, encontrou a caçapa. A diferença técnica foi convertida no placar e o ritmo do jogo esfriou, mas o primeiro tempo não se encerraria sem que Léo Pereira acertasse a trave em um giro acrobático.

Os perigos do segundo tempo foram abertos com uma finalização de longe, mas que exigiu uma boa defesa de Rossi. O Flamengo, que havia baixado o ritmo já no primeiro tempo, poderia sofrer as consequências. Aos 11 minutos, Filipe Luis decide retirar o artilheiro da noite e aciona Gonzalo Plata. A equipe responde e Guillermo Varela fez uma boa jogada pela direita que resultou em uma grande chance de Arrascaeta que foi bloqueada em último instante.

Aos 16, a recompensa pelo despertar. A marcação alta funciona e os mandantes precisam recorrer a bola longa. Ayrton Lucas ganha a dividida e acha Arrascaeta, o mago uruguaio acelera de primeira e da tempo o suficiente para Plata carregar, ajeitar o corpo e finalizar de perna direita. Mais uma tacada de sinuca, mais um gol de atacante, mais uma assistência de Arrascaeta.

A largura do placar deu um aspecto de finalizada a partida e ambos os técnicos gastam todas suas mudança em menos de 15 minutos depois do gol. A diferença foi que, por começar com os reservas, os usuais titulares entraram em jogo descansados e assim conseguiram encontrar o gol de honra, nos acréscimos, que por milímetros não foi anulado. 

O gol não nos tirou os três pontos, não nos tirou a liderança e nem o posto de melhor defesa do campeonato. Nos resta agora virar a chave para outra competição, contra o mesmo adversário, no mesmo estádio e, esperamos também, com o mesmo final.

E vamos por mais,
SRN

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

No Maracanã, Flamengo responde à pressão, bate o Mirassol e segue rumo ao bicampeonato

Necessitando dar uma resposta, os comandados de Filipe Luis retornaram ao Maracanã. O adversário da rodada foi o Mirassol, os estreantes do campeonato também estreavam no Templo Sagrado do Futebol e ostentavam uma sequencia de nove jogos sem derrotas. O confronto não era fácil, mas a escalação rubro-negra, se juntando com o fator casa, exigia uma vitória.

O Flamengo começou o jogo tentando ditar o ritmo, pressionando desde os primeiros minutos, mas a sensação do campeonato resolveu aprontar. Com uma saída de bola muito bem organizada e com jogadores super capazes de encontrar os espaços, nossa marcação alta começou o jogo com muitos problemas, mas a diferença técnica entres as equipes evitou que o Mirassol pisasse na nossa área, obrigando Rossi a defender chutes de longe. Quando nós tentamos sair jogando, os comandados de Rafael Guanaes tambem tentavam atrapalhar a primeira construção e ai encontramos nossos melhores momentos no jogo.

Aos 19 minutos veio o primeiro gol. Depois de uma boa construção por baixo, ganhamos o escanteio, mais um dos nossos pontos fortes. O gol não veio, mas ganhamos o rebote e Samuel Lino fez o simples, mas que muitos pontas tem dificuldades. O dentro cortou para a canhota e cruzou exatamente na cabeça de Léo Pereira que ainda não havia voltado para a zaga. Nosso zagueiro, com faro de centroavante, não perdoou e abriu o placar.

O gol não abalou a confiança dos visitante que continuaram com sua estratégia ousada, obrigando o Flamengo a manter a intensidade alta, mas o primeiro tempo se encerrou sem alterações no placar.

O segundo tempo se inicia sem alterações, mas as constantes falhas na nossa marcação alta sobrecarregou nosso centroavante e Luiz Araújo entrou para dar mais fôlego para a equipe. Uma lei do ex estava a caminho, mas antes disso, Arrascaeta precisava de uma participação em gol pela partida que fazia e aos 22 minutos, já fazendo dupla com o Equatoriano, a conexão veio. Quando o Uruguaio recebeu a bola, e já enxergava a jogada que queria fazer, Plata só precisou acompanhar e atacar o segundo ponte. O passe milimétrico, com o efeito certo para fugir dos zagueiro e encontrar nosso atacante.

Sem muito mais a perder, o Mirassol se lançou mais ao ataque e com um velho conhecido nosso, diminuiu o placar. O não-tão-prestigiado- Gabriel encontrou rebote e, com certo espaço, conseguiu ajeitar e tirar a bola do alcance da nossa defesa. Flamengo tentou responder em uma jogada que inverteu o eixo de apoio do segundo gol. Plata faz o pivô para Arrascaeta, mas a finalização encontra uma grande defesa de Walter. Na sequencia, a resposta do time paulista. O contra-ataque de escanteio é um dos mais perigosos do jogo, mas Rossi impediu o que seria o gol de empate.

Sem tempo para mais nada, a vitória do Flamengo abre três pontos na liderança do campeonato, aumentando a pressão sobre os perseguidores. O Flamengo segue líder, com um jogo a menos. Segue sendo o melhor ataque do campeonato, a melhor defesa e mesmo com ocasionais dificuldades, os comandados de Filipe Luis seguem fazendo um campeonato quase perfeito.

E vamos para mais,
SRN

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Golpe mais duro da temporada?

 O Flamengo chegou à Arena MRV com a missão clara: reverter o placar agregado após o empate em 1x1 no Maracanã. Os onze selecionados por Filipe Luis para começar o jogo poderiam não ser o dos sonhos, mas não havia duvida que eram capazes de buscar, ao menos, um gol.

Os comandados de Filipe Luís começaram pressionando, mas o Atlético-MG, seguro defensivamente, fechou os espaços com a mesma qualidade das duas partidas anteriores, da mesma forma que o Flamengo controlava a posse de bola e o campo de ataque. A principal diferença foi que o perde-pressiona rubro-negro estava mais encaixado e isso permitiu que os jogadores ofensivos arriscassem mais. Primeiro Pedro tenta de longe, mas só depois que nossos quatro atacantes resolvem trocar passes rápidos pelo meio que o risco se paga. Aos 21 minutos, a jogada que acendeu a esperança rubro-negra. Plata cobra o lateral e Varela aciona o pivô do Pedro que solta para Plata. O Equatoriano tabela copm Wallace Yan e encontrou Everton na área, o ponta deu um come seco no zagueiro e bateu de biquinho para abrir o placar.

O segundo tempo foi um teste de resistência. Os mandantes cresceram no jogo e partiram para o ataque. Scarpa acertou a trave duas vezes, e Rossi brilhou em defesas cruciais. Filipe Luis tentou renoar o fôlego da equipe, mas as substituições não foram o suficiente para o Flamengo retomar o controle da partida. Mesmo sem o controle, algumas chances foram criadas, mas muito mais devido ao excesso de animosidade que carregava a partida.

Nas cobranças, o drama se intensificou. Arrascaeta e Jorginho converteram com categoria. Rossi defendeu de Alonso, colocando o Flamengo na frente, mas Samuel Lino e Wallace Yan não conseguiram trazer a classificação e o placar de 4x3 nos pênaltis encerrou a curta campanha rubro-negra na Copa do Brasil.

A eliminação veio nos detalhes, contra um adversário que estava especialmente mordido contra a gente. Com menos uma chance de título na temporada, os olhos se voltam a prêmios maiores. Mais sedentos e mais atentos.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Flamengo e Ceará dividem os pontos em jogo morno

Em Fortaleza, os comandados de Filipe Luis encontraram um Vozão disposto a complicar a vida rubro-negra. Os onze iniciais buscava a confiança que terminou o último jogo Emerson Royal e Samuel Lino estreavam como titulares. Mesmo com a posse de bola dominante desde os primeiros minutos, a equipe rubro-negra demorou a converter seu controle em chances claras e retornou ao Rio de Janeiro somente com um ponto na bagagem. 

Plata, aos 10 minutos de jogo, começou os esforços de gol. A finalização clássica do Ponta invertido obrigou o alto goleiro Bruno Ferreira a realizar uma boa defesa. Mas nosso adversário fechou bem o coração da área e sempre enticou os contra-ataques quando teve chance.

Aos 35 minutos do primeiro tempo, Plata recebe aberto, aciona a ultrapassagem de Royal, mas o cruzamento rasante não encontra ninguém para a escorada final. Aos 38 minutos, também pela direita., foi a vez de Emerson fazer a amplitude para Plata atacar o espaço. Recebendo uma linda bola cavada de Léo Ortiz, Plata somente ajeitou de cabeça para Arrascaeta finalizar de canhota no canto esquerdo.

O segundo tempo, no entanto, trouxe um Ceará renovado e um Flamengo que não conseguia manter controle igual ao primeiro tempo. Aos 23 minutos, Lucas Mugni cobrou escanteio, Rossi falhou na saída, e Pedro Raúl aproveitou para empatar de cabeça. As substituições de Filipe Luís buscaram equilíbrio, com a entrada de Allan e Juninho, mas o time não encontrou a criatividade necessária para desmontar o bloqueio cearense. No fim, o 1x1 refletiu um jogo de contrastes: domínio rubro-negro sem eficácia, e um adversário pragmático que soube capitalizar seu momento.

Agora, o Flamengo volta ao Rio com um ponto conquistado, mas a sensação de que poderia ter feito mais. A equipe segue líder, melhor ataque e melhor defesa, mas também passa por uma fase que revela mais fragilidades e necessidade de ajustes do que se via em outros momentos da competição.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Final de semana já estava quase acabando, mas para alguns, a principal parte dele estava prestes a começar. Oito e meia da noite, no Maracanã, O Flamengo tinha um encontro marcado com um grande nacional. Mais do que isso, encontrou uma oportunidade de retomar a liderança do campeonato. Allan retornava ao time titular se juntando com Viña, que iniciava seu primeiro jogo depois de aproximadamente um ano inapto. O trio de ataque foi a mesmo, mas somente com a bola rolando saberíamos aonde cada um jogaria.

Sem nem mesmo dar tempo de estudar o jogo, o Flamengo foi para cima. Jorginho para Bruno Henrique e Léo Pereira para Pedro mostraram que o Flamengo não teria cerimonia pra explorar a construção direta, a bola longa e essa duas jogadas geraram perigos consideráveis para o goleiro adversário antes mesmo de se completar cinco minutos de jogo. Mas foi aos 5 minutos de jogo que o primeiro goleiro foi superado. Explorando o contra-ataque, nosso adversário também se utilizou da bola longa, mas sem sucesso. A jogada tinha Varela e Viña na frente de Rony, mas a falta de ritmo de jogo do canhoto complicou o que estava fácil. Rony conseguiu ganhar a dividida com Rossi e finalizar para o gol sem goleiro. Não havia goleiro, mas havia Varela. O compatriota do canhoto não só mostrou a raça necessária para jogar no Flamengo, mas mostrou também a concentração e benevolência para se conquistar títulos, cobrindo as falhas de seus companheiros.

A sequencia de lances não conseguiram alterar o placar, mas alteraram a forma de ambas as equipes jogarem. O Atlético reforçou a proteção a linha defensiva, enquanto o Flamengo elevou a cautela em suas construções para não ceder mais contra-ataques. Essa combinação fez o Flamengo ter um primeiro tempo de bastante controle de posse de bola, mas enfrentando um time bem fechado, as oportunidades foram ficando escassas. Somente quando Jorginho, aos 25 minutos, voltou a utilizar a bola longa, o domínio de Plata obrigou o zagueiro a tomar uma decisão ruim, fazer a falta ou deixar caminhar livre. A escolha pela falta foi milimétricamente a favor do menos pior para a equipe mineira e o Flamengo teve seu pênalti anulado.

Para o segundo tempo, ambas as equipes voltaram com uma alteração, ambas envolvendo o meio-campo, mas ambas sendo insuficientes para mudar o panorama do jogo. Flamengo continuava exercendo um jogo de controle, enquanto nosso adversário priorizava se defender bem. Aos 15 minutos, Filipe Luis resolve renovar o fôlego dos jogadores de ataque e Arrascaeta e Plata dão a vez para Luiz Araújo e Wallace Yan, ambos jogadores com alta participação em gol.

Aos 29 minutos do segundo tempo, com o placar zerado, estávamos preste a entrar naquela momento em que a emoção e a vontade começam a superar a concentração e disciplina tática. Quando o tempo do relógio começa a ficar regressivo e cada minuto passado é um minuto desperdiçado na ânsia por abrir o placar. Mas o pé preciso de Luiz Araújo foi mais importante. Aonde Ortiz começa a joga impedido, buscando não ser notado, quando Pereira busca se desvencilhar para fazer uma corrida livre, ao mesmo tempo que Pedro briga por espaço com o seu defensor designado. A cobrança só precisa encontrar um jogador para ser convertida em gol, mas o segundo poste possuía três ótimos alvos. Léo Ortiz, como alvo central se encontrou livre e não perdoou.

O gol tardio sempre traz uma sensação de gol da vitória, mas com nosso adversário se abriu e buscou o empate. Teve alguns lances ligeiramente perigosos, mas não conseguiu o abafa final e o placar se manteve inalterado.

A melhor defesa e o melhor ataque do campeonato retornam ao topo da tabela. Agora, possuindo um jogo a menos, a liderança se torna ainda mais segura.

E vamos por mais,
SRN

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Jejum e Dificuldades, a Epopeia Rubro-negra em Bragança Paulista

 Mais do que uma vitória, no frio de Bragança Paulista, o Flamengo precisava jogar bem. O time parceiro da bebida energética vestiu a carapuça e começou o campeonato com uma sequencia forte, que os deixava na terceira posição. Na pratica, era um confronto direto, era um confronto difícil e os oito desfalques deram particularidades especiais para esse encontro. Pedro e Evertton Araujo foram promovidos aos onze iniciais e encontraram rostos que figuram essa seleção com mais frequência. 

O jogo começou quente e aos 4 minutos do jogo, o Red Bull Bragantino já havia feito duas finalizações. Mesmo que nenhuma tenha exigido intervenção de Rossi, era um sinal não muito positivo. Mas a surpresa da noite não foi o começo enérgico do time da casa, ou mesmo a escalação de Filipe Luiz, mas a inversão de posicionamento de Bruno Henrique e De Arrascaeta. Inversão de posicionamento e não de função. Jogar aberto exigiria mais esforço físico do nosso uruguaio, mas Bruno Henrique centralizado foi vital para o plano de jogo rubro-negro. Somando suas valências com as de Pedro, nossa dupla de ataque combinava força, velocidade, técnica, inteligência e uma infinidade de jogadas, tornando  nossa bola longa muito efetiva e perigosa. Mesmo que a equipe de Bragança tentasse subir a marcação, Rossi e nossos zagueiros estavam prontos para explorar o cobertor curto adversário e essa combinação nos deu o controle da posse de bola.

Mas só controle da posse de bola não ganha jogo. Para fazer a defesa adversária sofrer, explorávamos as laterais do campo, mas um primeiro tempo pouco inspirado de Arrascaeta e Wesley não deixaram o Flamengo antecipar nossa alegria. Já na outra baliza, aos 41 minutos, Rossi cumpriu o principal oficio do arqueiro e colocou mais uma defesaça em seu currículo.

No início do segundo tempo, a pior noticia do jogo. Uma jogada muito bem desenhada e ensaiada causou uma confusão em nossa linha defensiva e Lucas Barbosa conseguiu ficar cara a cara com Rossi, mas dessa vez, nosso goleiro nada pode fazer. O placar estava aberto.

Com o reinicio, a inspiração. Não se pode dizer se a melhora rubro-negra aconteceu devido as mudança no vestiário ou pelo gol sofrido, mas o ímpeto para agredir o adversário era visivelmente maior que o primeiro tempo. Logo aos 5 minutos, Bruno Henrique ganha um bola longa e aciona seu parceiro Arrascaeta. Mesmo com outro astral, a inspiração ficou por milímetros e a finalização não encontrou o gol. Já aos 9, Arrascaeta consegue a escorada para Jorginho, mas a finalização tambem não se converte em gol.

Nosso craque Uruguaio poderia estar em uma das suas noites menos inspiradas, mas tentando repetitivamente, uma hora a jogada entra. Aos 20 minutos, uma falta distante, que exige a combinação perfeita de força e precisão encontra a corrida, também perfeita, de Léo Pereira pra empatar. O gol até poderia trazer alegria, mas o que vimos foi foco. Léo Ortiz buscou a bola dentro do gol enquanto toda a equipe flamenguista retornava o mais rápido possível para o reinicio de jogo.

A vitória que esperou 29 anos para chegar viria, mas contando com a ajuda daqueles que não iniciaram o jogo também. Antes mesmo do gol, Filipe Luis já havia acionado Wallace Yan e Viña. No segundo gol, seus talentos foram evidenciados. Aos 39 minutos do segundo tempo, Léo Pereira e Arrascaeta triangulam junto com o lateral esquerdo e Vinã consegue conduzir, dribla e vira o lado. Wallace Yan domina e ganha tempo para a ultrapassagem de Wesley. Por mais que a ideia fosse finalizar, o segundo toque foi longe, mas nosso menino consegue ser rápido e encontra a solução perfeita. Nosso outro menino Wesley, com o pulmão privilegiado, finaliza no cantinho, sem chances para o goleiro Cleiton.

O gol sacramentou o placar e a deu os louros para a grande atuação do Flamengo nessa noite de quarta-feira. Mesmo ainda não sendo lideres do campeonato, ainda dependemos só de nós.

E vamos por mais.
SRN.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Da Preguiça ao Despertar: Um Jogo que Reflete uma Jornada

Se recuperando de uma inesperada derrota, o Flamengo de Filipe Luis retornava ao Maracanã e enfrentava um rival local. A proximidade nas letras do Fla-Flu não refletia o encontro dentro de campo. A diferença geracional entre os professores também apresentava diferenças em estilo de jogo. Nosso craque de 87 apostou em três zagueiros e perseguições longas, nosso craque de 2019 apostou na juventude de Wallace Yan para liderar nosso ataque.

Com o apito inicial, percebemos que ambas as estratégias podem ser competitivas e vitoriosas, mas o encontro delas resultou em um primeiro tempo preguiçoso. Jorginho, aos 7 minutos, chutou para as arquibancadas após um cruzamento desviado de Everton Cebolinha. Aos 41, foi a vez de Cebolinha, mas o disparo também não resultou em defesas. Já tentando infiltrações rasteiras, Luiz Araújo tentou um passe para Wallace Yan e se notou que a juventude teria dificuldades para encontrar os poucos espaços entre os três zagueiros. Rossi foi mais acionado com pé do que com a mão, mesmo realizando a única defesa do primeiro tempo, os maiores sustos vieram da super confiança no seu passe que encontrou janelas curtíssimas e perigosas.

O segundo tempo se inicia sem alterações, nas escalações ou nas formas de jogar. Mas aos 12 minutos de jogo, um lance que não mudou o placar, mas que mudou o jogo. O escanteio cobrado por Luiz Araújo encontrou Léo Ortiz sozinho, na marcação individualizada do nosso rival. Nosso camisa 10 da zaga estava encontrando vantagens no duelo contra o zagueiro Freytes. Novamente, aos 23 minutos, Léo Ortiz consegue a finalização, mas dessa vez sem obrigar Fábio a realizar uma defesa.

Aos 27 minutos, um outro personagem central do jogo foi acionado, o "Bad Boy" Pedro. Um apelido que nunca imaginaríamos colocar no educado "Artilheiro Reverência". Se juntando com Juninho, que havia entrado mais cedo, o ataque rubro-negro ganhou mais maturidade e mais fôlego. E aos 39 minutos a combinação entre os dois deu seu primeiro fruto. O facão do Pedro foi mais rápido que a zaga, para a felicidade do GPS e o passe de Juninho foi milimétrico. A defesa do Fábio não permitiu a redenção de Pedro, mas deu uma nova chance para o ataque rubro-negro.

Novamente Luiz Araújo na cobrança, novamente Léo Ortiz como alvo, mas dessa vez, a cobrança foi direcionada para o primeiro poste. Léo Ortiz consegue ganhar o duelo, mas a cabeçada saiu com um efeito que tirava a bola do gol, um detalhe cruel de quem teve uma grande vantagem em todo o jogo. O toque foi afastando aos pouco a bola do segundo poste, mas lá acontecia um outro duelo. Pedro estava sendo marcado por Renê. Antes da cobrança, ele anda para trás, para reposicionar o antigo banco de Filipe Luis. Quando a cobrança entra, Pedro ataca o espaço e se joga na jogada. Um lance de quem tem leitura, concentração e raça. Um lance de quem não precisa de mais de duas oportunidades para fazer um Gol.

A vantagem mínima conquistou os três pontos para o Flamengo e mesmo que o despertar tenha vindo com 45 minutos de atraso, foi o suficiente para esse pequeno passo nessa maratona que se chama Campeonato Brasileiro.

E vamos por mais,
SRN

sábado, 12 de julho de 2025

Líder antes, líder depois: Flamengo mostra que normalidade é vencer!

Retornamos ao nosso habitat natural. A casa cheia não só celebrava o direito de sonhar, mas incentivava o suor de cada batalha, pois o título de campeão se constrói jogo a jogo. O local, Maracanã. O adversário, São Paulo. Nossa equipe defendia a liderança, o melhor ataque do campeonato e também a melhor defesa.

Apesar do susto na lista de relacionados, os onze iniciais não apresentaram nenhuma surpresa. Diferente do começo de jogo que, aos oito minutos, forçou a entrada de Ayrton Lucas no lugar de Alex Sandro. Sem amostragem suficiente para saber se alguma coisa mudou, pouco importou, porque o Flamengo conseguiu marcar alto e controlar a posse de bola no campo do adversário. Mas o jogo não era perfeito, faltava entrada na área e nosso adversário soube muito bem fechar esse espaço.

Os métodos para furar retrancas também são conhecidos. Arrascaeta tentou de cabeça, Bruno Henrique e Luiz Araújo tentaram de fora da área, mas foi Léo Ortiz que obrigou o goleiro Rafael a realizar sua primeira grande defesa. Os comandados de Filipe Luis seguiram pressionando e seguiram atacando. Nos minutos finais do primeiro tempo, a equipe são-paulina tentou subir a marcação e o Flamengo criou suas melhores chances no jogo. Pela bola longa, Léo Ortiz achou Wesley que, de esquerda, procurou o cantinho, mas assistimos à maior defesa do jogo. Depois, invertendo o lado e criando por baixo, Bruno Henrique acha Plata, mas a finalização frontal passa a milímetros para fora e o primeiro tempo se encerra sem que o placar fosse alterado.

O segundo tempo se iniciou da mesma maneira que o primeiro. Com o Flamengo ocupando o campo de ataque e com uma substituição forçada na nossa lateral esquerda. Filipe Luis optou por Varela, uma vez que Viña ainda não possui nível físico apropriado. Um destro na lateral canhota muda muita coisa, talvez a principal mudança seja o direcionamento das jogadas para a direita.

Aos 15 minutos, isso aconteceu. Varela se sentiu bloqueado para atacar a profundidade na esquerda e direcionando ao pé direito, o passe para Jorginho fica fácil. Plata assume a proatividade da jogada e também com o pé direito, abre no lateral destro. Wesley opta pelo passe de retorno e ataca a profundidade, abrindo a jogada pela direita, mas o canhoto Luiz Araújo confia demais na sua batida de esquerda e, com razão, acha o ângulo para abrir o placar. Somente um golaço desse nível poderia superar a grande atuação que vinha fazendo Rafael, até ali.

A desvantagem no placar abriu nosso adversário. Substituições foram feitas, nossos defensores passaram a enfrentar pulmões frescos e a bola passou a circular mais em nosso campo de ataque. Com apenas uma parada disponível para fazer três substituições, Filipe Luis segura sua ação, mas aos 37 minutos do segundo tempo ele aciona Cebolinha De la Cruz e o iluminado Wallace Yan.

O placar magro faz crescer a tensão, qualquer erro poderia ser fatal e tirar dois pontos da nossa conquista. O problema, para eles, é que temos um jogador que não liga para momentos de tensão. Luiz Araujo tentou emplacar seu segundo, mas Rafael não consegue fazer a defesa completa e nosso menino faz o que faz de melhor. Sortudo só fala aquele que não viu Wallace Yan acompanhando a jogada e reagindo primeiro que todo mundo. O chute estufa as redes e sacramenta a vitória rubro-negra.

Mesmo não sendo um retorno perfeito, Flamengo cumpre seus deveres com louvor e acrescenta mais uma vitória sem levar gols em seu currículo. Em solo latino-americano, chegamos a nove jogos invictos e dentro de campo, provamos que ainda somos a melhor equipe do Brasil.

E vamos por mais.
SRN

quarta-feira, 25 de junho de 2025

No Triz da Trave

 A magia mundial continuava e superava a competição. Ao mesmo tempo que o Flamengo já se encontrava classificado e em primeiro lugar do grupo, nosso adversário já se encontrava eliminado. Não havia mais nada a ser disputado em campo, somete a honra de se declarar vencedor desse duelo. Para conquistar esse direito, Filipe Luis gira um pouco as peças iniciais, mas não mudou a mentalidade coletiva.

Logo no apito inicial se notou um Flamengo controlador da posse de bola e que desejava ocupar o campo de ataque. Um encontro de estratégias bem parecido com o da primeira rodada. Nos seria exigido muita concentração e paciência, além da inventividade para furar a retranca Hollywoodiana. No primeiro ensaio, fomos apresentados ao protagonista da noite, a trave. O cruzamento de bola parada de Arrascaeta contou com o bloqueio de Luiz Araujo para Danilo ficar livre, mas a protagonista estava lá e impediu a abertura do placar. Aos 10 minutos, a resposta da trave oposta. Também pela bola parada, também contando com ensaios e também com o mesmo resultado. Uma bola na trave que não balança a rede. Arrascaeta também encontrou o mesmo destino dois minutos depois.

Até o minuto 29, o protagonista da partida se manteve apagado. Nesse intervalo Flamengo seguiu controlando o jogo e atacando com paciência para nao ceder contra-ataques. Depois da saída errada de Lloris, a bola ficou viva e o gol vazio. A primeira finalização de Pedro foi bloqueada, mas a segunda não encontrou nenhum defensor, mas encontrou a protagonista da noite e novamente a abertura do placar foi impedida. Impedido também foi o gol do Los Angeles aos 36 minutos do primeiro tempo e também na finalização perigosa aos 11 minutos do segundo tempo. Mas diferente do lance do gol, que foi uma jogada ensaiada, o lance do segundo tempo atacou a linha alta rubro-negra. Flamengo seguiu atacando. Cebolinha e Luiz Araújo tentaram de fora. Pedro quase fez um golaço, mas foi Arrascaeta que, novamente, exigiu a participação da trave, aos 24 minutos do segundo tempo.

O tempo foi passando, substituições acontecendo. Até que no minuto 38, nosso adversário testou nossa linha alto, só que dessa vez deu certo, os norte-americanos superaram a trave e Rossi. O gol foi decepcionante, mesmo que não mudasse nada no campeonato. Mas a responsabilidade de vestir rubro-negro é maior que pontos e campanhas podem dizer e Wallace Yan sabe bem dessa responsabilidade. 3 minutos depois de sofre o gol, nosso menino recebe de Jorginho e se ve cercado por três. A solução foi atacar. Arrancou e ficou de frente para o goleiro adversário. Dessa vez sem toque acidental, dessa vez por puro talento.

O empate também não mudou nada na tabela e manteve uma sequencia invicta de onze jogos. Agora o mata-mata e só vitória interessa para mantermos nosso sonho vivo.

Seremos,
SRN

sábado, 21 de junho de 2025

Botou os ingleses na Roda

 Uma analise imparcial não poderia deixar passar as principais dificuldades que o Flamengo passou com esse elenco e também com esse técnico, Filipe Luis. Muitas vezes nosso jogo de posse encontra dificuldades de avançar quando o adversário sobe o nível físico das divididas. Muitas vezes temos dificuldades em enfrentar boas defesas que protegem bem a área. E levar gols de contra-ataque é mais rotineiro que se gostaria. Ontem, contra o Chelsea, esses três aspectos foram testados e o resultado vocês já sabem.

Logo após o apito inicial, o Flamengo mostrou que ia querer a bola, mas aos oito segundo uma dividida faltosa do clube inglês mostrou que não ia faltar jogo físico por parte deles e em menos de meio minuto a segunda falta já havia sido marcada para dar certeza. O Flamengo insiste na posse e utiliza bem a qualidade de Rossi, testa gatilhos, observa coberturas. Quando a jogada não acontece, a pressão na bola é intensa e força o erro do nosso adversário e recuperamos a bola em uma ótima faixa de campo. Jorginho, Arrascaeta e Pulgar, de primeira, giram para Luiz Araújo. Por detalhes o passe para Gonzalo Plata não entra, mas o começo de jogo foi bem promissor.

Mas restavam outras fragilidades rubro-negras para serem testadas e aos 12 minutos de jogo, um lance capital. A bola parada ofensiva foi aberta para ter o segundo toque para depois ser finalizada ao gol, jogada ensaiada clássica, mas o toque de Léo Pereira fica fraco e o chutão da defesa foi fácil. Wesley, na ânsia de controlar a posse de bola, assumiu o risco e foi cobrado por seu erro. No esporte bretão, uma falha individual tem consequências coletivas, o placar estava aberto para o lado errado. O gol não abalou a equipe, o psicológico forte é uma característica positiva dessa equipe e seguimos controlando a posse de bola Mas agora com uma prioridade defensiva mais urgente, nosso adversário fechou bem a área e repetimos nossa dificuldade para dar trabalho ao goleiro adversário. Só aos 42 minutos de jogo voltamos a assustar os ingleses. Também pela bola longa, também pela cobrança aberta para o segundo toque para escorada final. O padrão estava ali, mas faltava o detalhe que um jogo decisivo pedia.

Com a entrada de Bruno Henrique, não faltou mais. No inicio do segundo tempo nossa equipe estava perdendo força na marcação alta, não estávamos conseguindo subir rápido o suficiente para não dar tempo do adversário achar os buracos. Nosso ídolo que entrava no jogo foi acionado por isso, mas foi recompensado por outro motivo. 

Aos 60 minutos, quando o escanteio de Luiz Araújo fica curto, o Flamengo ganha uma segunda chance. A bola gira da esquerda para direita, só para Gerson jogar lá para a esquerda novamente. Plata escora e Bruno Henrique marca. Os comandados de Filipe Luis empatam o jogo, mas nosso adversário sentiu o golpe. No primeiro escanteio depois gol, Pulgar com o pé calibrado acha Bruno Henrique que, dessa vez, serviu de garçom. Danilo, rubro-negro de Bicas-MG, vira para o Flamengo.

Com o psicológico abalado, Nicolas Jackson é expulso sete minutos depois do primeiro gol do Malvadão. Em um curto período de tempo, o Flamengo, que já controlava o jogo, passou a controlar o placar e a superioridade numérica sinalizava uma facilidade maior ainda. Aos 37 minutos, O redentor Wesley chega ao seu limite e aproveitando a entrada de Varela, Filipe Luis aciona outro jovem que não se abala facilmente. Wallace Yan entra na vaga do Coringa Gerson. Quando o Rossi bate o tiro de meta, nosso menino abriu na direita e logo no seu primeiro toque na bola, mostra seu talento e personalidade. Além de enganar seu marcador, ele acelera o ataque rubro-negro. Não satisfeito ele da um pique para novamente ser opção de Plata. A tabela sai, mas ele não consegue sair da frente e a finalização do equatoriano bate nele. Mas como se bola quisesse que o gol fosse de Wallace Yan, ela se apresenta a sua frente e nosso menino só aceita o presente.

Nosso adversário não desiste, se esforça para para diminuir aa diferença, mas o terceiro gol fecha a partida em favor do Flamengo. A vitória é um passo dado em direção a um sonho maior que essa partida mostrou que esse sonho está ao nosso alcance.

Seremos
SRN

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Flamengo e Mundial é uma combinação mágica

A data que passou já estava marcada em nosso calendário há muito tempo, mas outros compromissos nos fizeram colocar esse sonho um pouco de lado. Ontem nada mais importava, e nos permitimos vivê-lo. Ainda assim, os comandados de Filipe Luis entravam em campo com um simples objetivo, a vitória. Para isso, contamos com a estreia de Jorginho que foi acompanhado pela entrada de Pedro e Varela.

Pouco era sabido do adversário Tunisiano, os dois únicos brasileiros possuem passagens discretas pela nossa elite futebolística e contanto com certa dose de brasilidade, o time do Magreb escolheu não marcar alto e iniciava o combate um pouco antes da linha de meio-campo. O uniforme era desconhecido, mas na estratégia não. Seria necessário paciência e se utilizar de qualquer ferramenta disponível para aproveitar os poucos espaços que são cedidos perto do gol adversário.

Aos 14 minutos, a primeira ferramenta conhecida, a bola parada. A cobrança de Luiz Araújo encontrou Léo Ortiz, mas a cabeçada subiu demais. Mas foi com a bola rolando que, aos 16 minutos de jogo, o Flamengo abriu o placar. Quando Jorginho recebeu a bola de Ayrton Lucas, os espaços sorriram para o craque e Arrascaeta foi apenas um intermediário para acionar o Varela. A bola vai, novamente, de um flanco ao outro e Luiz Araujo serve o presente para aquele que aceitou ceder a bola mais cedo. Arrascaeta, em sua fase mais artilheira, fez o primeiro gol do Flamengo nesse Mundial.

O adversário resolveu fechar um pouco mais o nosso lado direito e o Flamengo, com a vantagem no placar, resolveu arriscar menos. O desfecho foi 30 minutos sendo jogados com controle, mas não dominância com o goleiro do Esperance sofrendo mais sustos que Rossi.

O intervalo trouxe mudanças. Espérance apostou em uma alteração dupla, tentando se abrir para o jogo. Mas quem realmente colocou a defesa adversária em alerta foi Pedro, voluntarioso, incansável, faltou apenas o gol para coroar sua dedicação. 

Aos 21 minutos, porém, o jogo ganhou um novo protagonista: Youcef Belaïli. O argelino começou a encontrar brechas, obrigando Rossi a trabalhar mais do que o desejado. Foi o suficiente para Filipe Luís agir. A resposta veio em forma de dupla substituição, ajustando o meio-campo e recuperando o controle que o Flamengo não podia perder.

A mudança jogou Luiz Araújo lá para sua posição de conforto, na direita e aos 25 minutos ele nos lembrou que é o segundo jogador com mais participação a gol desse time. A jogada contou com um esforço do Varela para não deixar a bola sair e um passe de primeira de Jorginho que deu espaço de sobra para nosso ponta caprichar na finalização.

A equipe tunisiana ainda tentou, no desespero, buscar um gol, mas Rossi seguiu sem ser acionado e o Flamengo conseguiu concluir a estreia de uma maneira extremamente segura e confortável. Melhoramos alguns números e sequencias que trazemos dessa temporada, mas nesse campeonato tão particular, apenas me permito sonhar.

Seremos...
SRN

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Fome de Gol: Luiz Araújo e Cia. Devoram o Fortaleza

Depois do alivio de quarta-feira, Flamengo retornava ao Maracanã. Chave virada. O adversário era o Fortaleza pela última rodada do Campeonato Brasileiro antes do Mundial. Bruno Henrique, Everton Cebolinha e Danilo foram escolhidos para se juntar aos onze iniciais. 

Logo aos 4 minutos de jogo, o caminho das pedras. Danilo consegue achar um bom passe para Bruno Henrique que solta a bola para Luiz Araújo. Nosso ponta direta corta para canhota e com sua insaciável fome de gol, finaliza, mas João Ricardo realizou a primeira das oitos defesas que fez ontem a noite. Aos 13 minutos, a jogada envolvente na esquerda entre Cebolinha e Alex Sandro deu a finalização para Bruno Henrique dessa vez, mas novamente o goleiro do Fortaleza interviu com sucesso.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, ainda com o placar zerado, o Flamengo seguia com a posse, seguia ocupando o campo de ataque. Mas com quase batendo meia hora de jogo sem gols, as chances criadas começam a se confundir com chances perdidas e a confiança se mistura com ansiedade. Não para Léo Ortiz. Nosso zagueiro armador ve a oportunidade de carregar a bola, e sem medo, avança. O passe é digno de um camisa 10, e não por coincidência, encontra o atual privilegiado em trajar a camisa 10 da gávea. Arrascaeta, em sua fase mais artilheira, não perdoa.

O primeiro tempo não terminaria sem uma bola na trave de Luiz Araújo, e também, de uma boa infiltração de Varela depois do passe de Evertton Araujo. O Flamengo queria mais. Tanto que logo no terceiro muito do segundo tempo, os comandados de Filipe Luis pressionam o adversário e recuperam a bola em uma zona prolífera. O cruzamento de Cebolinha sai aberto, divididas acontecem e Varela consegue retribuir o favor do final do primeiro tempo. Nosso cria, Everton Araujo consegue dominar e finalizar rápido.

Com o adversário nas cordas, o Flamengo não tirou o pé. A finalização de Bruno Henrique deu rebote, mas a de Luiz Araújo encontrou as redes. Pedro aos 14, Evertton aos 16 e novamente Pedro, aos 24 minutos, mostraram para o goleiro João Ricardo que a noite dele estava a um detalhe de piorar. Tanto que na jogada seguinte, Pulgar aciona Varela com uma bola longa. O Uruguaio se inspira no companheiro chileno e também decide por uma bola aérea. Michael no segundo poste foi o destino final e com uma brilhante finalização de primeira, nosso menino maluquinho faz mais um. Pedro também queria o dele e aproveita o domínio errado do zagueiro para roubar a bola. A dobra vai nele e nosso centroavante mostra que a fome de goleada é maior que a fome de bola e Luiz Araújo foi o escolhido para dar números finais a partida.

O melhor ataque do campeonato retoma a liderança. A melhor defesa do Brasil chega a oito jogos sem perder. A melhor equipe do Brasil agora ruma aos Estados Unidos, na melhor forma possível.
E vamos por mais.
SRN

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Com Sufoco e Alívio, Um Ciclo Fechado

Precisando vencer para se classificar, o Flamengo enfrentou o Deportivo Táchira na última rodada da fase de grupos da libertadores. Uma simples vitória classificaria, mas existia a chance de um bônus, se o placar fosse elástico o suficiente, poderíamos classificar em primeiro, dependendo o resultado do outro jogo também. Para essa missão, Filipe Luis colocou Arrascaeta e Pedro, nossos jogadores mais determinantes, como dupla de frente.

O jogo começou e logo foi vista a distancia entre as estratégia adotadas. Além a influencia do contexto que ambas as equipes se encontravam. Se poder perder mais nada, porque já havia perdido tudo, a equipe Venezuelana passou trinta minutos de jogo com 11 jogadores atrás da linha da bola e com a tranquilidade que somente bicões para o lado eram o suficiente para cumprir sua missão. Já a equipe rubro-negra, precisava encontrar caminhos estreitos até o gol de Jesús Camargo. Se aproveitando da hiperatividade de Michael, o Flamengo buscou bastante o lado esquerdo e aos 4 minutos, Allan realizou sua primeira finalização. Aos 17, um raro espaço no corredor central permitiu que Léo Ortiz utilizasse Arrascaeta e Pedro, aa decisão final caiu nos pés de Luiz Araújo, mas o pé de Jesús Camargo também estava lá. Os venezuelanos aprenderam com as jogadas e as outras chances do Flamengo só seriam chutes de longe ou cruzamentos, ambas insuficientes para abrir o placar no primeiro tempo.

No segundo tempo, Bruno Henrique entrou no lugar de Michael. Logo na sua primeira jogada, BH cruza e encontra Gerson na pequena área, mas o goleiro venezuelano defende e se consolida como um grande personagem da partida, ate ali. Aos sete minutos, Gerson rouba uma bola e acelera em contrataque. Luiz Araújo faz grande jogada, mas quando a bola cai no pé de Arrascaeta, a finalização sai fraca e a ansiedade vai chegando perto do incontrolável. Mas aos 20 minutos o grito que estava entalado se explode. Luiz Araújo combina a jogada com Léo Pereira. O Cruzamento sai perfeito, mais perfeito ainda é a finalização de primeira do nosso zagueiro. Com a vantagem no placar, Filipe Luis saca Pedro e Arrascaeta para colocar Wallace Yan e Evertton Araujo. O time ganhava mais mobilidade e mais combate, mas também ganhava mais inexperiência. 

Os minutos foram passando e o Flamengo não conseguiu encontrar o segundo gol. mesmo com a bola rondando o campo de ataque, a qualidade e o volume das finalizações diminuíram. Nos últimos 10 minutos de jogo, o contexto emocional gritou. A ousadia de quem não tinha nada a perder encontrou o nervosismo de quem podia perder tudo em um mísero vacilo. Deportivo Táchira se lançou a frente e sem ver Alex Sandro, Rossi não sai completo e cede o escanteio. A bola foi para o perigo e novamente, uma dividida entre dois rubro-negro da uma pequena vantagem para o adversário. O silencio tomou conta do mundo quando Lucas Cano teve a bola em seu pé, mas o alivio teve um nome, Augustin Rossi. Novamente herói, o argentino vai se consolidando como um dos maiores nomes desse elenco.

O apito final trouxe a classificação em segundo lugar, situação que só será analisada em agosto. Até lá, Fortaleza no domingo e mundial logo na esquina. Flamengo chega a três vitorias seguidas pela primeira vez desde o carioca. Todo time tem seus defeitos e qualidades, e entre erros e acertos, Flamengo tem o melhor momento na temporada.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 26 de maio de 2025

O caminho está aberto. E o Flamengo está de olho no troféu.

Em um duelo direto pelo topo da tabela, o Flamengo enfrentou o Palmeiras no Allianz Parque com a missão de encurtar a distância para o líder. Sentindo a falta de dois três volantes, Gerson e Evertton Araújo ficaram encarregados de funções vitais para o time de Filipe Luis. Varela, em primeiro momento, assumiria a vaga do suspenso Wesley.

Com a bola rolando, o abafa inicial do time da casa deu resultado. Mesmo o pênalti sendo marcado as dez minutos de jogo, o Flamengo já havia bloqueado duas finalizações palmeirenses e tinha dificuldades em impor o seu jogo. Quando Piquerez foi para o bola, Agustín Rossi nos relembrou que vive um momento iluminado. Dessa vez, além de defender o pênalti, também defendeu o rebote e deu sobrevida para a equipe rubro-negra. O lance capital virou uma chave no jogo. Os comandados de Filipe Luis conseguiram equilibrar as ações do jogo e as sucessivas divididas no meio campo deram mais respiro para Rossi e Weverton.

No intervalo de jogo, Cebolinha da lugar para Michael e o Flamengo retorna com um pouco mais de pulmão que no primeiro tempo. A situação fica mais complexa quando Gerson sente uma lesão, forçando mais uma substituição e uma improvisação. Danilo entra, mas a função de volante fica para Varela. Vendo nosso time se desconfigurar, nosso adversário também mexe e vem para cima. Mas essa escolha cai em um ponto forte coletivo do time de Filipe Luis, a saída de bola sobre pressão. Danilo usa toda a extensão do campo e o passe para Léo Ortiz caminha rente com a linha lateral. Nosso camisa 10 da zaga solta para Luiz Araújo, que avança é caçado, manipula o zagueiro adversário e deixa nosso 10 e faixa em ótima condição. O pênalti é marcado e o próprio uruguaio assume a responsabilidade. Os jogos mentais e as provocações de nada adiantam e Arrascaeta abre o placar, com a frieza e classe característica.

A placar fez nosso adversário se jogar ainda mais para frente e nosso time respondeu diferente. Eles colocaram um meia no lugar do zagueiro, nós colocamos Ayrton Lucas no lugar de Luiz Araújo. Pedro e Wallace Yan também entraram. As alterações, de ambas as equipes, fizeram o jogo ser jogado mais no nosso campo defensivo. Quando Alex Sandro teve um lateral para cobrar aos 41 minutos, a opção obvia era no Pedro, mas ele ia decidir se segurava a bola para ganhar mais tempo, ou se ia acelerar com campo aberto. Nosso centroavante acelera para Wallace Yan que da um lindo toque para Ayrton Lucas, a bola fica dividida, mas da uma nova chance para o nosso menino. Dessa vez o passe vai no espaço e Ayrton Lucas tem tempo de dominar e olhar a saída do Weverton. O toque tirou o jogo do alcance do adversário e garantiu os três pontos para o Flamengo. No último lance da partida Rossi ainda realizou mais uma grande defesa para não deixarem esquecer que ele também foi importantíssimo para o resultado.

Com o resultado, o Flamengo mais que se aproxima da liderança. A equipe mostrou maturidade psicológica, uma defesa sólida e compreensão coletiva para compensar as sequencias de lesões em um setor primordial da equipe.

E vamos por mais.
SRN

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Time alternativo conquista classificação no ritmo do Mengão

Em um jogo que começou com o Flamengo ditando o ritmo desde os primeiros minutos, a equipe rubro-negra cumpriu as expectativas e conquistou a classificação, mesmo com alguns sustos defensivos. A rotação dos titulares seguiu a mesma estratégia no jogo de ida, mas Pedro e Gerson, por motivos específicos, também começaram o jogo.

O controle da posse de bola no campo ofensivo logo deu resultado. Um escanteio, uma bola viva e a concentração de Danilo faz ele agir primeiro e abrir o placar. Seguindo o padrão do ano, o gol no inicio facilita o jogo. e depois de uma joga bem trabalhada coletivamente, Pedro, com faro de artilheiro, aumenta o placar, aos 6 minutos de jogo.

O placar agregado e a diferença técnica das equipes finalmente é comprovada. Com o risco de sofrer uma goleada mesmo jogando fechado, o Botafogo da Paraíba resolve se abrir para o jogo e, nosso velho conhecido, Ceifador obriga Matheus Cunha a realizar uma grande defesa. O saldo existia, mas nosso adversário tentava reverter o lado psicológico do jogo e conseguiu alguns minutos de abafa. O Flamengo responde, principalmente com Ayrton Lucas. Primeiro, nosso lateral corta para direita e acha uma finalização no cantinho que é defendida. Depois, com o pé esquerdo, acha Varela livre no segundo poste e o três a zero estava estabelecido.

A retomada de concentração durou mais que alguns minutos, e mesmo com a grande vantagem, Cebolinha obrigou o goleiro Michael a realizar uma defesa. Defesa essa que Matheus Cunha não conseguiu fazer depois de um contra-ataque do adversário. Nosso goleiro saiu mal e mesmo que Michael conseguisse atrapalhar a finalização de Dourado, Cunha não estava aonde deveria e o gol aberto concretizou o gol de honra para o Botafogo da Paraíba.

No segundo tempo, estava na vez de Varela realizar um dos principais ofícios de um lateral e levantou uma bola precisa na área, buscando Everton Cebolinha. O atacante aproveitou o intervalo entre zagueiro e lateral oposto para cabecear livre. O goleada só não foi sacramentada porque, depois de um escanteio, Rodrigo Alves acertou um chute de rara felicidade. Sem deixar a bola cair, passando por todos os defensores e achando o cantinho do gol. Mesmo se Matheus Cunha estivesse no seu dia mais inspirado ele não alcançaria essa bola.

O placar ainda favorecia bastante o Flamengo que controlou o jogo até o apito final. O Gol de Joshua no final do jogo de ida trouxe a tranquilidade para fazer dois gols no inicio do jogo de volta, e assim, a classificação foi encaminhada com menos drama.

E vamos para mais,
SRN

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Muita Luta e Pouco Brilho, O Clássico que Poderia Ter Sido Mais

Em uma noite de domingo no Maracanã, Flamengo e Botafogo não saíram do zero em um jogo que possuiu mais intensidade nas divididas do que na parte ofensiva. O clássico, válido pelo Campeonato Brasileiro, mostrou duas equipes focadas em não cometer erros. Sentindo, principalmente, a falta dos dois camisas 10, a criatividade e a ousadia foi a grande derrotada da noite.

Desde o início, ambas as equipes tentaram controlar a posse da bola e iniciar a construção desde o tiro de meta, mas a preferencia pelas laterais do nosso adversário foram ineficientes. Do outro lado, Rossi, Pereira e Ortiz demostraram todo o repertorio de saída de bola e deram o controle do posse para os comandados de Filipe Luis. Uma vez que o Flamengo conquistava uma pequena vantagem, a fisicalidade do adversário aparecia No entanto, o Botafogo, organizado defensivamente, soube fechar os espaços e evitar maiores sustos no primeiro tempo.

A principal chance do Flamengo foi com Luiz Araújo. Aos 21 minutos, a marcação alto no lateral funciona e a bola sobra para nosso ponta que finalizou de primeira, mas foi detido por uma grande defesa de John Victor. Do outro lado, o Botafogo respondeu com Cuiabano, que apareceu pela esquerda e finalizou cruzado, mas sem acertar o alvo.

As substituições entraram em cena para tentar mudar o rumo da partida. Juninho e Matheus Gonçalves foram algumas das opções utilizadas pelo Flamengo, mas antes mesmo de sentirem o jogo, Nico De la Cruz sente uma lesão e obriga uma improvisação de Filipe Luis. O Flamengo se desorganizou e o Botafogo encontrou o seu melhor momento ontem. Com as entradas de Varela e Michael o Flamengo voltou a competir, ainda que não conseguisse criar grande chance alguma. Até que nos acréscimos, a chance final caiu nos pés de Alex Sandro, mas a finalização truncada foi para fora, e simbolizou bem o que foi o jogo.

O melhor ataque e a melhor defesa do campeonato não são o suficiente e o empate afasta o Flamengo da liderança. Mais uma vez o Flamengo não consegue obter três vitorias seguidas, feito que não acontece desde o Carioca. Em compensação, o triunfo nunca se distanciou por mais de duas partidas.

E vamos por mais.
SRN

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Vitória Rubro-Negra redireciona busca pelo Tetra!

Após interromper a pior sequencia de resultados do ano, o Flamengo retornou ao Maracanã e venceu a LDU Quito por 2 a 0, melhorando a sua condição pela classificação na Libertadores. Comandados por Filipe Luís, os rubro-negros mostraram um futebol de controle e objetividade, garantindo os três pontos com tranquilidade. Se equilibrando entre novos e velhos lesionados a escolha dos onze iniciais se fez característica desde o primeiro minuto.

Com a bola rolando, o Flamengo pressionava alto e, depois de recuperar, conseguiu ocupar o campo ofensivo do adversário. O inicio de jogo dos sonhos estava se concretizando e aos 11 minutos, Léo Ortiz abriu o placar após escanteio cobrado por Luiz Araújo. O zagueiro, que começou a jogada bem marcado, subiu sozinho e cabeceou no canto, sem chances para o goleiro Gonzalo Valle. No escanteio seguinte, por milímetros, Gerson não consegue o desvio no segundo ponte. Nosso time não deixou o ritmo cair. O campo ofensivo seguia sendo ocupado, finalizações seguiam sendo feitas. Uma vez com a bola no pé a LDU começou a achar alguns buracos na nossa marcação alta, mas ainda assim, não conseguiam bater o segundo combate e sequer cruzavam o meio-campo. Aos 37 minutos, a primeira finalização do nosso adversário, a jogada demostrou algum nível de perigo, mas a conclusão foi desastrosa, na arquibancada.

O primeiro tempo se encerrou sem mais alterações e no segundo tempo, aos 10 minutos, veio o gol que sacramentou a vitória. Alex Sandro tenta a jogada, força a marcação e depois de conseguir a vantagem, protege com o corpo para levantar a cabeça. Bruno Henrique era o alvo mas a defesa cortou mal, e Luiz Araújo, sempre atento, aproveitou o rebote para ampliar. O camisa 7, que jamais deixou de se doar para a equipe, também é constantemente recompensado e segue nos ajudando, com e sem bola.

O saldo de gols já era o suficiente para nos colocar em segundo no grupo, Filipe Luis decide acionar Cebolinha e Pedro. Além da efetividade acima da média, o pulmão fresco dava-os a chance pressionar um adversário já cansado. Mais tarde Wallace Yan e Evertton Araújo também são acionados, o Flamengo não perdeu competividade, mas o ajuste fino já não acontecia e o jogo se encerrou.

O caminho segue aberto, mas o trabalho não para aqui. O Flamengo mostrou força no Maracanã, mas sabe que a batalha pela classificação está longe de terminar. Com a lição aprendida e a confiança renovada, o time segue em frente, sempre com os olhos no próximo desafio.

E vamos por mais. 
SRN.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Flamengo reage, vence o Bahia e mostra garra mesmo com expulsão e lesão

 Depois da sequencia dos dois piores jogos do Flamengo na temporada, a equipe rubro-negra retorna ao Maracanã para reencontrar a sua torcida e para tentar reencontrar as vitórias. A equipe que tentava evitar esse feliz reencontro era o Bahia. As mudanças nos onze iniciais poderiam causar estranheza em um ou outro, mas todos os onze já foram titulares em outros momentos da temporada. A missão precisava ser cumprida.

Com a bola rolando, já aos 30 segundo de jogo, se denotou de um importante posicionamento da equipe que estava sendo assumido pelo nosso Menino Maluquinho Michael. Estava pronto para atacar o espaço em caso de casquinha, mas a bola ficou no chão e ele correu para ponta para receber a bola. Arrascaeta aproveita o espaço aberto pela movimentação de Michael e ataca a área adversária. O passe não sai perfeito e a primeira intervenção do goleiro Marcos Felipe é exigida.

Aos 3 minutos, em uma fase diferente de jogo, ele sobe a marcação e rouba a bola em uma zona muito vantajosa. Novamente o passe vai para o camisa 10 e novamente o gol não se concretiza. A parceria era prolifera, mas faltava o toque final do nosso mago uruguaio. O toque na trave de Léo Ortiz também foi perigoso, mas se serviu de inspiração, também ajudou. Aos 7 minutos de jogo, Varela recebe lá na amplitude direita, carrega e com ajuda de Léo Pereira, faz a jogada inverter de lado em apenas dois toques. Michael decide acionar Arrascaeta de uma forma diferente e nosso camisa 10 tem o recurso e, de cabeça, abre o placar para o Flamengo.

Com o placar aberto, Allan sofreu uma lesão e deu lugar a Luiz Araújo, mais tarde Pulgar também sentiria e Evertton Araujo foi acionado. Mas antes da saída do chileno, a equipe soteropolitana já buscava igualar as ações. Começando as jogadas atacando o nosso lado direito, Kayke exigiu grande defesa de Rossi na melhor chance do nosso adversário até ali. O primeiro tempo se encerra com a vantagem mínima para os comandados de Filipe Luis.

No segundo tempo, com menos opções de mudança que o adversário, os comandados de Filipe Luís tiveram que se reinventar em campo. Ainda que a equipe conseguisse controlar a posse de bola, não conseguia causar grandes complicações para defesa baiana, mas o volume esvaziado do adversário também poupava Rossi de ser acionado. A situação ficou mais complicada quando nosso adversário realizou uma tripla alteração e os pulmões frescos deram o caráter aberto que nosso adversário tanto buscava. Pior ainda ficou quando Gerson errou o tempo da jogada e foi expulso. Nessa altura, Filipe Luis já havia feito todas as cinco substituições e qualquer alteração tática exigiria mais do coração dos jogadores do que do seu conhecimento do jogo. Restou apenas confiar nos seus jogadores e assim deu certo.

Reencontrando a vitória, o Flamengo segue firme na busca pelos primeiros lugares da tabela. Mesmo com a confiança em xeque, a equipe rubro-negra confiou nos seus pilares de jogo e mostrou resiliência mental e defensiva para conquistar os três pontos, características essenciais para uma campanha vitoriosa.

E vamos por mais!
SRN

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Tranquilidade, o Presente do Flamengo ao Inimigo

Com a entrada de Bruno Henrique, Danilo e Ayrton Lucas, Flamengo se apresenta na Argentina com a oportunidade de se vingar da derrota no dia 09 de abril. Naquele primeiro encontro, a equipe argentina fez mais que expor fragilidades na equipe de Filipe Luis, mas conseguiu ser decisiva e concretizar o resultado. Na quarta-feira do dia 07 de maio, o Flamengo buscava mais que o resultado diferente, mas um desempenho superior.

A bola rola, a subjetividade e as expectativas criadas para o jogo diminuem, revelando o campo como o professor supremo a quem toda a concentração pertence e as muitas divididas confirmam a expectativa decisiva do confronto. Em uma dessas divididas, Pedro consegue dar a sobra para Bruno Henrique que, desequilibrado, chuta para fora. A equipe de Córdoba, pouco tempo depois, responde com uma finalização de longe e exigindo a primeira defesa do argentino Rossi.

Aos 9 minutos de jogo, depois do pivô do Gerson acionar Arrascaeta em movimento. O Mago uruguaio domina driblando e ganha tempo. Carrega para o pé esquerdo e , de canhota e no jeitinho, abre o placar. Com o placar favorável já no começo do jogo, a criação de expectativa em uma vitória fácil. Mal sabia que a noite na Argentina seria longa e frustrante. Já com a equipe mandante se posicionando melhor na partida, o chutão de Léo Pereira da a chance de Pedro dividir a bola no alto, mas sem sucesso, a sobra fica para Gerson em uma condição melhor. Melhor ainda estava Arrascaeta. Com campo aberto para conduzir, ele encontra uma jogada mais fácil que seu gol, mas a finalização sai fraca e o goleiro adversário defende sem rebote.

Nosso adversário aceitou o perdão de Arrascaeta e começou a ocupar mais o campo de ataque. Mesmo sem conseguir construir jogadas trabalhadas, a equipe de Córdoba buscava alternativas. Mudou os pontas de lado, tentou viradas de jogo. Mas aos 33 minutos, depois de uma bola parada em dois tempos, sua melhor chance no jogo até ali. Mais uma vez, sem bola trabalhada, mas depois de um presente que Pulgar ofereceu. Felizmente Rossi não concordou e fez uma defesaça. O pesadelo foi se tornando cada vez mais real.

A volta para a etapa final trazia no ar uma tensão velada. Sentindo a necessidade de melhorar a marcação alta, Filipe Luis lança Juninho no lugar de Pedro. Nos primeiros minutos do segundo tempo foi a vez de Juninho receber o presente, mas o centroavante desperdiça a chance. Chance que não voltaria a se repetir. Aos poucos, a equipe rubro-negra foi sendo corroída pela falta de intensidade. O time argentino, mesmo limitado tecnicamente, cresceu na base da insistência. Ganhavam divididas e se aproximavam da área.

Até que aos 17 minutos, os pessimistas ganharam razão. Depois de dois cruzamentos, o empate vem. Um castigo anunciado, mas evitável. E o drama ainda tinha mais um ato. Aos 28 minutos, chega a vez de Danilo entregar o presente. O ponta Angulo cisca o presenteador e finaliza. A bola bate no braço de Léo Pereira, o arbitro marca pênalti. A tragédia se desenha, mas o VAR intervém. O alívio é breve, quase irônico, porque o Flamengo já não tem força, nem criatividade para buscar a vitória.

Antes do jogo começar, era sabido que o empate não era um bom resultado. A bola rolou, o jogo foi jogado e no final, o empate não fica de todo ruim perante ao fraco desempenho apresentado, coletivamente, pelo Flamengo.
E vamos para mais.
SRN

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Raposa lembra ao Urubu Que o Futebol É um Rito de Humildade

Retornando ao Campeonato Brasileiro, o Flamengo tinha pela frente o Cruzeiro em Belo Horizonte. Vindo de seis partidas invictas e sem sofrer gols, os comandados de Filipe Luis não foram capazes de manter a sequencia e deixando a liderança do campeonato escapar. Alex Sandro retornando de lesão se juntou aos demais jogadores que não iniciaram o jogo no Dia do Trabalhador.

Com a bola rolando, o encontro de gigantes se viu presente. O Flamengo tentando impor seu jogo, controlando a bola e o campo enquanto o time de Minas, com apoio da sua torcida, marcou alto desde o começo. Com a vantagem numérica e qualidade de passe do Rossi, o Flamengo conseguia bater o primeiro combate adversário, mas sem conseguir atacar a ultima linha, permitia que o cruzeiro se reestruturasse no meio campo para subir a marcação novamente. Fechando bem o corredor central, a circulação de bola rubro-negra ficou bem lenta e quando tentava jogar por dentro, caia na armadilha cruzeirense e assim, aos 15 minutos de jogo, Kaio Jorge abriu o placar.

A mudança de placar não mudou a estratégia de nenhuma equipe, mas depois do gol, nossos volantes de língua espanhola passaram a ficar mais vigilantes com a bola, ainda assim, não foi o suficiente para o Flamengo ganhar o campo de ataque. Aos 18 minutos, Léo Ortiz obrigou Cassio a fazer uma grande defesa e aos 23 ele precisou sair nos pés do Pedro no único momento em que o Flamengo conseguiu acelerar em campo aberto, até ali. Mas perigo maior estava acontecendo na trave do Rossi.

Caindo mais na armadilha do que propondo jogo, o Flamengo foi jogando. No minuto 43, a insistência deu certo e o Flamengo consegue atacar com espaço pela segunda vez. Também pela segunda vez no jogo, o Flamengo acerta uma finalização entre as traves adversárias, mas dessa vez, Cassio até toca na bola, mas insuficiente para tirar o Gol mágico que nosso camisa 10 realizou. E o primeiro tempo se encerra empatado.

No segundo tempo, a equipe mandante tentou reter mais a posse de bola e apresentou mais dificuldade para o jogo do Flamengo. Com o volume de posse de bola reduzida, Filipe Luis coloca Michael no lugar de Pedro e centralizando o Bruno Henrique que já havia entrado minutos antes. A alteração tática visava dar mais combate sem bola ao mesmo tempo que mantinha um centroavante alto, mas a alteração não surgiu efeito coletivo e o Cruzeiro cresceu na partida.

Rossi foi sendo exigido de maneira diferente do primeiro tempo, menos com a bola no pé e mais com as mãos. Um péssimo sinal para a torcida rubro-negra. Já nos acréscimos, foi exigida a mais importante defesa do jogo. Depois do pênalti marcado por Léo Pereira, um certo especialista que conhecemos bem teria a chance de sacramentar nosso sofrimento. Rossi consegue intervir mais uma vez, mas o rebote fica afeição de Gabriel Barbosa que da números finais ao placar.

O jogo tira mais que a liderança do Flamengo, nos tira a melhor defesa e parte da confiança que havíamos recuperado desde o jogo contra o Central Córdoba.
E vamos para mais,
SRN

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Erros experientes, acertos juvenis

Em um jogo marcado pelo domínio rubro-negro e pela busca incansável pelo gol, o Flamengo saiu vitorioso do Estádio Castelão, em São Luís, ao derrotar o Botafogo-PB por 1x0 no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Aproveitando o contexto para rodar o elenco, a equipe comandada por Filipe Luís demonstrou superioridade em grande parte da partida, criando chances e controlando as ações em campo.

A  primeira finalização da partida foi uma cabeçada de Gonzalo Plata, defendida pelo arqueiro adversário, aos 10 minutos de jogo. Outras finalizações aconteceram em outros momentos do primeiro tempo. Aos 29 minutos Michael recebe e acha Bruno Henrique que finaliza fraco. Nove minutos depois, Bruno Henrique devolve o favor, mas Michael se quer acerta o alvo. O primeiro tempo se encerra com amplo domínio da posse de bola e do campo de ataque, mas os comandados de Filipe Luis não conseguiram realizar a ação mais importante do esporte, fazer Gol.

O segundo tempo se inicia e estrategicamente, não havia motivos para o Flamengo mudar ainda. Quase todo o caminho para a vitória estava sendo construído da maneira certa, faltava acerta só o último toque na bola. Aos 8 minutos do segundo tempo, Evertton Araujo da o toque que o inspirado goleiro Michael não conseguiria chegar, mas um defensor, em cima da linha, evita que o Flamengo abra o placar.

Na esperança de abrir o placar, Filipe Luis coloca Juninho, Matheus Gonçalves, Gerson e Cebolinha. Mas as pernas descansadas não foram o suficiente para abrir o placar. A superioridade tática estava presente, a superioridade física e técnica também, mas o Flamengo precisava de mais. O tempo foi passando a certeza da vitória fácil foi virando certeza de empate. O placar desafiava a lógica da partida, como se os comandados de Filipe Luis precisassem de alguma ajuda sobrenatural para abrir o placar. Algo como confiar um momento decisivo a um menino, apostar a certeza em uma promessa. Algo como colocar o camisa 79 aos 79 minutos de jogo. Joshua, o camisa 10 do nosso sub-17, marcou mais que um gol, ele confirmou de que, mesmo nos jogos mais difíceis, o Flamengo sempre encontra um caminho, seja pela técnica, pela raça ou por esses pequenos milagres que só acontecem para aqueles que confiam no seu futuro.

Apesar da vitória, o Flamengo sabe que pode melhorar, especialmente na finalização. A equipe finalizou 26 vezes e menos da metade foram na direção do gol, mostrando a necessidade de maior eficácia nos próximos desafios. A vantagem mínima traz tranquilidade para o jogo de volta, enquanto a rodagem do elenco alimenta esperanças de um desempenho ainda melhor nos próximos grandes desafios.

E vamos por mais.
SRN

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Flamengo Massacra o Corinthians e Reafirma Favoritismo

O Flamengo não apenas venceu, mas dominou. Desde o primeiro minuto, a equipe rubro-negra mostrou que estava em outro patamar, impondo seu ritmo e controle de jogo contra o Campeão Paulista que pouco conseguiu responder. Com Pedro retornando aos onze inicias pela primeira vez desde Setembro de 2024, o artilheiro se juntou a Cebolinha e Arrascaeta e confirmaram o ditado: Em céu de Urubu, gavião não voa.

O primeiro gol veio como um prenúncio do que estava por vir, um Flamengo incisivo, que não dava trégua. Aos 5 minutos, a marcação forte fez nosso time recuperar a bola ainda no campo de ataque. Léo Ortiz coloca a bola no chão e no talento direciona a jogada. Depois de vencer divididas consecutivas, Arrascaeta abre para Cebolinha em amplitude, a jogada dos sonhos do ponta esquerda destro. Para ajudar, Ayrton Lucas faz  a passagem por fora, dando uma quantidade exorbitante de opções para Everton e ele escolhe o Gol. 

Pouco tempo depois Pedro, no segundo poste, encontra a trave. Se dependesse do Flamengo, o jogo seria esse. Mas existe um adversário do outro lado, que mesmo não estando na melhor fase, tem conquistas recentes e não poderia ser subestimado. Mesmo Yuri Alberto tocando na bola pela primeira vez só aos 15 minutos, ali já mostrava um Corinthians que buscava competir. Principalmente utilizando Raniele para encontrar espaços nas consta de Pedro e Arrascaeta. Filipe Luis enxergou isso e pediu para Pulgar se aproximar mais e a breve esperança paulista foi se esvaindo.

Aos 34 minutos, com o Flamengo já com controle do campo ofensivo, Arrascaeta ampliou a vantagem. Os comandados de Filipe Luis se organizam, trocam passes, manipulam a marcação e compensam movimentações. Culminando no pivô de prima de Pedro e na primorosa finalização de Arrasca que comprovam que até a mais bela jogada coletiva precisa de refino individual. E para fechar o primeiro tempo com chave de ouro, Pedro aproveitou um erro grotesco do nosso cria Hugo Souza na saída de bola e colocou o terceiro no placar.

O segundo tempo foi apenas a confirmação do domínio rubro-negro. Logo no segundo minuto Arrascaeta mostrou que qualquer brecha seria aproveitada e o Flamengo foi empilhando jogadas atrás de jogada. Aos 34 minutos, após marcação de pênalti em Arrascaeta, Pedro, assumiu a responsabilidade e fuzilou a bola no ângulo, não dando chance alguma para o maior pegador de pênaltis do Brasil. O quarto gol não apenas ampliou o placar, mas simbolizou a superioridade técnica e tática do Flamengo, que administrou o ritmo até o apito final sem dar espaço para reações.

O melhor ataque no campeonato volta a ser líder e a goleada trás a paz mais forte que qualquer pseudo-crise que os últimos dois empates poderiam trazer.

E vamos por mais.
SRN

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Jogo ruim, resultado satisfatório

Retornando a Libertadores, o Flamengo necessitava de um bom resultado na terceira rodada da fase de grupos. Filipe Luís marcou as entradas de Everton Araújo, Danilo e Juninho no time titular rubro-negro. Diante de uma LDU sempre perigosa em casa e da temida altitude de Quito, o Flamengo encontrou muitas dificuldades para impor seu ritmo. Mesmo com maior posse de bola, a equipe Rubro-negra fez um dos seus piores jogos na temporada.

O Flamengo começou o jogo com mais posse, tentando não acelerar a jogadas para não gastar o pouco vigor físico no inicio do jogo, mas a não costumeira cautela quebrou o ritmo do Flamengo que se via desconfortável no jogo. Por duas vezes Arrascaeta teve a chance de abrir o placar, mas as falhas no último terço chegaram até no nosso camisa 10 que não conseguiu concretizar as chances. Os campeões de Quito, sabendo o valor do seu mando de campo, criou oportunidades e busco incessantemente aumentar a sua liderança no grupo, mas falhas técnicas também acontecem nos nossos adversários e o placar se manteve inalterado.

No segundo tempo, o Flamengo sentiu os efeitos da altitude e teve uma visível queda de ritmo físico. A intensidade, mesmo que controlada no início, já não era a mesma, e isso abriu espaço para o crescimento da LDU, que passou a pressionar com mais frequência e volume. As entradas de Pedro e Luiz Araújo tentaram dar novo fôlego ao ataque rubro-negro. No entanto, o fim do jogo foi marcado por tensão. A LDU se lançou ao ataque e quase marcou nos acréscimos, quando Michael Estrada cabeceou com perigo e a bola passou tirando tinta da trave direita de Rossi. O Flamengo, encurralado nos minutos finais, sobreviveu ao terror imposto pelos equatorianos e saiu de campo aliviado com o empate.

A queda física era esperada, mas o fraco nível técnico fez os comandados de Filipe Luis realizar um dos piores jogos do ano. Ainda assim, nosso histórico na altitude reforça o quão importante foi conquistar um ponto, sabendo que o fracasso no Maracanã precisa ser corrigido em Córdoba. Retornando ao Campeonato Brasileiro, ainda sentiremos os efeitos da altitude e a expectativa de outro jogo ruim não diminui a responsabilidade que o jogo traz. 

E vamos por mais!
SRN