Na tarde desse domingo, o Flamengo entrou pela última vez em campo em 2024. Já sem objetivos, se mostrava a oportunidade perfeita para dar a festa de despedida para aquele que tanto fez por nós. Do outro lado, o artilheiro do campeonato, tornando um jogo um duelo de centroavantes, o do ano e o da geração. Mais uma vez, os Deuses do Futebol prepararam um lindo contexto para um jogo que teria pouco a acrescentar.
Desde o apito inicial, o jogo apresentou seus outros protagonistas. Nossa ala direita com volume e intensidade com Wesley, Gerson e Plata se tornou o principal foco de jogadas para entrar na área. Do outro lado, o ataque rápido da equipe baiana para transitar o campo e achar um passe milimétrico nas costas da nossa zaga. O artilheiro do campeonato ainda contou com a saída errada de Rossi para escorar para o go, vazio. O direito de festeja precisa ser conquistado dentro de campo e o Flamengo seguiu explorando o lado direito para conquistar o Gol de empate. O volume não encontra efetividade e nossa equipe vira o primeiro tempo derrotada.
Com o segundo tempo já rolando, nossa primeira finalização acontece apenas aos 9 minutos. A jogada envolveu nossos principais atores do lado direito, mas eles precisavam de ajuda e no minuto seguinte Filipe Luís mexe no time. A entrada de Michael e De la Cruz fazer Gerson se posicionar mais pelo meio. Com esse espaço aberto, outro protagonista do jogo começa a circular por lá, um outro jogador que conhece bastante aquele espaço, Gabriel Barbosa. Ele tenta armar a jogada, mas Wesley prefere deixar essa função para Pulgar e Nico. Gabriel então vira Gabigol, ataca a área, faz o seu Gol de despedida e corre igual uma criança, igual as criança que fazem gol e dizem ser Gabigol.
A Magnética responde e aos 16 minutos, Gerson aciona Ayrton Lucas que decide consagrar o dono da festa. Gabriel tem sua finalização bloqueada, mas o Flamengo mostrava que existe vida além do lado direito. Nossa equipe sim, mas os baianos estavam bem confortáveis em utilizar esse lado para demostrar suas batidas precisas e mais uma vez ficamos atrás do placar.
Precisando se recuperar, mais uma vez, nossa equipe se volta para o lado esquerdo. Gerson aciona Ayrton Lucas, que parece não ter superado a perda do seu principal companheiro por aquele lado. Nosso lateral então tenta a carregada, sem sucesso, ele retorna para Pulgar que lhe devolve em uma posição melhor. A finalização com o pé não dominante encontra o cantinho para selar o placar. Nosso professor ainda tira Gabriel para ele ser ovacionado uma última vez pela torcida.
A não-derrota e o gol de despedida trouxeram um sabor agridoce ao jogo, um sabor bem semelhante que fica para essa temporada irregular que o Flamengo teve.
Mas em 2025, vamos por mais!
SRN